segunda-feira, junho 04, 2007

Simplex Deles – A Novela da Vida Real - Episódio Primeiro de Vários

O Barão inicia hoje de novo, este primeiro episódio foi publicado exactamente há uma semana, a saga de Ladislau Lorpa, personagem que o Barão espera que venha a reaparecer noutras torpes escrevinhadelas.

O sol já despontara no firmamento, Ladislau Lorpa, sentia-se feliz, munido dos seus diplomas, seguia pelo passeio que pisava com cuidado para evitar a nefasta bosta de canídeo, tinha também de evitar os carros, motos e lambretas, caixotes de lixo e postes, que habitam nos passeios das cidades da Lusitânia, ao mesmo tempo ia atento ao céu porque à insuspeita janela já assomava a madame que sacudia o lençolzito, prenhe do pentelho da noite e do ocasional resto dos humores líquidos provenientes das cavalarias amorosas, daqueles a quem a noitada correra menos-mal, é que o fato era novo e Ladislau não o queria ver estragado, logo no dia da entrevista.

Chegara à porta da Comissão de Autónoma de Colocações Administrativas a famosa C.A.CA. que desde a instauração do famoso “Simplex”, servia para colocar quem concorria a lugares da Administração pública. Ali chegado olhara em redor e o ar circunspecto dos seus comparsas de espera era confrangedor e não augurava nada de bom, além ao fundo, uma tipa já entradota, soubera que era doutorada pela Sorbona, roía as unhas, as olheiras denunciavam a noite mal dormida, na cadeira do fundo um tipo engravatado, cabeleira arrepiada para trás, empastada com gel, lia um jornal daqueles que saem só ao Sábado cheios de letras a dizer coisa nenhuma e que pouco mais são do que grandes meios de propaganda do partido do dono desses jornais. No balcão uma miuda loira platinada com um decote até ao umbigo mascava pastilha e jogava tétris no computador, era a secretária presumiu Ladislau.
- Ladislau Lorpa sala 3. – Ouviu-se na sala, o som roufenho e encanecido típico destas instituições. Ladislau levantou-se e seguiu as placas, entrou no elevador, até ao 3º andar, virou no primeiro corredor à direita, desceu 2 degraus entrou na segunda porta à esquerda, passou o átrio com as fotografias dos antigos presidentes, bateu na segunda porta à direita e pois claro enganou-se.

– É no corredor seguinte quarta porta à direita! – Resmungara entre dentes um manga-de-alpaca apanhado a ler uma revista daquelas da moda e dos mexericos, claro em plena hora de expediente.

(Continua amanhã no próximo episódio)

Um abraço deste vosso aamigo

Barão da Tróia

sexta-feira, junho 01, 2007

Kárta Aberta aus Bloguéres!

O Barão recebeu esta missiva, de um esforçado aluno dos dias de hoje, ao que apurou o Barão, a mensagem vem escrita com o léxico e ortografia aprovada, com o novo acordo ortográfico que o actual Ministério da Educação irá colocar em prática, no próximo ano lectivo, parabéns senhora Ministra da Educação, a senhora é a mais insigne, esplendorosa, preclara e intelectualmente brilhante pessoa que alguma vez perpassou pelos tristes corredores do Ministério que Vexa. ora tutela, depois de alguém do seu quilate difícil será voltar a conseguir ter nesse Ministério alguém com tão grande coragem e douta sapiência, passemos então à missiva do jovem estudante esforçado.

“People, tásse bem, ya, tudo a bombar. Tou aki a fazer uma sena de ezame, kom peguntas bués seca, taum a ver, mesmo bués, o pograma ñ era népias disso, com pocarias de portugés e coizas deças.

O ezame foi bués fassil, tava lá uma sena k ñ percebi mto bem, mas Kaga niço, axo k paxei. respondi a tudo e até fiz uns dexenhos e tudo, pra esplikar menhor as senas à Setora. acho que estes ezames deviam ser mais bem feitos, tipo com as respostas nas costas da pagina ou assim ké po people ir conferindo se esta acertar ou ñ.

Algumas perguntas eram muita lixadas, com senas de interpretação e tal, com respostas bués komplicadas onde o people tinha de iscrever 3 ou 4 frazes, o que é bues, perdemos bue time a faxer essas respostas, com senas bues antigas, que ja ninguem quer saber, porque ninguem fala assim, mas o people la do Menisterio o que é, tá bue tantan da cuca, a inventar senas dessas pra baralhar, sorte foi k eu fiquei atraz duma dama bues cool que me ajudou a faxer o ezame, ela dizia e eu iscrevia a resposta.

depois é que fikei contente, o people la dos menistros e tal é que tava kom razaum, poque disseram que os erros ñ contavam, eu axu bem porque eu pessoalmente, axu k essas senas dos erros ñ tem nada k contar porke a malta tem poko tempo pa iskrever o k interessa e as senas k o people tem pa dzer, porque tar bues time a iscrever e perder bues time e depois ter de bazar pra enrolar umas brocas e ñ dá tempo pra aula a seguire.

Isto assim e bues mais curtido, porke a malta assim tasse bem porke pecebe o que os cotas dizem, sem stress e senas dessas bues komplikadas, os erros são iguais aos dos cotas dão tamem, bues deles, porke nas mesagens da minha velha ela iscreve sempre “pograma” taum kual e a noia, se os cotas iscrevem açim proke é k aki o people tem de tar com senas e acentes e virgolas, népias e so iscrever e prontos, tasse bem, o k interça e o k o people ker dzer.

Eu sei k sou um aprendis, e a escola tem de ter ezames, mas os cotas tem de ver k o people tem bues ondas hoje, á bues de senas pra faxer, centros comerciais, cinemas, plaistations e senas dexas, a malta ñ tem time pra kurtir as damas e pra tar sempre a dar na escola, poke na escola tem la, matérias k e bues de seca, hestoria e so dos gajus mortos e reis e eças senas, portugés bues xato kom literaturas e poemas e senas xatas, a matemática xiça nem falar diço, k sena mais stressante man, bue stress memo.

Prontos tenhu de bazar, o people vai kurtir uma nigth bue cool pra 24, meter uns kopos, kurtir as damas e sem stress, por ixo iscrevi ista sena pra malta dos blogueres abrir a pestana e ver k isto ta bues difícil pro people que anda na eskola, bues memo, tasse people.”

Agradeço ao aluno que enviou este grito de revolta, que serve para reforçar esse paradigma educacional lançado pelo actual Ministério da Educação, "o que interessa é o que se diz não como se escreve", mais uma vez parabéns senhora Ministra.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, maio 30, 2007

Acórdão ou não acordam!

O Supremo Tribunal de Justiça, dando seguimento a um apelo de um cavalheiro condenado a 7 anos de prisão efectiva, depois de se ter provado a sua propensão pedófila, com actos sexuais tentados e continuados, praticados com miúdos de 13 ou 14 anos, incluindo uma violação, deu provimento ao recurso e reduziu a pena em 2 anos, ao senhor em questão.

Como é óbvio não vou questionar os doutos sapientes e iluminados Juízes, as lucubrações de tais criaturas estarão acima de qualquer cogitação dos pobres diabos que somos, eu plebeu ignaro me confesso, esta douta sapiência, afigura-se a um canhestro provinciano como uma das mais insignes barbaridades jurídicas dos últimos tempos, fará, se for dada a conhecer lá pela estranja, jurisprudência, ao inverso, ensinando aos Juízes de outras terras o que não deve ser feito.

Na televisão um senhor Juiz Desembargador, vindo a terreiro pleitear a causa dos camaradas, arengava, com um travo de ligeira indignação, da justeza do Acórdão que segundo o tal senhor é de todo lícito e de acordo à Lei vigente, desculpando-se como é hábito destes e doutros senhores com essa figura tenebrosa e etérea a que chamam figurativamente o “Legislador”, perorava, também o dilecto Desembargador, acerca das humanidade dos Juízes do Supremo, dando assim a impressão de informalidade e de proximidade dos que julgam aos que são julgados e ou alegadamente defendidos.

Como disse em antemão, não questiono o Acórdão dos Doutos Juízes, mas posso alertar para algumas das pérolas da sua decisão e desmontar os argumentos do senhor Desembargador televisivo. Em primeiro se o Acórdão é lícito e dentro da lei, isso é grave é muito grave, é sintoma de que os senhores Juízes, o tal espectro legislador e os senhores políticos mais uma vez andam a dormir na forma, não dando atenção devida a uma questão relevante e trágica como é a da pedofilia, não é menosprezando e relativizando o caso “pelo seu contexto mediático”, que os senhores Juízes diminuem a tragédia que não estão a fazer nada para combater.

Se o tal Legislador, que ao que parece ninguém nunca sabe quem é pois todos se desculpam com o legislador, faz uma lei perfeitamente estúpida sobre a violação distinguindo etapas de violação ou não violação de acordo com idade, uma é mais grave outra é menos grave, naquilo que se pode classificar como uma perfeita imbecilidade jurídica, eu sugiro que se sodomize à força o tal “Legislador”, para que assim essa figura possa aquilatar e discorrer sobre o que é uma violação.

Não posso também questionar a humanidade dos senhores Juízes do Supremo, felizmente não os conheço, posso só dizer que mais uma vez fico assustado com a humanidade destes cavalheiros, se as declarações aberrantes que fizeram discorrem também do facto de serem pessoas dotadas de alguma normalidade bom senso e humanidade então, abrenúncio, cruzes canhoto e te arrenego em cruz, livrei-nos de humanos de igual semelha, pois estou em crer que estamos melhor defendidos entre outro tipo de animais, porque estes humanos deixam muito a desejar em relação à sua humanidade.

Por último, de novo não questionando a douta e sapiente conduta dos Senhores Juízes do Supremo, gostaria de saber com que capacidades técnicas, ou baseados em que conhecimentos científicos os senhores Juízes proferiram pérolas como esta, …Por conseguinte, as necessidades de prevenção geral positiva são relevantes

Prevenção de quê da Pedofilia? Campanhas? Com slogans e cartazes na estrada, “ Se vai conduzir não coma meninos!” Ou ainda esta outra pérola da douta, preclara e inquestionável sabedoria dos senhores juízes, …É de considerar o grau de desenvolvimento do menor, não sendo certamente a mesma coisa praticar algum dos actos com uma criança de cinco, seis ou sete anos, ou com um jovem de 13 anos, que despertou já para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade... Como é que alguém profere estas barbaridades, como? E são estas as tais pessoas humanas que supostamente nos protegem e fazem defender a Lei da Nação, apre!

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, maio 28, 2007

AJUDEM A DIVULGAR




Exmos. Senhores

Desde quarta-feira, dia 23, por volta das 7h30, que a minha filha se encontra desaparecida.

Foi feita uma participação na Esquadra da Policia em Santa A Polónia.

Solicitamos a V/ ajuda.

Em anexo foto da menina de seu nome Ana Sofia Galiado

Para quaisquer contactos por favor ligue para os seguintes números:

91 864 83 73
96 00 43 806
91 259 10 86

Obrigada

A mãe

Luzia Galiado

Mais informações consultem o blogue: http://amigonasempreblogger.blogspot.com/

Simplex Deles – A Novela da Vida Real - Episódio Primeiro de Vários

O sol já despontara no firmamento, Ladislau Lorpa, sentia-se feliz, munido dos seus diplomas, seguia pelo passeio que pisava com cuidado para evitar a nefasta bosta de canídeo, ao mesmo tempo atento ao céu porque à insuspeita janela já assomava a madame que sacudia o lençolzito, prenhe do pentelho da noite e do ocasional resto de cavalarias amorosas daqueles a quem a noitada correra menos-mal, é que o fato era novo e Ladislau não o queria ver estragado, logo no dia da entrevista.

Chegara à porta da Comissão de Autónoma de Colocações Administrativas a famosa C.A.CA. que desde a instauração do famoso “Simplex”, servia para colocar quem concorria a lugares da Administração Pública. Ali chegado olhara em redor e o ar circunspecto dos seus comparsas de espera era confrangedor, além uma tipa já entradota, soubera que era doutorada pela Sorbona, a pobre, roía as unhas, as olheiras denunciavam a noite mal dormida, na cadeira do fundo um tipo engravatado, cabeleira arrepiada para trás, empastada com gel, lia um jornal daqueles que saem só ao Sábado cheios de letras a dizer coisa nenhuma e que pouco mais são do que grandes meios de propaganda do partido do dono desses jornais.

- Ladislau Lorpa sala 3. – Ouviu-se na sala, o som roufenho e encanecido típico destas instituições. Levantou-se e seguiu as placas, entrou no elevador, até ao 3º andar, virou no primeiro corredor à direita, desceu 2 degraus entrou na segunda porta à esquerda, passou o átrio com as fotografias dos antigos presidentes, bateu na segunda porta à direita e pois claro enganou-se. – É no corredor seguinte quarta porta à direita! – Resmungara entre dentes um manga-de-alpaca apanhado a ler uma revista daquelas da moda e dos mexericos, claro em plena hora de expediente.

(Continua amanhã com o próximo episódio)

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

sexta-feira, maio 25, 2007

É só Rir

Realmente não há, como os nossos políticos para fornecerem material cómico para que a rapaziada da escrita humorística nos delicie com horas infinitas de gargalhadas, se não vejamos.

Qual desejado, Carmona atira-se de novo ao canelo da capital, não contente com o espectacular afundanço da cidade capital, ao qual não será alheio a passagem desse furacão do esbanjamento que dá pelo nome de Santana, Lisboa soçobra atolada na trampa em que vários canhestros nos últimos 20 anos a enterraram, umas atrás das outras, percebem-se as palhaçadas, a má gestão a incúria geral, é de morrer a rir com isto.

Pinho esse inefável tratado de humorismo, foi contratado pelo PM, precisamente para dizer de quando em vez umas patacoadas para que a malta rebente a rir, para que ria tanto que até doa a barriga, desta vez e de novo escancarou a bocarra e lá saiu mais uma grossa asneirada, prometia não sei onde que os 500 desgraçados da Delphi que vão para o olho da rua, iriam ser reintegrados noutra empresa, de imediato o seu secretário de estado, um tipo um pouco mais ajuizado veio repor a ordem, mais uma do Pinho, esse folgazão incurável.

Negrão, Costa e Correia, andam a correr atrás dos velhinhos, à caça de votos, quem viu aquelas encomendas eleitorais na TV, não pode deixar de rir e rir muito, com a falta de jeito das criaturas, com o ar de enfado dos pobres velhotes, a olhar para eles. Mas atenção, os cavalheiros não foram visitar um qualquer lar daqueles da Segurança Social ou dos ilegais, não, eles foram visitar lares de ricos, todos arreados de protocolo, mesmo na ânsia da caça ao voto eles escolhem o melhor para não se chatearem muito, como os odores e outras coisas. Entre os três venha o diabo e escolha, se um pouco vale o outro menos ainda e do outro nem falar. Um é para queimar, outro é por desespero e outro foi empurrado, porque não há mais ninguém e queimado já está.

Lino, sabendo de antemão que Portugal é o único país da Europa que corre o risco de ver certas áreas do seu território ficar parecidas com o Sahara, atirou a bojarda e chamou deserto à margem sul, o homem é um humorista nato, como prova a graçola que atirou sobre ser engenheiro e pertencer de facto à Ordem dos Engenheiros, mas a nova piada caiu mal aos beduínos da outra margem, a malta farta-se de rir com estes camaradas.

Realmente para além de um país de poetas, somos um país de comediantes, ainda dizem que somos um povo triste, nós tristes, é mentira, temos um dos maiores sentidos de humor do mundo só assim se percebe que ainda aqui estejamos a viver.


Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, maio 24, 2007

A Incomensurável Estupidez Humana!

Chegado à página 8, comecei a ler, devagar, cada palavra calando o barulho da sua queda desamparada no fundo da minha alma e chorei, chorei porque a estupidez humana é algo que me afecta muito, demais, e neste século de maravilhas e informação, a estupidez medieval desta gente deixa-me de rastos, desalentado e descrente.

Será que a espécie humana será sempre assim estúpida, inventando sempre desculpas para cobrir a estuidez própria com a dos outros, falharemos empreem não assumir estes actos cobardes e degenerados, que adultos serão, esta gente que faz este tipo de coisas, que tipo de pais engendra estes monstros, que tipo de pais não percebe o terror e a violência destes filhos, que adultos no futuro serão estes...

"DREN propõe mandar professores a casa de criança de Rio Tinto vítima de bullying

24.05.2007, Ana Cristina Pereira

Trabalho de sensibilização dos alunos deverá agora começar para que
a mudança de turma ocorra no início do próximo
ano lectivo

A mãe alegra-se com a hipótese de sensibilização da comunidade escolar, o pai
do Miguel diz que só acredita vendo
a As aulas poderão em breve voltar a preencher os dias de Miguel, uma criança com doença oncológica que deixou de ir à escola para escapar ao bullying. A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), em concertação com o conselho executivo da escola, propõe enviar professores a casa até ao final do ano lectivo e, desde já, sensibilizar o estabelecimento de ensino a recebê-lo bem em Setembro.
O caso foi divulgado pelo PÚBLICO no passado sábado. Miguel descobriu que tinha um cancro no sistema nervoso central no final do 1.º ano. Submeteu-se a diversos internamentos, a quimio e radioterapia. Regressou à mesma turma no 4.º. A turma foi quase toda transplantada no 5.º para a Escola Básica 2,3 n.º 2 de Rio Tinto. "Não falavam comigo, não brincavam", conta a criança. No último período do 6.º, ouviu os primeiros insultos. Nos corredores, no recreio. Quando "ninguém estava a ouvir". Só ele. Tudo piorou no 7.º. Desde o início do ano lectivo, os pais insistem numa mudança de turma. Em Março, a pedopsiquiatra remeteu uma carta para o conselho executivo, a denunciar um "processo depressivo", a recomendar mudança de turma e urgente "intervenção clínica do Gabinete de Psicologia". A mudança não ocorreu.
Como a pedopsiquiatra referia "risco de agravamento do quadro clínico, com eventuais passagens ao acto em termos de auto-agressividade", nas férias da Páscoa, os Cardosos decidiram não mandar Miguel às aulas enquanto ele tivesse de lidar com os mesmos colegas. Correram tudo, até a Inspecção-Geral da Educação (IGE). E a 23 de Abril, a IGE escreveu ao conselho executivo a salientar que "interessa, sobretudo, atender aos direitos pessoais e educativos" do menor. A recomendar, de forma explícita, uma solução, "ainda que para tal seja necessária a tomada de decisões com carácter de excepcionalidade". A presidente do conselho executivo que até ali gerira o processo reformou-se e o interino acha que esta não é a melhor altura para mudar, que uma nova turma deve ser sensibilizada para bem receber Miguel no início do próximo ano lectivo.
Terça-feira, Lizete Cardoso e o marido foram chamados à escola para se reunirem com dois elementos da DREN. "Propuseram convocar professores para irem a casa dar explicações ao Miguel até ao final do ano", narra João Cardoso. E revelaram querer iniciar, desde já, um trabalho de sensibilização na escola. Entusiasmada, Lizete aconselhou-os a pedir ajuda técnica do Instituto de Apoio à Criança. João é que não esconde o cepticismo: "Só acredito vendo."
Esta semana, os media rodearam o estabelecimento de ensino, questionaram pais, conselho executivo, DREN, IGE. A família Cardoso admite a hipótese de a publicidade ampliar a hostilidade. Já a sente. Há quem não os ilibe. Frente a "pequenos problemas, a mãe dirigia-se à escola a repreender os colegas" e isso, dizem, terá "contribuído" para muitos se afastarem ou até desprezarem Miguel.
Lizete não nega as suas sucessivas idas à escola para proteger um filho sofrido, com grande fragilidade física e emocional. Nem a zanga com a mãe de uma das miúdas que acusa de bullying. “


in, Jornal o Público edição de 24 de Maio de 2007, pág. 8

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

terça-feira, maio 22, 2007

Dos farsantes e dos farsolas

Somos um país de farsolas, de mentiras de meias tintas de faz de conta que faz, nada fazendo, alguém uma vez disse que o que é preciso é …fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma… pois, é assim que continuamos a fazer de conta que se faz algo, Pessoa dizia que o poeta é um fingidor, ora Portugal como reconhecido país de poetas, que já ninguém lê, passa também por ser um país de fingidores, logo um país de farsolas, de farsantes, de títeres, de mentirosos, de aldrabões e de bufões.

Nesta actual conjuntura da rebaldaria lusitana, uns fingem que fazem, outros fazem que fingem e uns terceiros a fazer tentam fingir que nada fazem, fazendo muito e mal sem fingir. Pois é uma gorda confusão, um nó górdio de disparate e farsolice barraqueira, actividade que adoramos, senão vejamos numa meia dúzia de exemplos, a real imagem desta terra de farsolas.

O seguro automóvel é obrigatório, assim diz a Lei. – É uma farsa digo eu, pelos caminhos de Portugal viajam centos de energúmenos sem seguro, sem documentos que os habilitem a conduzir, sem nada, sendo que os tais zelosos representantes da Autoridade, a esses nada fazem ou dizem.

Existe uma Lei do Ruído, aprovada, sancionada, ratificada e benzida por todos os mandaretes do poleiro da governação, nessa Lei constam as normas sob as quais se devem reger muitas actividades que provocam ruídos incluindo os decibéis que podem emitir, essa é a Lei. – Pois mais uma farsa digo eu, mentira, basta andar por aí e ver que motos e carripanas barulhentas é o que não falta, com escapes rotos, de rádio no máximo a qualquer hora, quem fiscaliza, quem autua, quem explica o que é o civismo, ninguém, nada, é uma farsa.

Existem umas coisas às quais se deram pomposamente o nome de PDM, RAN, REN, Rede Natura, Paisagens Protegidas, Parque Natural, existem e assim diz a Lei! – Outra enorme farsa, é mentira, os farsantes e os farsolas, tem destruído tudo sem fiscalização sem intervenção de nada nem ninguém, alias ministros do ambiente, existiram, que até sobreiros mandaram arrancar, inquestionável a qualidade de tais personagens.

Liberdade e Segurança, estão na Constituição, como garantias inalienáveis do cidadão nacional, cabendo às autoridades e seus representantes a sua defesa, diz a Lei. – FARSA, outra mentira, outra grande farsa, as autoridades não defendem ninguém, não conseguem proteger nada, experimentem ter algum problema sério com escumalha rasca tipo venda ambulante, tipo bairro social branco ou preto a merda é a mesma, tipo subsídio dependente de boné à palhaço e cão raivoso à trela, ou outro qualquer tipo de rataria subsídio dependente e vão ver com elas lhes mordem, estão de súbito sozinhos, quais polícias quais carapuça, ninguém lhes valerá.

Diz a Lei que devemos pagar impostos, pois diz! – Farsa de novo, digo eu. Então expliquem lá como é que os galfarros politiqueiros acumulam fortunas colossais em meia dúzia de anos, como é que os senhores advogados, médicos, engenheiros, arquitectos, futebolistas, empresários, e outro tipo de escumalha de colarinho branco, engorda as lautas contas bancárias, declarando o pouco que declara, expliquem?

Diz a Lei que o cidadão não deve alvo de discriminação, por causa de raça sexo, credo etcoetera, pois diz e muito bem. – De novo uma real farsa, uma grande patranha, sou descriminado porque dizem que sou branco, logo devo ser rico, sou descriminado porque sou deficiente, sou descriminado porque vivo no interior, sou descriminado porque não tenho direito a casa à borla, sou discriminado porque me obrigam a pagar impostos, porque me obrigam a trabalhar, porque me obrigam a possuir seguros, cartas de condução, taxas e licenças várias, pagar rendas e alcavalas disto daquilo e daqueloutro, sou discriminado porque estou vivo.

Poderia continuar e encher dez páginas de farsolices, de patranhas que enchem esta terra mas não o farei vou antes falar das coisas boas, dos passarinhos, bem dos que conseguiram sobreviver aos incêndios à codícia dos construtores e à poluição, vou falar dos rios e dos peixes, bem dos que estão mal ou bem vivos e ainda conseguem viver nas latrinas em que estão transformados a maioria dos rios desta terra, mas perdoem-me vamos fingir que nada disto existe, vamos continuar a pensar que aqui neste Oásis à beira mar plantado, longe de tudo, agradeçamos a Deus, e à intervenção de Nossa Senhora, que nos livraram das guerras malfazejas, ainda que a mortalidade infantil e outras fosse maior que a mortalidade de qualquer guerra, ainda que as mortes na estrada matem quase tanto como a guerra do Iraque, mas vamos fingir que isto é o cantinho da paz dos brandos costumes, onde a violência doméstica só regista 18 mil casos e no último ano só morreram 9 mulheres.

Vamos todos continuar a fingir, com muita força, pode ser que passe...

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, maio 16, 2007

O Efeito Sarkozy

A França procurou em desespero resolver, nesta eleição, os problemas que não soube resolver nos últimos 40 anos, a França pode e deve ser o exemplo a estudar, a Europa pode rever-se na França, antever os problemas que irá enfrentar nos próximos anos, da sua resolução ou não, dependerá o futuro da Europa, não só como instituição, mas como civilização, digo isto sem nenhuma pretensão apologética de futurismo bacoco e ou xenófobo, até porque a história nos ensinou que o mundo andou sempre em mudança, impérios caem e outros surgem, raças extinguem-se e outras ocupam o seu lugar, aqui não há lugar a juízos de valor, antes a constatações históricas evidentes.

Eu estou em crer que estamos já a viver esse processo de convulsão, étnico-cultural que erradicará a “nossa” Europa e criará algo que terá obviamente de se erguer das cinzas pois creio que este processo mais ou menos pacífico até ao momento, tenderá a agudizar-se por força das circunstâncias próprias da natureza humana, o mais básico dos instintos, o da sobrevivência será factor determinante para o conflito latente.

A França elege Sarkozy, o filho de minorias, para debelar essas mesmas minorias. A França espera por uma nova “Joana de Arc” que a livre das hordas da “barbárie”. Quem conhece França entende perfeitamente o dilema desta França que foi incapaz de gerir a penetração de migrantes nas suas fronteiras, nós, os portugueses, somos prova disso, também lhes interessava, mas a nossa grande comunidade, não é sequer preocupação para a França, alias nem para qualquer outro país onde estamos, a preocupação são os magrebinos, “les arabes”.

Os subúrbios das grandes cidades sufocam com as segundas e terceiras gerações destas comunidades, gente desenraizada, duplamente vítima de racismo porque são racistas e porque sofrem o racismo dos outros, os magrebinos em particular fizeram da França o seu Marrocos ou a sua Argélia, os mais jovens abandonam a escola, que acusam de colonialista e de não lhes interessar, trabalhar também não é das coisas que mais lhes agrada, além disso os patrões não gostam deles, por muitos motivos, por racismo óbvio, por serem muito absentistas e porque não gostam de trabalhar, por tudo, isso vão engrossar as longas listas dos subsídio dependentes da nação francesa, as suas atitudes selvagens de escumalha sem lei, só servem para exacerbar ainda mais o ódio que alguns sectores da comunidade francesa lhes dedicam, não sem alguma razão.

Este pequeno universo francês é hoje o problema número um da Europa, a segurança social europeia soçobra sob o peso dos milhões de pessoas que se instalam na Europa de papo para o ar, a apanhar sol, juntem-se os que já faziam isso, e facilmente se percebe que o problema é grave, a Europa é hoje uma grande Santa Casa da Misericórdia mundial. A integração das comunidades em particular das que professam o islamismo é deveras complicada, entre o deve e o haver, há que considerar com seriedade a justeza da entrada destas gentes no espaço europeu, os Muçulmanos são o reverso daquilo que nós, Portugueses somos, como comunidade migrante, se noutros países a questão do racismo pode ser colocada como entrave à integração destas gentes, como explicar que na mega liberal Holanda, particularmente em Amesterdão, os jovens marroquinos sejam neste momento, a ponta de um icebergue que um dia colidirá connosco, não trabalham não estudam, preferem rezar, roubar e traficar droga, porquê, numa terra em que tudo lhes é dado?

E que efeito é este, que espera a França deste “redentor”, espera um novo De Gaulle, um sorriso e um cassetete, talvez, a França tal como a pouco e pouco toda a Europa procura respostas, para o fenómeno das migrações, do que esse fenómeno está a provocar, a extinção da Europa segundo uns, a reinvenção da Europa segundo outros, sejam o que for que esteja a acontecer, é bom que o percebamos, que olhemos a França e os seus métodos, ela é neste momento o tubo de ensaio de toda uma Europa, uma última ressalva aos países de Leste, porque isolados durante quase todo o século XX, permaneceram longe da problemática das migrações, como irão reagir quando começarem a surgir as “invasões” migrantes, a Polónia, a Roménia, a Bulgária a República Checa e os outros, sabendo nós que no seu passado recente as suas populações sempre se mostraram feéricas defensoras do seu espaço. Não esquecer também as alterações climáticas, que não duvido lançarão o mundo no caos, nos próximos cem anos, sempre assim foi, as alterações do clima ou as ameaças físicas sempre concorreram para as migrações, foi assim no passado, assim será também no futuro, e ontem como hoje, o problema atingirá um clímax, que invariavelmente culminará num conflito, não será um conflito de brancos contra pretos ou de cristãos contra muçulmanos, será um conflito de homens contra homens, em luta pela sobrevivência.

Tudo isto tem de nos fazer pensar que as coisas são muito mais complexas que as dicotomias básicas que nos servem ao pequeno-almoço, esperando que entre um trago de leite e umas dentada na sandocha, a malta tenha paciência para entrever o longo espectro de realidades que a aparente realidade esconde, as decisões torpes das elites, acabam por afectar o povaréu, somos sempre nós que sofremos, com os ostracismos, os racismos e todas as diatribes, que os cérebros do poder engendram, para além das parvoíces estúpidas da extrema-direita, das lamechices parvas da extrema-esquerda existem realidades que são partes da equação, mas que a maioria prefere ignorar reduzindo tudo ao preto e branco.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, maio 14, 2007

Surpresa

Como bem sabemos nem todas as surpresas são agradáveis, umas serão até bem desagradáveis, no entanto esta que assisti foi agradável. A Câmara de Almeirim através da pessoa do seu Presidente, entendeu convidar munícipes para ir dar uma volta pelo Concelho e tomar conta das realidades locais, de certa forma ir ver por onde pára o dinheiro de todos nós.

Devo confessar que, desde logo pensei em mais uma daquelas visitas aborrecidas em que o próprio só fala dele e das suas obras. Foi com surpresa, uma agradável surpresa, que o que se passou foi precisamente o contrário, o Edil, fez uma excelente apresentação daquilo que se passa no concelho, dos investimentos que se fazem e dos que se irão fazer, falou sem exacerbar em demasia a sua figura, num tom claro, aqui e ali com pontinhas de orgulho, pois que assim tem de ser, em resumo esta visita foi sem dúvida uma agradável surpresa.

Esta iniciativa da Presidente da Câmara de Almeirim, é uma excelente atitude, deveria realizar-se mais vezes, para que as pessoas, tenham noção do que é gerir e fazer funcionar um Concelho de Portugal, um Concelho de interior, que parecendo que não, está muito longe dos centros de decisão, serve também para os habitantes constatarem a dimensão dos projectos em execução e dos que ainda são só meros sonhos, obtendo assim uma mais correcta visão desses projectos, podendo depois concordar ou discordar em absoluto da sua pertinência, foi esta iniciativa algo de bem pensado e que importa repetir, terminou com um bom almoço, o qual foi pago a expensas dos participantes, como deve ser.

Esta iniciativa é um pequeno exemplo daquilo que os autarcas podem, se o desejarem, fazer em prol de si e dos seus munícipes, é uma iniciativa simples, que funciona e que tem, com mais valia o facto de as pessoas constatarem “in situ” com as realidades, não foi isenta de propaganda, pois claro nem o poderia ser, no entanto essa propaganda foi educada e de bom gosto, subtil, sem ofender, até porque nesta iniciativa ia gente de todos os quadrantes e cores políticas.

Iniciativas como esta deveriam multiplicar-se pelo país, os munícipes tem o direito de perceber para onde vai o seu dinheiro, tem também o dever de acompanhar as autarquias e de cumprir com as leis das mesmas, só assim se crescerá enquanto povo responsável.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, maio 10, 2007

Eles São os Maiores, do Mundo, do Universo e quiçá da Galáxia…and beyond…

Há tempos li um blogue onde o seu autor declarava, o seu desagrado pelas crónicas depressivas do dizer mal constante, pois porque será, discorria o camarada sobre a justeza de dizer bem das coisas belas que temos por cá, apesar de achar que o senhor em questão vive no mundo da Lua, aquele texto tocou-me, por isso vou falar de uma coisa boa, boa não, óptima, qual óptima qual carapuça, excelente, não, mais ainda, soberba, não… esperem mais ainda, uma coisa, hiper, mega, ri-fixeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Essa coisa são os nossos inefáveis Médicos, essa classe formada por super criaturas, devotadas inteiramente ao bem servir a nobre causa da saúde de outrem. Devo dizer que fiquei aturdido no outro dia, enquanto degustava uma sápida lasca de pata de reco barrancanho, recomendo, dizia eu, que enquanto desenfastiava a barriguinha; na TV, passava uma nova, que dizia haver sido condenada uma médica nos Açores a uma determinada pena, por, segundo apurou o sapiente colectivo de Juízes, outra classe profissional de eleição, a senhora doutora metera por assim dizer a pata na poça.

Levantei-me de um salto e arregalei os ouvidos e tirei a cera da orelheira, lá poderia ser, condenarem uma profissional dessas, uma senhora Doutora, ainda por cima por negligência, facto do qual resultara a morte de uma mulher de 22 anos, asmática, à qual a Médica terá ministrado medicamentos contra indicados para portadores de semelhante patologia, a pena em si era irrelevante, 18 meses de pena suspensa e 125 mil euros de indemnização, mas o facto de condenarem a Médica isso sim era relevante, cheguei a temer o pior.

Entretanto no dia a seguir a RTP, passava uma reportagem sobre casos de negligência médica, aliás alegada, porque raramente isso fica provado, foi gratificante ouvir as doutas palavras do senhor Bastonário da Ordem dos Médicos e perceber, que os Médicos sofrem bastante com esta exposição pública, desmesurada e que a OM, ela própria tem inquéritos e toma decisões ferozes, os senhores Doutores arriscam penas pesadíssimas, podem estar mesmo à vontade uma semana sem puderem dar consultas, pavoroso não concordam. Obrigado senhor Bastonário pelas suas preclaras e instrutivas palavras, o que seria desta horda de bárbaros sem a OM e os seus associados.

De volta à Médica condenada, como disse, eu cheguei a temer o pior, vocês não querem lá ver que finalmente alguém vai começar a disciplinar esta gentalha, que finalmente os cepos dos governantes vão legislar no sentido de proteger as pessoas. Fui apurar melhor a notícia, então percebi, a Médica condenada era uma filha da Santa Mãe Rússia, que fugida ao cabo da vassoura ou ao ferro de engomar conseguira que lhe reconhecessem o diploma e fora encafuada nos Açores, para onde ninguém quer ir, anteriormente já envolvida num outro caso de negligência esse de junto com senhores Médicos Lusos, dera em nada, como alias dão sempre estes casos.

Fiquei mais descansado, afinal a ordem fora restabelecida, afinal a médica era Russa, por isso tinham condenado a senhora, jamais condenariam um senhor Doutor português, porque os senhores doutores de Portugal são infalíveis, nunca se enganam, nunca erram, as outras classes profissionais deveriam olhar para este saudável exemplo, todas esses classes profissionais de rebotalho que por aí vegetam e que são despedidos ou acusados de negligência profissional, pedreiros, construtores civis, operários, polícias, bombeiros, motoristas de autocarro, enfim toda essa gentinha miserável com essas profissões de cacaracá, mirem-se no exemplo dos doutos Doutores, na sua incomensurável sapiência. Não existem Médicos negligentes existem é doentes incompetentes!

P.S. – Um destes dias, que tenham tempo escrevam a palavra “malpractice”num yahoo ou num google, só para verem a diferença, dos exemplos que vão encontrar e aqui da parvalheira.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, maio 09, 2007

V-E Day


Cumpriram-se ontem 62 anos sobre o fim da segunda guerra mundial, na Europa. A 7 de Maio de 1945 os representantes alemães e os aliados, assinavam a rendição incondicional da Alemanha em Rheims, no dia seguinte a 8 o tratado era ratificado em Berlim, acabava o pesadelo Nazi, começava a reconstrução, daquilo a que hoje chamamos a Europa moderna.
Uma data a não esquecer, por tudo o que significou para os milhões que morreram para que ela fosse possível, pelos que se sacrifícaram e por todos os que ainda hão-de vir, para que continuem a poder dizer que sabem o que é a liberdade.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 07, 2007

Apontamentos!

Fernandes, mais uma vez a Vanessa Fernandes, encheu de alegria os poucos imbecis que não se deixam alienar pelas futeboladas e telenovelas da vida lusitana. Mais uma vez a prova de que a excelência só se atinge com esforço, dedicação e sacrifício, uma vez mais choramos os milhões torrados no apoio a uns mentecaptos que adoram quartos lugares, que prometem muito mas cumprem pouco, que exigem muito e pouco dão em troca.
Uma vez mais a Vanessa mostrou que bem merece um lugar de destaque no panteão dos heróis lusos da era moderna, a Vanessa, o João Garcia, o Francis, os atletas Paralímpicos e outros que por exiguidade de espaço não refiro, mereciam mais, mereciam ser aclamados, como exemplos daquilo que este povaréu de lesmas precisa, trabalho, dedicação e sacrifício, argumentos sem os quais tudo se torna mais difícil se não impossível.

Uma vez mais Alberto, parece irreal, mas o “Fidel” da Europa, abarbatou de novo a cadeira do poder. Dificilmente ao longo da história da humanidade se encontrará povo mais estúpido que o da Madeira, talvez só os alemães quando elegeram o Adolfo deles.
Não tenhamos mais dúvidas, o povo merece mesmo os governantes que tem, quanto a isso batatas os antes semilha. Com esta votação massiva na criatura a Madeira mostrou que está preparada para ser independente. De novo lanço o repto, a todos, vamos votar “SIM” Madeira independente já!


Um apontamento final para a palhaçada em que anda este país, entre câmaras atoladas em corruptos, em Universidades afogadas em galfarrices e governos rasos de intrujices, este país anda que é um primor, aliás isto não anda, rebola.
Visto de fora esta terra deve parecer uma daquelas nações do terceiro mundo, onde a aparente desorganização revela uma poderosa organização, a do “dinheiro em mão”. Tudo se faz se o “cacau” avançar, untando as manápulas aos crápulas, a coisa vai, quem tem “bago” avança, quem não tem, dança.
Quantas, mais vezes será necessário que isto aconteça para que estas almas abram os olhos para que, despertem de vez da sonolência letárgica em que caíram, será difícil de perceber que para que isto avance é preciso que todos e cada um de nós se mobilizem, para atacar esta desordem, para exigir para contestar, para enfim poder respirar numa terra de civismo, de respeito de ordem de igualdade.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, maio 03, 2007

Isto é tudo uma grande porra!

Em primeiro, vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas! E se os cérebros começam a pensar para além daquilo, que a nossa comunicação social imbecilóide nos impinge, depois quero dizer a dois senhores em particular que nem sou “um comuna de merda” nem um “fachozeco burguês”, não sou um nada disso, sou um tipo normal, que está farto até à raiz dos cabelos de alimentar parasitas, tão-somente isso.

Ora então vamos lá, ser Nacionalista e ser Parvo, são coisas distintas, sabendo de antemão que a visão política do nacionalismo tende a eliminar a distinção entre a Nação e o Estado, entendo eu que Nacionalista é alguém que se orgulha do seu país é um Patriota, que honra e respeita os seus símbolos e instituições, que participa e defende a sua cultura, não contra as outras mas com as outras, que é interventivo e respeitador das leis, ora isto para mim é que é ser Nacionalista, cidadão, preocupado, cumpridor e respeitador, eu Nacionalista me assumo.

Aquilo a que vulgarmente se chama Nacionalismo, não é mais do que Parvismo, alimentado pelos imbecis dos jornalistas e da extrema-esquerda chupista, que para aí anda, até porque quem perceba um pouco de história, sabe que a maioria dos meninos Parvos que andam de braço esticado e suásticas ao peito, se o Adolfinho tivesse mesmo ganho a contenda, não existiam, porque os avós desses meninos teriam sido exterminados, porque o seu sangue está contaminado com aquilo que para nós é um orgulho, e para eles uma vergonha, que é o sangue de muitas raças.

Por outro lado não escrevo contra ninguém, ou antes sim, escrevo contra toda essa corja de parasitas de sanguessugas sociais de todas as cores, dos que já cá estão e dos que cá chegam com esse fito, porque sabem que aqui é o paraíso do regabofe, escrevo contra o entulho, que vive de subsídios e rendimentos mínimos, que não quer trabalhar e prefere traficar droga e roubar, escrevo contra a corja dos protegidos, dos que estão acima da lei, essa lei que um Estado mentiroso, a mim me impõe e a eles não, ora essa gentalha toda tem nomes, não são seres etéreos, são bem reais, mas os pruridos do politicamente correcto impedem de chamar os bois pelos nomes, mas como não sou adepto dessa palhaçada, eu chamo-lhes sanguessugas, chupistas, parasitas sociais sem vergonha, e dou-lhes os seus verdadeiros nomes; de ciganos, a políticos a pretos a brancos, a médicos a advogados, a juízes e empresários, a toda essa rataria subsídio dependente, trafulhae mentirosa, que tem tudo à borla, que brinca com isto tudo que vive acima da Lei, os quais, sustento com o meu trabalho, quando vejo a pretalhada do bairro cheia de roupa de marca, brincos e anéis de ouro, que vivem do gamanço e do subsídio, ou o filho do senhor ministro enfiado à força na administração pública acabadinho de sair da faculdade com um ordenadito de 400 contos e olho para o meu filho, que veste roupa do hipermercado e da feira porque eu só ganho 80 contos, o sangue ferve-me, como é possível que este Estado me obrigue a trabalhar para sustentar esta rataria, sim porque eu sou escravo desta escumalha toda, tanto dos de Belém como dos do Cacém, sou eu e milhares de papalvos tristes como eu que andamos a sustentar esta súcia de energúmenos.

Tenham dó de mim, não me imbecilizem mais do que o que já sou, estou farto, farto de engordar esta rataria toda, querem imigrantes, muito bem criem condições para os receber, eduquem os seus filhos, arranjem-lhes trabalho, façam uma verdadeira integração, mas quem não cumpre rua ou cadeia, sem pruridos sem moralismos da treta e correcção política, não querem estar cá, rua, vem para mendigar e vadiar, rua. Deixem entrar toda a gente que vier por bem e para trabalhar, rataria rua, que estamos fartos deles, eu pelo menos estou até à raiz dos cabelos com toda esta gentalha, que não vale o ar que respira, estou farto, farto, farto de parasitas, que sugam o meu suor e sangue, a minha avó vive com uma reforma de 15 contos, o meu pai tem 70 a minha mãe 50, e vocês tem a lata de me pedir para dar dinheiro a esterco dessa laia que não faz ponta de corno e atropela tudo em que acredito, fazendo gato-sapato das leis, do civismo do respeito pelos outros, ora vão para real rameira que vos deu à luz, cambada de castrados.

Porque estou farto, farto até ao tutano de ver boa vida, enquanto eu me esfalfo por uma trampa de salário, para por comida na mesa e dormir em paz, correndo sempre o risco da escumalha roubar o pouco que possuo e da outra escumalha politica e judicial os absolver e relativizar o roubo, não escrevo contra cores, escrevo contra a estupidez o oportunismo, o laxismo, os vigaristas e os bandalhos.

Ah e outra coisa, bando de incapazes capados, minoria étnica, sou eu, que sou amputado, que trabalho e pago impostos, que me deito às 3 da manhã e acordo às 7 para conseguir ganhar mais 10 ou 20 contos ao fim do mês e que não tenho direito a casa à borla, nem a subsídios vários por tudo e por nada sem em troca dar sequer um obrigado, nem fugir aos impostos nem ter casa em vários distritos, nem estar isento de taxas nos hospitais, eu é que sou minoria étnica, porque faço isso tudo, não cuspo no chão, não estaciono nos passeios, não roubo, não trafico, não mato, não falo aos berros e a música lá em casa é sempre ouvida baixinho, cedo sempre a passagem e tenho respeito pelos mais velhos e por toda a gente, é mim que escravizam, roubam e defecam em cima, e ainda tenho de andar alegre e dizer coitadinhos que são excluídos, coitadinhos que é a cultura deles, coitadinhos que são cor-de-rosa, não tenho já paciência para esta trampa toda, para esta sociedade imbecil, estou farto, farto, ouviram bem, farto, das mariquices e merdices destes tempos da treta, todos tão bonzinhos, tão preocupados, tão filantropos, cambada de hipócritas cegos, carneirada infecta e imunda.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 30, 2007

Case Study

Os tempos que vivemos são de mudanças várias, o mundo sempre mudou, nem sempre para melhor, dependendo do ponto de vista, as suas mudanças foram céleres ou lentas, de acordo com circunstâncias, várias. O actual, mundo, muda à velocidade, de um clique, do preço do Brent, ou da seca inexorável que se abate sobre várias regiões do planeta.

Migrações, idas e vindas, novos costumes e povos, gente gentinha e gentalha de tudo nos calha, e de permeio os Portugueses, que deveriam ser alvo de um estudo, para perceber o que temos nós de tão especial, que conseguimos estar nas sete partidas do mundo, integrados e bem sucedidos. Porquê?

Não sendo estudioso da questão, avento algumas respostas, dados esses que poderiam ser utilizados, quer para aqueles que desejam mudar de país, quer para aqueles que os acolhem, a nossa experiência de migração é uma das gestas mais bem sucedidas da nossa história, arrisco a dizer que mais que as descobertas, é a nossa migração que nos engrandece, porque as descobertas há muito que acabaram e os Portugueses continuam a partir à procura de melhor vida.

Dizia eu que tenho algumas respostas, pois aqui vão, o nosso sucesso tem três vertentes essenciais que possivelmente se desdobrarão em outras, mas deixo isso para os sapientes e doutos investigadores. O segredo do nosso sucesso enquanto migrantes, assenta sobretudo, no trabalho, no respeito pela terra que os acolhe e pelas raízes.

O Português, não tenta mudar o sítio que o acolhe, quando muito cria uma associação onde recria o seu ideário Luso, lá fora tenta ser francês, alemão, russo ou qualquer que seja a nacionalidade do país onde está. Em casa e dentro do seu coração ele conserva a sua afirmação de Lusitanidade, porque a sua autoconfiança é ilimitada, ele sabe que é Português, isso é que lhe interessa, esse facto não interfere nada com o também adoptar os usos dos países de acolhimento, intrinsecamente ele será sempre português.

O Português, vai para trabalhar, para melhorar a sua vida, não vai para viver de subsídios nem para rezar, vai para trabalhar, para produzir, a Europa moderna fomos nós que a construímos, quem percorresse a Europa central dos anos 80 e num momento de descontracção, olhasse os estaleiros de obras de Genéve a Bona, de Londres a Milão encontraria operários Portugueses, milhares deles.

Por último, a consciência daquilo que é, o espírito da sua Portugalidade, ajuda-o a ultrapassar as dificuldades e a vencer, esse é o nosso trunfo maior, a espírito de luta que herdamos dos nossos avoengos, gente afeita à peleja dura. Somos realmente um caso de sucesso que merece ser estudado.

No entanto, fico triste quando vejo que aqui chega, toda a espécie de escumalha miserável, a juntar à rataria que por cá já habita, transformando este país num poço de podridão cada vez maior, não sei para onde vamos, não me importa, mas que não acredito neste rumo, lá isso não acredito e podem enfiar o multiculturalismo nos entrefolhos que isso é uma grande patranha que só serve para gerar racismo, e atenção que racismo é uma via de dois caminhos, facto que muita gente parece esquecer, ou fazer por esquecer.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, abril 26, 2007

Era Abril!

Passou mais um Abril, nós por cá como dantes, triste de ver quão curta é a memória humana, trinta e poucos anos depois e as gerações mais novas, pouco sabem sobre o acto maior de século XX da pátria Lusa, certo é que a humana memória deixa a desejar, um conjurado que regressasse agora, morreria de desgosto, não só porque ninguém dá valor às agruras que passou, mas também porque os espanhóis estão cá de novo.

Mais triste é ver a bandalheira em que esta terra está de novo mergulhada, triste também o palavreado dos bandalhos politiqueiros. Na Assembleia, sua Excelência o Senhor Presidente da República, fez um discurso à sua semelha, pobre de espírito, cinzento e miserável, da situação à oposição o que ali foi dito não melhorou a qualidade.

Os discursos limitaram-se às opções papagueadas e estafadas dos contendores, as quais já ouvidas até à exaustão, soam a lixo sonoro. O dia pedia qualidade, consenso, irmandade, objectividade. Mas não, entre o discurso “Lapaliciano” do PR, aos discursos, ocos e chocarreiros dos partidos da oposição à oração do Amem que foi o discurso do governo, foi tudo tão mau, tão pobre tão inconcebivelmente feio e de mau gosto, que facilmente se percebe, porque é que as gerações mais novas, se estão nas tintas para as datas históricas.

Por mim vos confesso que este gajedo me mete NOJO, cada vez que vejo alguém na assembleia da república a arengar, a primeira coisa que me apetece fazer é vomitar, metem-me nojo, com as suas mentiras e meias verdades, com as demagogias baratas, com, as piadolas estúpidas e alarves, estes gajos enojam.

Enojam-me as suas opções estúpidas, e as lágrimas de crocodilo que deitam aquando das tragédias, que eles próprios, propiciam, devido à sua incúria. Metem-me nojo as suas acções motivadas por opções tolas e sujas, usar cravo não usar cravo, eu digo, ainda bem que muitos não querem usar o cravo, símbolo de uma revolução do povo, o cravo é de todos, da direita à esquerda, o cravo é um símbolo, da unidade que brevemente irmanou todos, naquele dia já tão distante, ainda bem que gentalha sem qualidade se recusa a usar o cravo, não conspurcando assim a memória de um momento único de beleza e pureza.

No dia que comemora a nova liberdade, cada vez mais percebemos que ilusão e liberdade são a mesma palavra, ainda que uma esconda a outra e nada dela se diga, mas porque intimas, quase amantes em vida, ilusão da liberdade e liberdade para viver a ilusão. Escondida na alma de cada um reside a ilusão da liberdade que negamos ao outro numa roda-viva da qual ninguém, sai exangue, mesmo nos becos esconsos das frias noitadas a ratazana só é livre, enquanto o atento felino não lhe crava as garras ferozes no lombo e lhe suga o miolo da cavidade agora oca do crânio.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 23, 2007

Stan! Another fine mess you got us into!*

Quem se interessa pelo luso linguarejar, tem andado em bolandas nestes últimos 20 anos, a pontos de muitos de nós já nem sabermos como escrever, por mim vos confesso que, estou nas tintas para acordos ortográficos, para novas gramáticas e novos termos e para toda essa parafernália de cretinices que os últimos 25 ministros da educação vomitaram do alto das suas cátedras, à conta dessas damas e cavalheiros, hoje é seguro afirmar que ninguém se entende, uns porque não sabem e ponto final, outros porque aprenderam mas entretanto as regras mudaram uma, outra e outra vez ainda e não conseguem dar com o fio da meada e a grande maioria porque nem está para aí virado.

Há uns tempos, o actual elenco ministerial que supervisiona a educação lembrou-se, talvez pressionado pela “novelle vague” de linguistas instalados nas cadeiras da decisão, a gramática gerativa e coisas análogas, deixem que, antes de prosseguir, vos conte um episódio, bem a propósito. No segundo ano da faculdade, na cadeira de Sintaxe e Semântica do Português, calhou-me em sorte uma professora, excelente devo confessar, mas porque adepta da linha gerativa da gramática, nos massacrou com a tal da gramática gerativa, quando o que ali se estaria a formar seriam normalíssimos professores de ensino secundário, ou seja estavamos a matar a cabeça com algo que não serviria para nada, porque quando chegássemos às escolas teríamos de ir à gramática clássica para estudar os termos que eram usados para ensinar os putos, num acto de perfeita perda de tempo.

Instado pela professora a responder à sua pergunta sobre o que pensava da cadeira, respondi-lhe como é apanágio da minha pessoa, que achava aquilo tudo uma perda de tempo, uma inutilidade que não serviria para nada. Escusado será dizer que a mulher até corou e que eu andei a chumbar 6 anos seguidos, só passei por insistência e com um 12.

Este episódio ilustra bem a cretinice do nosso sistema de ensino, ora toda esta lengalenga, para nos levar ao assunto de hoje, a famosa TLEBS ou Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, quando foi anunciado mais este prodígio da esclarecida mente dos doutos e sapientes cérebros da educação, muita gente se levantou para aclarar as mentes e explicar a tremenda estupidez desta inenarrável palhaçada, surdos ao ruído os craques do Ministério da Educação levaram a sua avante.

Acontece que apesar de todos os alertas, a coisa lá seguiu, o lobbie das editoras lá conseguiu enfiar mais uns milhares de manuais pela goela do pagode, embolsando mais uns grossos tostões, os pobres dos putos lá começaram a matar as cabecitas de arvela, com as novas terminologias, daqui resultou o absoluto disparate, com confusões atrás de confusões interpretações dispares e dispersas sobre a tal TLEBS, enfim o habitual destas coisas à Lusitana.

Mas o Ministério tinha um truque na manga, agora que estamos quase no fim do ano, resolveram-se a suspender a TLEBS, ou seja os milhares de Euros e de horas de trabalho e de aprendizagem vão pelo cano abaixo, os manuais vão para ao lixo, isto porque o Ministério finalmente percebeu, que, por existirem, “alguns termos inadequados” e referenciadas dificuldades na sua aplicação. A TLEBS fica suspensa para ser, “objecto de revisão científica e adaptação pedagógica”. Assim vai a educação na nossa terra, inventa-se, inventa-se e cada vez, estamos pior, as crianças não sabem, os pais desesperam, os professores andam à nora e ledos e cantado os governantes lá seguem, encantados com a sua inteligência.

Caros visitantes deste pequeno blogue, aqui no Ribatejo, temos um termo para estes imbróglios, é um termo vernáculo pelo qual peço desculpa, mas chamamos a isto “Trabalhos de Merda”!

*Frase que o Bucha dizia para o Estica sempre que ele próprio fazia disparate e que bem ilustra como anda o nosso país. www.laurel-and-hardy.com

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

terça-feira, abril 17, 2007


Se ainda não conhece, veja mais...

A Fundação Bissaya Barreto organiza, anualmente, na Colónia de Férias da Torreira, turnos para crianças, jovens, idosos e pessoas portadoras de defciência.
Procura-se conciliar o divertimento com programas de carácter pedagógico, cultural e desportivo, promovendo o contacto directo com a natureza e o respeito pelo meio ambiente.
As actividades programadas para cada turno são desenvolvidas numa atmosfera criativa e e nriquecedora, representando uma alternativa saudável aos dias "desocupados" das férias escolares par além de, comprovadamente, constituírem momentos marcantes na memória da vida das crianças.
Deixo-vos aí ao lado a calendarização dos turnos da Colónia e o sítio da Fundação onde pederão o bter mais informações, www.fbb.pt.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 13, 2007

Ensino Especial o Tanas!

Com o advento do politicamente correcto, surgiu a tal da “Inclusão” um palavrão estulto, que pretende que as crianças portadoras de deficiências, quaisquer que sejam, estejam integradas em turmas com crianças sem problemas. Estas deficiências abrangem um leque vastíssimo de casos, as limitações podem advir de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem como de condições ambientais desfavoráveis, indo desde a dislexia à disgrafia, da paralisia ao Síndrome de Down, ou então a crianças de meios desfavorecidos.

Claro que isto é tudo uma grande treta, porque o ensino especial não funciona, durante algum tempo foi um grande tacho para os professores que enveredavam por essa via, hoje com as alterações do actual governo já não é tão bom, mas em termos de qualidade piorou, conheço casos em que crianças com necessidades educativas especiais têm de fazer 100 quilómetros para que, uma vez por semana, em uma ou duas horas, receberem o apoio que deveriam receber diariamente durante todo o tempo que estivessem na escola.

O aspecto burocrático é surreal, entre relatórios e fichas, reuniões, comissões e demais papeladas insalubres os professores gastam tempo precioso que deveria ser gasto a apoiar as crianças, resultando daí que o ensino especial seja uma grande trampa, não quero com isto dizer que não existam lugares onde as coisas até funcionam bem, mas tais locais devem resumir-se a Lisboa e pouco mais, será que quem manda neste país já se deu conta que para além do seu gabinete e das ruas que o circundam existe mais país, creio bem que não.

Na prática e apesar dos projectos e mais projectos das actividades e das resmas de papelada, com que se gasta uma fortuna, dinheiro que faz falta para adquirir e por em marcha coisas realmente importantes, o Ensino Especial em Portugal é uma mentira, a Inclusão é uma falácia do politicamente correcto que nos enfiam pelo gorgomilo à força, que muito pouco de útil trará às crianças em primeiro e ao país em segundo.

Nos actuais moldes o ensino especial é uma mentira, é mais uma “pra inglês ver”, serve para muito pouco, propicia uns esquemazitos milionários a algumas IPSS, mas quando falamos de qualidade efectiva e de apoio real e decente a quem dele precisa, a coisa deixa muito a desejar, claro que como dá poucos votos, este problema é mais daqueles que não interessa e é relegado para segundo ou terceiro plano, logo a seguir à aquisição de verniz rosa choque para a secretária boazona do sub-sub-sub secretário de estado.

Mais uma vez é triste é mesmo muito triste!

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 09, 2007

Diz que é uma espécie de Engenheiro!

Porque é que alguém mente sobre a sua formação académica? Não sei. Talvez por pudor ou por vergonha, porque neste país de imbecis, tudo é doutor, a noção de ridículo assumiu proporções gigantescas, gente que se dá ao trabalho de chatear o banco para colocar o Dr. nos cheques, que adora que lhe lambam as botas, o senhor doutor pra lá o senhor engenheiro pra cá, enquanto pelas costas os tratam abaixo de cão.

Possuir formação académica deveria querer significar, várias coisas, sendo que a principal seria o civismo e a educação, mas não. Por cá formação académica quer as mais das vezes dizer, gente mesquinha, torpe e sem valor nenhum, gentalha que por mor das falcatruas e galfarrices atinge lugares de poder, que exerce de forma discricionária e sem nenhuma apetência.

No actual vai vem das licenciaturas a trouxe-mouxe, recordemos a besteirada das equivalências de baixareis a licenciados por passagem administrativa nos idos de 90, a actual palhaçada de professores titulares e professores não sei o que mais, culminando tudo isto nas dúvidas em relação à formação académica de muito “doutor da mula ruça” que ocupa cargos político-governativos.

Em relação à UNI, toda a gente que passou pelo meio universitário de Lisboa sabe que essa universidade foi sempre referenciada como um local duvidoso, um amigo meu dizia, quando alguém declarava que era da UNI, …quê andas nesse externato…o que a malta ria, pois era assim que a UNI era encarada, como um espécie de faculdade do chumbo, para onde entrava quem queria um canudo fácil, os rumores sobre as falcatruas eram imensos, desde negociatas com diamantes a negociatas com alunos dos PALOP, vinham com a quarta classe mal tirada e ao fim de um ano tinham uma licenciatura, mas isto eram histórias e rumores.

Isto tudo para dizer que não me choca que o senhor PM, não seja engenheiro, choca-me que tenha mentido, se é que o fez, choca-me que mintam, descaradamente e sempre sem nenhuma consequência, choca-me que os senhores do poder nos continuem a tratar como energúmenos, não que não o sejamos, mas fazerem de nós ainda maiores papalvos, irrita-me. Até porque nulidades doutoradas temos de sobra, cavalheiros cheios de graus académicos e que são uns imbecis de primeira água.

Por isso se mentiu, o senhor PM só tem uma coisa a fazer, pedir a demissão, concluir o curso e voltara concorrer, sendo que um pedido de desculpas aos portugueses se impõe, se pelo contrário o senhor PM não mentiu, então que se lhe peça desculpa e que se ature o homem pois elegeram-no democraticamente.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia