sexta-feira, outubro 20, 2006

Sem Perdão

Tem para hoje anunciado o desfecho, um dos julgamentos mais mediáticos dos últimos tempos, a anedótica sucessão de acontecimentos que levou finalmente ao julgamento, fez com que eu tenha anteriormente escrito o seguinte”…estando eu em crer que provavelmente nunca este caso irá a julgamento, se o for porém fiquem certos de que os arguidos a julgar será meros títeres, cuja função será arcar com as culpas e desviar as atenções…” Escrevi esta opinião cerca de um ano e meio depois do desastre, pois o rocambolesco jogo do empurra denunciava o que se iria passar.
Passados que estão 5 anos e meio, hoje dia 20 de Outubro de 2006, será lido o acórdão do Tribunal em relação à prova produzida e deliberando da pena aplicar aos arguidos. Os arguidos, uma verdadeira brigada do reumático, tanto que a idade dos arguidos até foi utilizada como atenuante à aplicação da pena, quatro engenheiros da extinta JAE e dois técnicos de uma empresa privada, são pura e simplesmente os bobos da festa, são o cordeiro sacrificial de toda esta palhaçada.
O pouco respeito que ainda existia em mim pela Lei e pelos tribunais desapareceu hoje, a vergonhosa encenação a que este suposto Estado de Direito se prestou é duma baixeza inqualificável, teria sido melhor que a maquinação tivesse ficado esquecida quando um tal Sr. Juiz, decidiu arquivar o caso, teria sido melhor assim, todos ficaríamos com a sensação de que teria sido mais um caso de corrupção e manipulação da Justiça, mas pronto engoliríamos a história. Infelizmente ao reabrirem o caso para esta vergonhosa falta de respeito, pela memória de todos os que faleceram, pela Justiça e por todos nós é algo que eu não achava ser possível.
Portugal é um país podre, completamente podre, irremediavelmente podre. A facilidade com que se suja o nome daqueles cidadãos, que até concordo, devessem fazer parte do processo como co-arguidos, a facilidade com que se mancha o nome e honestidade dessas pessoas é arrepiante. Onde estão os outros, onde estão os políticos, os ministros o presidente de câmara, os directores de topo, os areeiros, os que licenciaram os areeiros, os que falharam as inspecções da ponte, os que não legislaram a tempo sobre a obrigatoriedade das inspecções e seu conteúdo onde está toda essa gente, bastante mais culpada, vergonhosamente mais culpada, impensadamente ausente.
É com profunda tristeza que vejo morrer a réstia de esperança que tinha em finalmente ver que a culpa em Portugal seria assumida, que existiria gente com honra neste país, infelizmente assim não será, este julgamento ficará para a história como uma vergonhosa encenação, que tão somente pretendeu esconder sob a capa da legalidade a culpa de uma série enorme de cobardes ineptos, que se acoitam sobre as cores partidárias e os lugares políticos de onde manobram as instituições deste país, este julgamento é a mais completa e ridícula encenação judicial que há memória, se exceptuarmos o processo dos Távoras.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 18, 2006

É preciso cuidar! Porque os Maus-tratos existem!

Era um canteiro igual a tantos outros canteiros de tantos outros jardins habitados por tantas e tantas espécies de flores, mas este era especial porque a florzinha estava ali, ondeando ao sabor das brisas, banhando-se com as orvalhadas da aurora, e aquecendo-se com o sol.
O pai flor não lhe ligava muito, estava mais interessado em atrair os insectos que pudessem levar o seu pólen o mais longe possível, a mãe flor ocupada em resistir aos ventos e falar com as amigas tinha pouco tempo para a pequena florzinha.
Um cacto malvado adorava espicaçar com os seus aguçados espinhos a pobre florzinha, o caracol pirata mordiscava-lhe as pequeninas folhas, florzinha vira-se para o pai flor em súplica de auxilio, mas este demasiado ocupado ou nada preocupado ralhava-lhe batia-lhe com o forte caule na sua pequena corola e fazia de conta que nada se passava, a mãe flor ocupadíssima fazia de conta que não a via.
Florzinha, entristecia, a cada dia, fechada sobre si mesma, as ervas daninhas erguiam-se ameaçadoramente à sua frente cobrindo com a sua sombra o Sol, que era o único conforto que aquela florzinha sentia, o calor quentinho do sol que a embalava em sonhos de menina flor.
Aquele canteiro, estiava a olhos vistos, a cigarra lá no alto abria os dias com as suas sonatas estridentes, por entre a folhagem abrigavam-se os animais e as plantas, à mingua de sombra que a protege-se da escaldante aragem, a água faltava, no seu cantinho do canteiro, florzinha cantava, ou antes murmurava, seguindo a deixa das cigarras, uma triste cantilena, a sede esgotava-lhe as forças. E naquela tarde, cansada das maleitas, amargurada pela falta de amor e carinho a florzinha secara, o canteiro ficara mais triste, mas na outra ponta outra florzinha despontava, já pequenina, era o orgulho do canteiro, mas o pai flor estava demasiado ocupado e a mãe não queria saber.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 16, 2006

Petição Contra As Criminosas Taxas Moderadoras

Não sou a fovor de sistemas gratuitos, está mais que provado que esses sistemas geram vícios de forma, no entanto não posso deixar de repudiar esta atitude, que classifico de mercenária deste suposto governo socialista.
Eu até nem pago taxas moderadoras, por enquanto, pois sou dador de sangue, mas sei o que custará a muita gente ter de desenbolsar aquelas taxas, por conseguinte deixo-vos este link que abarbatei ao meu conterrâneo do http://www.bloguedealmeirim.net/, espero que ele não se importe. Pode até não dar em nada, mas é para que aquela camarilha de São Bento, perceber que ainda há alguns que não andam a dormir no meio desta trampa toda. Assinem a petição online o Link tá aí em baixo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Reestruturações, confusões e demais burrices!

O Governo anda mesmo às aranhas, eu já desconfiava que o Conselho de Ministros andava a torrar uns pós, a meter uns fumos, enfim a expandir a carola, mas agora fiquei com a certeza. António Costa, que está para o MAI como Portas esteve para a pasta do MDN, ou seja à nora, mais ceguinho que um morcego vesgo, num encontro de técnicos de luz. Dizia eu que o Sr. Ministro Costa, encomendou um estudo sobre as forças policiais a uma empresa de consultadoria, ainda não percebi bem o que é isto da consultadoria mas macacos me mordam se não abro uma coisas destas, recomenda o estudo várias mudanças no aparelho e modelo das forças policiais.
O Sr. Ministro Costa, apresenta o estudo como a coisa mais fiável do mundo, por cá agora está na moda, quando os decisores políticos não percebem nada do que estão a fazer, encomendam um estudo, se a coisa der para o torto, existe sempre a hipótese de dizer que os dados do estudo estavam errados ou que houve erros de interpretação.
Propõe, o tal estudo, que a Brigada Fiscal da GNR, seja extinta. Até concordo, caso claro está, sejam dadas condições à GNR de efectivamente exercer um controlo fiscal de fronteiras internas e externas, conforme à missão que actualmente está confiada à BF, que existam destacamentos costeiros dotados de pelo menos 2 lanchas rápidas por destacamento e área de intervenção, com equipas treinadas e equipadas para exercer fiscalização até às 12 milhas bem como nos estuários e rios, com meios aéreos atribuídos e com viaturas, sistemas de armas e transmissões em condições, se assim for até concordo com a extinção da BF.
Outra proposta pretende a extinção da BT, aqui, acredito que funcionou o método moeda ar, os senhores consultores atiraram a moedita para ver o que iam propor para fechar e deu-se este caso de pura imbecilidade. Sr. Ministro existirão seguramente, métodos melhores, para varrer a casa, para limpar os corruptos, extinguir a BT é uma imbecilidade, ao invés disso proponho que se invista na BT, na prevenção rodoviária, que se introduzam mudanças na legislação que legitimem e regulamentem o uso intensivo de radares, de câmaras de vídeo e demais equipamentos que permitam levar perante a justiça os prevaricadores, invistam em meios aéreos para a BT e em meios terrestres condignos equipados com câmaras térmicas, com radares de varrimento, dopplers e demais sistemas que ali ao lado onde começa a Europa já se utilizam, como um sistema informático actualizado com cruzamento de dados e verdadeiramente eficaz, não é preciso inventar nada, está tudo inventado, basta seguir os bons exemplos e adaptar à nossa realidade, é simples, tão simples quanto o tempo em que o raio do chimpanzé demora a apreender a reciclar, no entanto por cá os senhores, demoram e demoram.
Ainda não contentes, propõem os senhores consultores, verdadeiros génios, estes cavalheiros, reduzir os comandos distritais da PSP dos actuais 12 para 4 super estruturas de comando. Outra imbecilidade, alguém deveria explicar aos senhores, que a PSP, não é uma estrutura militar, é uma estrutura civil de policiamento de proximidade, o modelo que os senhores aconselham fará todo o sentido numa reorganização das Forças Armadas, que já deveria ter sido feita mas ninguém parece ter coragem para fazer.
Resulta portanto, que este estudo propõe aqui mais umas cretinices, que não têm qualquer justificação, porém se este estudo apresentasse a fusão das duas forças que actualmente exercem o policiamento, coisa que há muito que advogo como método de racionalização de meios, isso seria uma muito boa proposta, se neste estudo fosse dito que a AR não necessita de 2 (Duas) companhias cerca de duzentos homens, a bater charuto o dia inteiro, lá destacados, quando são é necessários nas ruas, isso seria uma boa proposta, se este estudo declarasse que por exemplo a GNR precisa de se aligeirada porque a sua estrutura de comando é demasiado pesada, pois tem servido para absorver os incapazes oriundos do Exército, Coronéis, Brigadeiros e Generais, esta seria uma boa proposta.
Como não diz nada disso este estudo é mais uma palhaçada, destina-se somente a cortar cegamente e sem critério de benefício do cidadão nem da optimização da Segurança, qualquer merceeiro faria melhor por menos dinheiro e com melhores resultados.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 13, 2006

Hossana Senhor Eis a Luz da Salvação!

Ele acordara naquela manhã com a firme decisão de fazer história, caramba, todos tinham direito ao seu momento de brilho, no entanto o seu momento tardava em chegar, apesar daquela fugaz e celebre questão do jaguar, todos pareciam ter esquecido de quem ele era e do importante cargo que desempenhava.
- Uhmm, Uhmm, diacho que o troçulho estava entalado! – Pensava o nosso herói, enquanto as grossas pérolas da transpiração lhe escorriam pela alva fronte de menino copo de leite, mas bem sucedido na vida, e ao que consta com queda para o copo, que não de leite.
A obra estava complicada, o dejecto teimava em atrofiar nas paredes do final do intestino, resistindo à forçada evacuação. Urgia o tempo que o relógio não perdoava.
-Ordeno-te que saias! Declarava ele no seu tom de voz, bagaço do cais do Sodré. Mas a indómita poia não anuía. Assim como assim, até porque podia sempre ir a 215 à hora e invocar razões de estado, o nosso herói, botou-se a pensar.
Quanto mais pensava mais congestionado ficava a bosta, e ideias que é bom, meus amigos nada, um gigantesco e aterrador vazio. – Caraças, não devia ter mandado abaixo aqueles 6 uíesquesitos ontem, diabos levem o engenheiro mais as ideias parvas dele.
- Enquanto ruminava aqueles pensamentos, relia uma das revistas de grande informação à portuguesa, desaparecida a única que valia a pena ler que era a Grande Reportagem, o que restava era uma espécie de Maria em formato pretensioso de revista de informação, foi aí que os seus olhos rebrilharam de fulgor.
- Caramba é isto mesmo, tá aqui, tá bem que não será inovador, mas como a malta por cá, tem memória curta a coisa até pode passar e vai ser uma bomba.
- Como por milagre, o intestino descongestionara, o homem quisera e a obra saíra, ou seja obrara. Limpara o estrago sem atenção, com tão pouco cuidado que o papel, o tal de dupla folha tinha rompido, irisando de castanho a ponta dos dedos indicador e anelar. – Que se lixe, isto vai ser, a loucura, pá sou mesmo muito bom! – Dizia enquanto lambia a sua imagem reflectida no espelho ainda meio embaciado pela água a escaldar do banho.
Em cima do bidé, ainda aberta na página fatídica já amarelecida, jazia a visão antiga, de um anterior primeiro-ministro, homem sobejamente conhecido, principalmente por ter servido os cafés aos senhores, que congeminaram a invasão e saque do petróleo ao Iraque. Nessa página podia-se ler … Portugal já está em retoma…
Levado por aquela visão, à tarde o nosso herói, declara sem medo às televisões aos jornais a todo o mundo que; “ … a crise em Portugal acabou…” – É a isto minhas amigas e amigos que se chama uma ideia de merda.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 12, 2006

Provincianos!Quem, nós?

Durante o fim-de-semana tive uma crise de insónia, que normalmente curo com uma ida à minha tasca de eleição, degustando uns petiscos e regando tudo a branco ou tinto conforme esteja a maré, até um ocasional palheto ou uma supimpa água-pé.
Na roda de amigos, enquanto a chouriça rechinchava, esqueimaçada por uma excelente aguardente vínica de 70º, discutia-se o provincianismo, o que é ser provinciano ou não e por aí adiante, temas de provincianos. O meu amigo Zé, no uso da palavra, batia no maltedo da capital, por serem uns nabiças avoados, por andarem de carro para todo o lado, de encherem os passeios de carros de não usarem as toneladas de transportes públicos que têm e depois se queixarem do preço da gasolina.
Aparentemente isto não tinha nada que ver com provincianismo, mas tem. Tem porque ser provinciano não é falar com sotaque regional, ser provinciano não desconhecer que metro apanhar para o Cais do Sodré ou qual é o número do autocarro para o Rossio, isso é simples desconhecimento.
Ser provinciano é viver numa terreola, como Almeirim e andar de carro para todo o lado, quando a terreola se atravessa bem de ponta a ponta em 20 minutos, ser provinciano é construir prédios de 4 andares quando há espaço de sobra para fazer moradias, ser provinciano é querer ser uma coisa que não somos e malbaratar a excelente terra que aqui existiu, uma ilustre Almeirinense, que aqui exerceu a sua profissão médica, pessoa sobejamente conhecida por cá, disse um dia, … Almeirim como Vila era uma Vila bonita, como cidade é uma merda…
Não posso estar mais de acordo. Ser provinciano é adoptar modas imbecis como esta de entupir de carros uma terreola, que até chateia de tão plana que é, sendo que os únicos obstáculos que quem circula a pé encontra são as bestas dos automobilistas e motociclistas locais, que pouco ou nada respeitam a sinalização, e os carros nos passeios que as mesmas bestas estacionam em local proibido, para irem tomar café, para estar a falar com a vizinha, entre outras coisas de extrema urgência.
Este modelo de progresso que entrou no imaginário do povaréu ignaro, não cessa de me espantar, como não cessa de me espantar a capacidade, que os Portugueses têm de só copiar os maus hábitos e as imbecilidades, raras são as vezes em que vi serem adoptados bons hábitos de civilidade e de verdadeiro progresso, que ao contrário do que pensam estas alimárias asininas se mede pela qualidade de vida e não pelo betão. De que lhes valerá deixar, por vergonha, de dizer o “mê pai” e a “nha mãe” bem como outras expressões bem típicas da minha terra, para passar a falar à lisboeta, coisa que não tenho nada contra em Lisboa ou em alfacinhas, excepto nas séries portuguesas de época, onde falam todos à lisboeta é só rir, trabalho de actor, de composição de personagem zero, nadinha de nada.
Dizia eu que, de muito lhes vale abandonar as suas raízes e cultura, para adoptar a mentalidade do subúrbio, isto sim é ser provinciano, mas isto meus amigos os meus conterrâneos não percebem nem que lhes entre pelo olho do cu adentro, mas como dizia o outro …felizes dos ignorantes porque deles é o reino dos céus…

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 11, 2006

Triste e Indignado II.

Quando eu julgava que pior não era possível, erro crasso, ainda não refeito da situação, eis que leio num jornal diário esta brilhante tirada, “Responsável da IGAI diz que é mais "sensato" permitir fugas do que mortes”, quem afirma isto é um cavalheiro que dá pelo nome de Clemente Lima, e é ao que parece o chefe dessa coisa que se chama Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), para que serve, sinceramente não sei, é mais um daqueles lugares do tachito para entreter os amigos da cor certa.
Quando alguém com a suposta função e inerente importância, deste cavalheiro faz declarações desta natureza, o que devo eu que vivo do roubo dos bens alheios inferir, que tenho a porta aberta. Que posso continuar a fazer todo o tipo de tropelias que acabarei sempre por escapar, ora que excelente exemplo que esta laminária está a dar.
Diz ainda este ilustre e douto senhor, "É preciso nunca nos esquecermos de que estamos a falar de uma criminalidade urbana, com características específicas.” Oh rapaz deves ser o único que ainda não percebeu isso, porque a maltinha que é roubada e mora em centros urbanos, há muito que entendeu o que é esse tipo de criminalidade específica, alias Vexa. e os seus comparsas aí do IGAI e dessas tretas semelhantes, devem andar a dormir, pois a situação degrada-se ano após ano sem que nenhum desses senhores tão sapientes faça nada.
Esta declaração dá claramente a entender que os senhores que mandam não fazem a mínima ideia de como debelar o problema. E como isso acontece? Simples, por pura ignorância e inépcia, porque infelizmente coisas que devem se levadas a sério estão entregues aos amiguinhos de partido que assim durante 4 anos arranjam um tachito porreiro.
Continuou o dito senhor com mais esta pérola, “Mas também admito que exista falta de preparação específica no que toca à utilização das armas de fogo…”E porquê, pergunto eu? Simples, porque o dinheiro do orçamento de Estado ao invés de ser gasto em coisas importantes é gasto em TGV’s e contas de telemóvel e assessores e estudos e todo o tipo de porcarias sem préstimo, este como outros Governos anteriores, é um governo de incompetentes e ineptos, no que concerne à segurança interna e defesa. A lei de utilização de armas é miserável e estúpida, mas eles lá continuam todos contentes e a proferir as mais estapafúrdias absurdidades como as do artigo em que se baseia este post aqui no Barão.
Já com pouco para dizer alias as declarações que prestou no referido artigo são uma anedota pegada, este apóstolo da clemência refere ainda, “"Preocupa-me a falta de cadeias de comando que poderiam evitar mortes desnecessárias.” Esta para mim é uma frase chave, é o mais completo atestado de estupidez passado a quem governa, pois como todos devem saber as cadeias de Comando destas coisas são da responsabilidade dos governos que os nomeiam, logo se não existem a culpa de quem é? Outro problema quanto a mim grave é entregar a IGAI ou outro tipo de instituições similares à chefia de Juízes e rapaziada do género, facto que é facilmente comprovado, pela morte, essa sim de lamentar, de profissionais das polícias que no cumprimento do seu dever foram assassinados, exactamente porque a doutrina que os comanda é permissiva e relativiza o uso da arma coisa que os bandidos não fazem. Ao não colocar profissionais qualificados, com formação policial, gente que sabe aquilo que anda a fazer e como deve ser feito, nestas instituições, preteridos a favor de Juízes e magistrados que como temos visto nem de Leis percebem, quanto mais de polícia, continuaremos a ter isto, este faz de conta que é a Segurança em Portugal.
Termino com uma coisa que me faz confusão no discurso destes senhores, que é a relativização dos roubos, dou-vos um exemplo, eu que sou um pobre diabo contratado a termo que ganho 450 Euro por mês se me roubam 50 Euro isso para mim é um grande roubo, já que significa uns dias mais complicados, para o senhor ministro é de somenos importância pois se lhe limparem 50 do ordenadito ele nem nota, tenho um conselho para todos os senhores que relativizam os roubos praticados sobre outros, que é o seguinte, vão todos para a libidinosa meretriz que vos deu a luz, corja de impotentes ide fazer felácios a cavalos e que um raio de luz celestial vos trespasse o esfíncter anal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 10, 2006

Triste e Indignado!

Estou triste e quero deixar aqui um voto de protesto contra a Guarda Nacional Republicana! Caramba a vossa falta de pontaria não é admissível, deixam sempre escapar vivos os energúmenos que perseguem, como no caso mais recente, onde aquele pobre moço, que é uma excelente pessoa, de junto com aquela menina de excelentes famílias como nos foi dado a ver na televisão, resolveram deslocalizar uma viatura por puro prazer lúdico, eles não queriam fazer mal a ninguém, caramba quantos de vós não afanasteis já uma carripana para dar umas voltas com uma miúda a ver se lhe punham a passarinha ao léu, confessai-vos oh ignara corja de alegres e prazenteiros bonacheirões do gamanço.
O moço ao que sei, era um exemplo da comunidade, prisional, com um cadastro de fazer inveja aos irmãos Dalton, apesar da tenra idade, 21 ou 22 anos, mas tadinho, ele não é mau, tal como os outros pobres quatro rapazes de Matosinhos, foi a sociedade que os corrompeu, que os impediu de estudar, que os não deixa trabalhar e lhes dá o rendimento mínimo, esta sociedade vil que avilta a alma e corrompe o corpo, eles andam só a divertir-se, com os bens dos outros é verdade, mas não é roubo, é brincadeira, pura gaiatice de meninos pobre e enjeitados a quem a mãe de certeza deu muitas bolachas Maria, ficando assim a cérebro entupido de bolacha, dando origem aquelas criaturas, cândidas e pacatas mas brincalhonas e traquinas, uns anjos que só precisam de amor carinho e compreensão.
Por isso apelo às pessoas de Matosinhos e de Gaia, não tranquem as portas de casa nem dos carros, facilitem a vida a estes moços que só querem ser felizes, sejam humanos, estas pobres ovelhas só precisam de uma ajuda, pois porque os 400 eurozitos do rendimento mínimo não chegam, ajudem a iluminar os seus caminhos, deixem sempre as luzes das lojas acesas para eles puderem gamar à vontade sem se magoarem, deixem também o ouro à vista e umas notitas de 200 ou 500 num sitío visível e já agora apelo também ao vosso espírito cristão deixem sempre que possível um lanchezinho, estes pobres cordeiritos são oriundos de bairros degradados, não se deixem enganar lá porque eles vestem roupa mais cara que aquela dos vossos filhos e estão arreados de mais ouro que o Mr. T e que os telémoveis deles sejam topo gama, enquanto o vosso até dificuldade em enviar mensagens já tem, no fundo eles passam dificuldades, já pensaram quanto custa alimentar 3 ou 4 cães pitbull, e manter o carrito tuningue com as bufadeiras a brilhar, por isso ajudem por favor.
Estou indignado, porque ontem à porta do Tribunal de onde foi presente a um juiz o Heróico Militar da GNR que baleou e bem o imbecil que gamou o carro e tentou atropelar os guardas, estava uma manifestação de amigos e familiares da "vítima", vejam bem, ao estado a que este país de merda chegou, os amigos e familiares daquele traposo infecto vão manifestar-se para a porta do tribunal, em apoio ao nojento galfarro ladrãozeco pilha galinhas de merda, e apupando o Militar da GNR.
Caramba isto está tudo ao contrário, então onde estão os cidadãos honestos que deviam aos milhares estar, ali à porta daquele tribunal a mostrar o seu apoio à GNR e ao seu homem que e bem volto a repetir, no exercício da missão que lhe está confiada atirou num imbecil nojento, sim porque o GNR está a defender o vosso cu, oh cambada de vermes sem espinha, os vossos antepassados que correram com a canzoada muçulmana daqui à espadeirada, que desbarataram a rataria espanhola em Aljubarrota e que da Roliça ao Buçaco e à Ponte de Amarante, mostraram aos ranhosos esbirros de Napoleão com quantos paus se faz uma canoa, devem estar muito orgulhosos dos seus descendentes, que bela caterva de carneiros eunucos.
Que triste corja de castrados que sois oh gentes do meus país, e por aqui me fico para não ser ainda mais ofensivo, o outro é que tinha razão, quando escrevia sobre a corja.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 09, 2006

Se pudesse deixava já de ser Professora! *

Frase lapidar do estado de ânimo nas hostes docentes. Não raras vezes, escrevi acerca da profissão professor, que creio deva ser encarada como uma espécie de sacerdócio, infelizmente não é. Infelizmente ser professor nos dias que correm é triste, é miserável e pouco aliciante.
Generalizando não conheço nenhuma outra profissão em que as incertezas são mais que as certezas, em que se trate tão mal quem trabalha e cuida do ensino das futuras gerações. Claro que muito do que acontece hoje é fruto, do regabofe que durante anos a fio se instalou no ensino, abusos de toda a ordem e por aí adiante. Claro que como classe a classe profissional dos Professores deixa muito a desejar, há uma corja elitista de nariz emproado, presente em todas as escolas que é um nojo, que tem muitas culpas no cartório, do regabofe anterior e que pela mera questão de possuir mais tempo de serviço vai sair beneficiada, com estas novas alterações.
Continuo a dizer que 50% dos que dão aulas, não prestam nem são competentes para o fazer, daí também a degradação do ensino. No entanto, as broncas e barracadas politiqueiras são de longe, quem reserva a maior fatia de culpabilidade pelo actual estado do ensino. As novas medidas do Ministério são, de uma estupidez a toda a prova, professores titulares e professores não sei das quantas, uma cretinice pegada, que se destina somente a impedir as pessoas de progredirem na carreira com os consequentes aumentos, é uma vergonha.
Se o Ministério realmente se preocupasse com a qualidade dos professores, faria rever os cursos que os formam e que são uma palhaçada, bem com a dita profissionalização que é outra palhaçada, se o Ministério tivesse a mínima noção do que anda a fazer, iria rever os moldes de concurso para docentes, não fecharias escolas, antes abriria mais, com condições, não como muitas das actuais funcionam.
O Concurso deste ano lectivo foi mais uma vergonha, colocações fraudulentas, horários guardados para os amigos, professores contratados à frente de professores dos quadros, listas desaparecidas, enfim um grande rol de imbecilidades que só foram esquecidas porque o ministério soltou a suprema bomba da cavalidade com a proposta para as alterações ao Estatuto da Carreira Docente.
Ser Professor devia vincular o docente à intuição da sacralidade da sua actividade, longe disso, é hoje uma profissão desacreditada, muita culpa aos docentes, uma profissão sem futuro e miseravelmente paga, no meio disto tudo, uma certeza podemos ter, com os Docentes neste estado, a Educação em Portugal continuará a ser miserável, o insucesso continuará a grassar nas escolas, por mais projectos imbecilóides que se façam, hipotecando assim as futuras gerações, os nossos filhos serão uns imbecis.

* Título de um artigo do Público.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 06, 2006

I Almoço de Bloguistas


Meus Amigos

Almeirim fica a 2.00h do Porto, a 40 minutos de Lisboa, a 3 horas de Faro, a 50 minutos de Évora e tudo com ligação de Auto-estrada, também tem ligação à CP, por isso não há desculpas esfarrapadas. Bom fim de semana.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Resposta ao Exmo. Sr. Túlio Gonzaga

“Túlio Gonzaga said...

Então e Sr. não se chibou nem nada? Cagufa?
Tanta moral, e toda para a pia...

P.S. Barão uma porra... isto pode ser uma merda ( e é ), mas ainda é uma merda de uma república...

Saudações calorosas... “

Exmo. Sr. Túlio Gonzaga

Prezado amante da blogueira escrita, agradeço a Vexa a subtileza e olhar arguto que deitou às minhas escrevinhadelas, rescinde o comentário de Vexa. à ínclita utilização do vulgarmente apodado neurónio, tenho pois que é o meu dilecto leitor, um caso raro de intelectualidade, como alias o seu comentário denota.

Dividirei para sua melhor compreensão a resposta em duas partes, creio que num jeito menos cavernícola, conseguirei dar a Vexa. as explicações, que me parecem sobremaneira urgentes, pois, é vossa excelência um diligente e ávido pensador, de quilate tão raro que me sentiria mal permitindo que a sua distinção fosse equivocada pela minha ignorância e confesso limitada capacidade, não posso pois permitir que o meu insigne invectivador labore em erros, pondo em causa toda a sua excelsa e preclara virtude intelectual.

Caríssimo senhor, este seu humilde e limitado criado, cresceu numa família de fracos recursos, num bairro pobre, mas cresceu, educado em princípios morais e intelectuais sérios, com limitações como é óbvio, não tendo a educação requintada que o comentário de Vossa Excelência pressupõe.

Aos 17 anos e acabado todo o percurso académico para o qual havia dinheiro, 12º Ano do Curso Geral dos Liceus, foi este seu humilde criado intimado pelo progenitor a “fazer-se à vida”. Naqueles tempos as perspectivas eram poucas, e este seu amigo, coisa que não duvide que sou, foi voluntário para a tropa onde passei 6 anos de admirável percurso de aprendizagem.

“…não se chibou nem nada…” Ilustre leitor, apesar de partilha com o dito animal muita da carga genética, inerente à condição de mamífero. Chibar é um verbo do qual desconheço o significado, como tal jamais o praticaria.

“ Cagufa?” Se com esse vocábulo vernáculo pretende o meu esclarecido amigo significar que tive medo, que fui cobarde, sim confesso que sim, os miúdos com 18 anos e 19 e mesmo 20 são cobardes? Não sei, eu fui, até porque uma vez alertei para uma determinada situação e um senhor Coronel esclareceu-me sobre a localização geográfica dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores e sobre a forte possibilidade de eu acabar lá os meus dias como militar, o que convenhamos, não estava nos meus planos.

Sabe, excelso amigo, se houve uma coisa que aprendi no meio castrense foi a de conhecer os vários tipos de filhos de barregã que existem, aprendi também a ver pouco e a ouvir menos ainda.

Quanto à moral ou ausência da mesma e da sua utilização em sede de lavatório, terá o meu denodado amigo razão, mas conceda que nem todos podemos ter os sãos e fortes princípios morais que Vossa Excelência, demonstra possuir no seu soberbo comentário, assim faço publicamente o meu acto de contrição, declarando-me seu fiel seguidor em questões da moral pois sou fraco e quiçá imoral.

No que concerne à última parte do seu portentoso comentário, que desde já rogo a Vexa. desculpas, por o publicar junta com as minhas insignificantes e tolas garatujas, mas era de toda a justiça que o fizesse, para cabal esclarecimento dos outros, muito poucos eventuais leitores. Vou esclarecer Vossa senhoria do seguinte, “…mas ainda é uma merda de uma república...”.

O meu trisavô que também se chama Francisco Pereira, arrancado ao seu Alentejo natal, foi enviado, aos baldões para África com a bandeira azul e branca às costas calcorreando estevas e montes, atrás do Mouzinho e em 1895 esteve em Chaimite.

O meu bisavô, que também se chamava Francisco Pereira, com o pavilhão verde rubro da I República, amargou até 1919 num campo de prisioneiros de guerra, só regressando a Portugal em 1920, pois no fatídico dia de 9 de Abril de 1918, estava esse meu antepassado integrado no Batalhão de Infantaria 17, durante a ofensiva de La Lys na I Guerra Mundial.

O meu avô Silvério, amante da liberdade foi encarcerado diversas vezes pelo Estado Novo. O meu pai Francisco Pereira, foi dar com os costados a Angola enviado pelo Império para defender o sonho e fortuna de alguns, eu meu caro senhor também me chamo Francisco Pereira, sob o pavilhão da Republica democrática, servia a minha pátria o melhor que soube e pude, sempre fomos pobres e sempre seremos, à gente como nós não nos interessa que seja Republica ou Monarquia ou a trampa que for, porque com uns ou com outros o nosso fado é sempre o mesmo.

“…Barão uma porra…” o pseudónimo nada tem de desejo monárquico, tem que ver com outra coisa, que passo ora a explicar a Vexa. não ignora certamente o meu arguto e distinto comparsa, a existência de uma personagem de Banda Desenhada que dá pelo nome de Barão de Munchausen, personagem que vive as mais mirabolantes e estapafúrdias aventuras, num país fictício e completamente surreal, muito parecido com Portugal.

Este personagem tem porém um fundo real, esse fundo é o do Barão Karl Friedrich Hieronymus, Freiherr von Münchhausen 1720-1797, que ao que consta era um patranheiro de primeira água, contando a quem o quisesse ouvir barbaridades tão estapafúrdias como viajar em cima de balas de canhão.

Tróia, porque é um dos mais castiços bairros de Almeirim, e o bairro que me viu nascer para o mundo, um bairro pobre e humilde, tendes aí senhor a explicação para o meu pseudónimo, com vedes, não existe nenhum secreto desejo de nobreza ou aspiração monárquica. Vai longa já a faladura, despeço-me do meu prezado amigo, tem Vossa Ilustre Senhoria, um blogue aberto para tecer as refinadas e argutas considerações que desejar, sempre que deseje partilhar com este seu humilde e insignificante criado, bem como com os outros leitores, todas as suas brilhantes e intelectualmente superiores conclusões.

Creia-me um seu leal e devotado criado,

Com um abraço

Barão da Tróia

Almoço Blogger


ESTAMOS À VOSSA ESPERA.

terça-feira, outubro 03, 2006

Estou convosco!

Aos Militares do destacamento da GNR de Matosinhos, quero dizer que estou convosco, que concordo com a vossa actuação, que finalmente aparece gente com eles no sítio, e que faz frente à escumalha que coloca a vida dos outros em perigo.
Gostava que as televisões fossem tão céleres a esmiuçar, a morte dos agentes da PSP os Militares da GNR, quanto são céleres e expeditas a coscuvilhar a morte de um qualquer inútil. Militares da GNR, estou solidário convosco, assim é que se faz.
Pena tenho, que só tenham acertado num ao invés de terem enviado os quatro energúmenos para o inferno. Eu, cidadão honesto e cumpridor estou farto de ser esburgado por essa tropa fandanga, por essa escumalha nojenta, que não só vive do meu suor como ainda me rouba e assassina e intoxica os meus filhos.
Militares da GNR, eu, estou convosco num grito de desespero, que tenta alertar a escumalha que manda, para o rumo que este país tomou, a esses que nada fazem, a esses rafeiros de corredor, a esses que também vivem do espólio que amealham com o meu sangue.
Militares da GNR, ainda que seja só eu a gritar convosco, hei-de gritar bem alto, contra a merda da correcção politica e dos capados sociais e demais benfazejos da treta, alarves que enchem os bolsos com a miséria dos outros.
Militares da GNR do destacamento de Matosinhos, parabéns pelo dever cumprido.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 02, 2006

Pobre o Meu País!

Primeiro, amordaçaram-nos, fizeram de nós pobres indigentes, miseráveis iletrados e incompetentes, haviam polícias internacionais, bufas e bufos e outros que tais, pois porque Salazar não o foi sozinho. A modorra do estado novo que antes de o ser, era já velho de mil anos e desgraças, de atropelos e desvarios, não fenecia porém o sonho no peito dos afoitos, antes brilhava a aurora da liberdade, que muitos nem sabiam o que era, e passaram anos e chuvadas e Tarrafais e Aljubes e nos quintais e trigais cantavam cigarras e pardais, cantavam a liberdade, que não soía aparecer, por assim dizer.
E veio a fera belicosa lança de Marte cravar a sua ponta nos lusos costados, chamados a defender o Império que mais não era que uma já anedótica quimera, e dos que foram não vieram todos, mesmo estando muitos por cá a alma o espírito por lá ficou, sujo e a tremer daquele medo que só quem sentiu o cheiro da pólvora sabe, da boca a saber a metal, dos tímpanos que ribombam a cada disparo dos gritos dos camaradas que rizam de vermelho, as verdes velas do mato. O império caiu numa madrugada de desespero, o Estado que velho de podre caiu. E era pobre o meu país!
Segundo, nessa manhã era a primeira do mundo novo, abraços, cânticos e vivas à liberdade, o país voltava a acreditar, voltava a respirar o ar puro das noites de liberdade que por não saberem o que era os intoxicava e inebriava, pois o tomavam em golfadas imensas como aquele mar que dantes os via parir e navegar para o Império que era já só sonho, cravos sorriam onde antes a chama da metralha assestava o tiro certeiro ao alvo negro, à sombra que se movia ao longe. Irmanados numa camaradagem que rescindia à primeira idade do homem, eram como crianças à solta num país inteiro, sem eira nem beira, veio a liberdade, a imprenssa, o teatro, a reacção e a oposição, a revolução a música de intervenção e a contra a revolução, os povos e o mê fê à, mas veio o PREC, e a direita má, e os contra tempos golpistas, o dinheiro a luta e a crise mais a esquerda oportunista, depois disseram que éramos livres como a gaivota.
– Mas mãe para onde vão as gaivotas livres?
– Não sei filho, não sei!
- E tínhamos perdido a inocência.
Eles não sabiam nem sonhavam que a liberdade era um machado de um e outro gume os dois afiados, apontados à jugular do mundo, deste nosso mundo pequenino, que era livre e começava já a deixar de o ser, sem saber, que a liberdade é uma areia de grão fino que se tem de lutar e porfiar para agarrar e que por vezes para manter é preciso deixar de respirar e morrer, e largava-se bombas e comícios e FP’s e MDLP’s e todos a querer a sua parte daquilo, pelo qual só alguns haviam lutado. E era pobre o meu país.
Terceiro, era a loucura porque alguém descobrira que estávamos na Europa e de repente tudo seria diferente, toca o alegre hino da pompa e da circunstância em que se assinavam papéis importantes, éramos da Europa, tudo seria diferente agora que para trás estava o pesadelo e a liberdade era só nossa, já não tínhamos Império, tínhamos agora roubos e crimes e carros e poluição e alcatrão, pejado de arvores aqui e além.
Planos de formação, rios de ouro rolavam pelas cascatas da governação, esquecidos que estávamos dos outros tempos ou não, era a salvação os rios de mel e leite da nossa Canaã, nunca mais sofreríamos dos males de antanho, atrofiados pelo tamanho, a loucura da inacção a corrupção o facilitismo e analfabetismo eram as miragens de tempos bárbaros passados, afinal éramos Europeus.
Crescia a loucura da integração, o peso da imigração que ora migrava, ora imigrava ora emigrava, o interior fundia-se na costa, o subúrbio o bairro da lata, o crime a barafunda a poluição, mas estávamos na Europa. E era e continuava pobre o meu país.
Quarto, e veio o multiculturalismo e linguismo e a globalização e a Europa estava aqui tão perto do outro lado da fronteira, e disseram-nos que era bom, tantas cores, e aumentou o crime com novas formas nunca vistas, trazidas de fora, era o progresso, e cada vez mais éramos como canários encerrados em pequenas gaiolas, liberdade, para não sair à noite para rezar que o carro não fosse assaltado ou a casa, e disseram-nos que nos integrasse-mos, que todos iguais todos diferentes, mas era já a torpeza da libertação que nos prendia a conceitos novos e nós velhos de analfabetismo, já nem lutávamos e perecíamos sobre a opressão das minorias, da minoria dos que não trabalham, dos que roubam, dos que não pagam, dos que tudo exigem e nada dão em troca, e veio a imagem e o sms, e tantos bens como os cartões Express, e veio toda a malta e contínua pobre o meu país. E contínua cada vez mais sujo e anárquico e analfabeto, velejando num mar de cinzas, alguém esquece a natureza e cultiva o cimento e o casario em desvario por toda a costa e arriba, perdeu-se o respeito pelo próximo se é que chegou a existir, perdeu-se o civismo a idoneidade, a alegria e caridade, mas somos Europeus. E contínua pobre o meu país, tristemente pobre.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, setembro 30, 2006

Descobriram a pólvora!

Dois oficiais da Armada e um Sargento foram detidos esta semana, por suspeitas de corrupção, favorecimento de contratos e fornecimento e outras diatribes. Na imprensa o escarcéu habitual, as declarações bombásticas, a surpresa o horror.
Finalmente digo eu, após anos a fio de roubos descarados e galfarrices variadas, nas FA de Portugal alguém é preso e indiciado, finalmente, ou querem fazer-me acreditar que ninguém sabia.
Alias basta olhar para as compras de material bélico dos últimos 30 anos para se perceber, aqui e além, onde estão os cambalachos e as matrafias. Começando nas compras de ferro velho americano, até aos submarinos do outro mentecapto é um rol de trampa.
Vou contar-vos só um episódio de quando eu estava na tropa, comparado com as outras negociatas não é nada, mas é só para verem como eram as coisas, as segundas-feiras eram conhecidas numa das Unidades onde estive como “o dia do cu de rojo”. Porquê, simples, era o dia em que os fornecedores traziam os alimentos para a semana, todo o tipo de vitualhas para alimentar os cerca de 1700 homens que ali vegetavam a semana inteira.
À hora de saída lá pelas 6 da tarde, era ver as carripanas do pessoal civil e militar que trabalhavam nas messes a sair ao portão da Unidade, com a bagageira praticamente a roçar no chão, daí o cu de rojo, carregadinhos de massa arroz, carne, azeite café, peixe enfim tudo o que faz falta numa casa para fazer comida.
Claro que depois quem sofria era a malta, que comia mal e porcamente, podia ainda falar de cambalachos de gasóleo, tabaco, álcool, munições e outras negociatas que vi, bem como da existência de sacos azuis, que só alguns usavam, de materiais de construção, que antes de entrar nas unidades, um terço ficava na casa deste oficial ou daquele sargento, mas isso ficou no século passado e a minha memória está fraca.
Mais uma, vez acho que todo este alarido é uma cretinice, descobriram agora que nas FA se rouba e se faz tráfico de influências, que grandes nabos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 28, 2006

A quem interessa o enfraquecimento da Europa formal?

Esta pergunta foi deixada num comentário a um post aqui do Barão, pelo amigo “Pirata-vermelho”. É uma questão interessante, que coloca um nunca mais acabar de hipóteses, todas mais ou menos alucinadas com maior ou menor grau de comprovação científica.
Numa primeira análise, interessa à Rússia, que não nos há-de jamais perdoar a ingerência na sua tradicional esfera geográfica de influência, bem como o arraso completo do equilíbrio geopolítico e militar do leste da Europa, ter a Nato praticamente às portas de Moscovo é algo que deve fazer o Tio Joseph, revoltear na tumba, qual pioninha nas mãos de um petiz do antigamente, por outro lado uma Europa fraca é um bom aliado de um bloco Islâmico cada vez mais radical e coeso, que assim plantaria como plantou as suas sementes mortíferas bem no seio da velha e amolecida Europa, uma das indagações que se colocou, com os atentados de Londres, foi perceber como é que cidadãos britânicos tinham, feito aquilo.
A resposta não é simples, mas a minha opinião é simples, sejam eles cidadãos de onde forem, nunca se sentirão como tal, como pertencendo ali aquela comunidade, o Passaporte e o Bilhete de Identidade, pode dizer que sim, mas o seu coração dirá outra coisa, é como dizia um personagem do livro “ O último dos Moicanos” – …durante vinte anos vive como um Mohawk, mas no meu coração eu era Huron…-. Sendo muçulmanos pior será esse desenraizamento e desfasamento cultural e social, as questões que nos separam, são muitas e levadas demasiado a sério para que a ruptura e a falta de entendimento não surja num ápice.
Uma Europa fraca, também interessa, ao aliado americano, que assim continuará a dividir para reinar, até porque esta Europa está senil, tarda em se afirmar, faz lembrar um bebé que, ainda trôpego, que mal começou a andar e hesita nos passinhos, sentando-se.
Agradecem os Estados Unidos, o brilho e o efeito, catalizador que pretendem ter, torna-se mais efectivo, porque não existe réplica da Europa, poderão assim os americanos continuar na sua senda de polícia mundial, bem como o seu projecto expansionista. Quem conhece o “ Manifest Destiny” de 1845 sabe do que falo e não falo só da expansão para a costa do Pacífico. A hilariante Pig’s War de 1859, é prova do finca pé expansionista dos americanos, propósito esse que com uma Europa fraca e pior dividida, como no caso da recente tropelia bélica no Iraque, foi claro que os americanos forçaram a mão, numa prova de força.
Os Alemães por ideologia e os Franceses para chatearem os Ingleses ficaram contra, outros vermes subservientes vergaram-se e foram de rabiosque encolhido lamber a mão ao dono, outros anuíram por mera necessidade de protagonismo.
Uma Europa fraca, interessa também a uma corrente de europeus, uma família política muito eclética que junta, os resquícios do anarquismo visceral e trauliteiro do século XIX, a uma certa direita política e ao seu braço armado a extrema-direita pseudo fascizante e surpreendentemente também a uma certa esquerda radical e extrema-esquerda sarrafeira, juntemos mais uns grupelhos de hippies pedrados e umas sociedades mais ou menos secretas e temos um grande tômbola de sequazes oportunistas esperando que a Europa caía.
Existirão, seguramente outros interessados, como a China e o bloco asiático, ou alguns países europeus, até porque até aqui só se falou em aderir à União Europeia, então e se um dia alguém quiser sair como será?

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 27, 2006

Allah U Akbar!

A machada final foi dada, de ora avante, com o precedente criado tudo será mais fácil. Em Berlim uma ópera de Mozart, “Idomeneo”, foi retirada de cena. O cancelamento do espectáculo, segundo a directora da Deutsche Oper, foi recear pela segurança do público e dos artistas, pois a ópera poderia ser vítima de ataques de muçulmanos radicais.
Se isto não fosse trágico, era de certeza uma excelente anedota. Com este precedente, a partir de hoje tudo é possível, estamos prisioneiros do Islão, como em todas as ditaduras ao longo da história, começa sempre com pequenas coisas, pequenos nadas, hoje proíbe-se isto amanhã aquilo e sem quase se dar por isso estamos enclausurados ao ar livre, prisioneiros de normas, regulamentos, preceitos e leis, nomes pomposos para instrumentos de tortura psicológica, que pretendem espartilhar a cultura, a liberdade e a vida.
Estou a exagerar, talvez, a ver vamos, até agora pouco errei. As coisas evoluem como eu previ, com maior ou menor pontaria, estamos no caminho do confronto, o exemplo triste dado pelos Alemães é só mais um exemplo daquilo que irá suceder mais vezes, uma surpreendente forma de coacção cultural. Como sucedeu na Alemanha, depressa chegará a França, onde habitam 5 milhões de filhos de Alá.
Os Versículos Satânicos de Rushdie foram a primeira tentativa, não foi bem sucedida na altura, o Ocidente ainda não estava amolecido, ainda haviam uns quantos cavalheiros dotados de masculinidade e testosterona em quantidades suficientes para não cederem aos disparates dos Ayatholas. Quase vinte anos depois o Ocidente, está de cócoras, psicologicamente arrasado, sem lideranças firmes, aquele pobre títere que ocupa a Casa Branca, é um pau mandado dos grupos de pressão da economia belicista americana, já pareço o papalvo do Chavez, deste lado do Atlântico, não estamos melhores, a frouxidão dos líderes Europeus, não os deixa afastar dos Estados Unidos, não os deixa ser firmes.
Ratzinger deu um excelente sinal, talvez sem intenção, talvez propalando o diálogo ecuménico, o Papa teve o alcance de visão suficiente de dar um aviso ao Ocidente, esse aviso foi claro, “Cuidado com o Islão”. Alias quem olhar para a cronologia do Islão verá, uma entre outras constantes, a guerra, a conquista e submissão dos povos e o proselitismo. Todo o projecto do Islão, se centra na vertente da conquista, numa mão o canhão na outra mão o Corão! Há muito que o Ocidente deixou o mesmo lema, “ Numa mão a espada noutra a Cruz”. O Islão porque não se reformou, porque se mantém, aquém do mundo, fechado sobre os seus dogmas, sem reforma nem contra reforma, sem um verdadeiro processo filosófico e metafísico de questionar as suas verdades, sem a catarse que o Cristianismo fez, o Islão continua igual ao que era no século VI.
Na Alemanha, prestou-se um péssimo serviço ao mundo livre, que mal ou bem é o nosso, que com todas as incongruências e misérias é o mundo em que gostamos de viver e gostaríamos de legar aos nossos filhos, a continuar esta senda de baixar as calças, não tardará muito que o Islão se sinta capaz de ir mais longe, de tentar impor ainda mais, a ver vamos se estou errado, era bom que estivesse.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 26, 2006

Desculpe Está Fechado!

Toda esta estória de fechos de tudo e mais alguma coisa, deixa-me triste e cada vez mais, reticente em relação a este nosso país. Fechar maternidades num interior já depauperado e sem estruturas que atraiam gentes, é para além de completamente estúpido, um crime. O actual executivo na sua insana e cega procura de poupar tostões, hipoteca o futuro deste país, com estes fechos imbecis.
Se a isto juntar-mos os centros de saúde, que fecham que reduzem o seu horário, e pasme-se até as morgues estão a fechar, depressa chegamos à conclusão de que este é um país a prazo, como a prazo andam 30 ou 40% dos trabalhadores desta terra. De tal modo está a prazo que corremos o risco de o ver fechado, imaginem alguém a querer entrar em Portugal e ver a placa “Fechado”. O interior agoniza lentamente asfixiado pelas diatribes e caprichos das laminárias de São Bento.
O modelo de desenvolvimento luso soçobra, o tempo do alcatrão&betão já passou, toda a gente já percebeu, os mais avisados de entre nós já perceberam também o que perdemos com esse modelo de desenvolvimento, perdemos muito, ganhamos muito pouco, iremos perder mais, enquanto persistir esta louca onda do fecho sem razão que seja a economicista.
Poupar, sem dúvida, mas nunca à custa dos que já pouco ou nada têm, como até aqui se fez. Quisesse este suposto governo “socialista”, verdadeiramente poupar, seria fácil consegui-lo, para além do mais colheriam votos da população, que apesar de serem na sua maioria uns patos atordoados, já vão pensando, já vão percebendo a rataria que são os políticos.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, tinha atempadamente cancelado os submarinos, aqueles que a nódoa que foi o Paulinho das Feiras, deixou de herança, que custarão facilmente 1 bilião de Euros a comprar e a manter. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar cortaria nos carros de estado, nos motoristas nas secretarias e sub-secretarias, que para nada servem, já para não falar nos governos civis. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, ordenaria uma redução e redimensionamento das Forças Armadas, teria de o fazer a bem da poupança.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, encerraria metade das embaixadas que existem, e não se justificam, acabaria com os privilégios irracionais dos administradores públicos, todas aquelas mordomias que ficariam bem num regime feudal, que é o que afinal somos, mas que não ficam bem porque são demasiado caras neste estado de direito, esta é pra rir. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, reduziria o pessoal dos ministérios, reduziria o número de deputados, introduziria os círculos uninominais, exterminaria esse atentado que se chama Lei do Financiamento dos Partidos, que é das maiores vergonhas institucionais desta terra.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, faria com que os bancos pagassem sobre aquilo, que efectivamente ganham. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, investigaria e poria em hasta pública, os bens de todos aqueles milhares de bons rapazes, que declarando ordenados iguais ao meu, conseguem casas nos condomínios fechados, carros de luxo, iates e demais bugigangas que esta malta gosta, os senhores advogados e empresários e engenheiros e médicos e arquitectos que por aí andam a laurear a pevide.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, incentivaria a produção e utilização de energias alternativas, reduzindo a dependência do petróleo, faria da batalha contra a poluição uma prioridade, reciclando obrigando a reciclar, acabando com a lenta agonia dos nossos rios e ribeiras, das nossas florestas e solos, mas faria isto de forma séria não como a palhaçada que foi até agora. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, faria desenvolver o interior, não fecharia escolas nem maternidades, faria sim oposto, criaria pontos de desenvolvimento sustentado, que fixassem as populações e as mantivessem no interior a produzir riqueza a explorar o turismo e a conservar a natureza, isto se este suposto governo “socialista”, quisesse mesmo poupar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 25, 2006

À Solta

O Sr. Pinho, que por acaso é ministro, foi caçado a 200 à hora, porque estava ao serviço da nação. O Sr. Pinho é mais um triste exemplo da arrogância da nossa classe politica, da sua pequenez e mesquinhez e da sua falta de civismo. O Sr. Pinho deveria ter descido do seu pedestal e assumido a sua falha, pedindo desculpa ao povo ignorante pelo seu acto impensado, assim teria sido pedagógico, assim teria dado um bom exemplo, assim seria um bom governante, como não fez nada disso o Sr. Pinho que por acaso é ministro, fica sendo mais um borra botas politiqueiro desses muitos que tem passado por este infeliz país.
Pagamos a segunda taxa de juros mais alta da Europa. Quando ouviu isto fartei-me de rir. Desculpem! Como é possível então nós que ganhamos a miséria que ganhamos, que somos explorados por quase toda a gente, pagamos taxas de juro que nem os endinheirados Alemães, Franceses ou Holandeses sonham. Por outro lado os nossos queridos bancos são os que praticam a taxa de juro mais baixo pelo dinheiro dos outros, se o meu caro amigo ou amiga abrir uma conta em qualquer país da Comunidade Europeia a taxa que lhe vão dar será sempre maior do que aquela que lhe dá aquele Banco muito seu amigo cá de Portugal, que tristeza de país.
Um pinto estava protegido dentro da sua casca, os seus amigos galináceos, melhor colocados no poleiro velavam por si, mesmo quando a raposa judicial o quis descascar, um dos seus amigos, dos tais do poleiro, correu a avisa-lo, provando mais uma vez que nesta capoeira corrupção é coisa que não existe, o pinto mais uma vez, cacarejava de gozo, os morcões dos mouros a querem desenxovalhar o pinto e ele nada, a escorrer por entre os seus dedos, com as asinhas protegidas, pelos galarós, capões e garnizés do poleiro do poder. Que grande capoeira é esta.
Hospital Distrital de Santarém, 2007, Xico Ventoinha, trabalhador indiferenciado, a tal mão-de-obra não qualificada, descobre, informado por um senhor de bata branca, não era estucador, era mesmo médico, que tem de ser internado e operado. Xico começa a fazer contas, com esta nova lei das taxas moderadoras do senhor Ministro da Saúde, tendo em conta que o Xico só ganha o ordenado mínimo a coisa não vai ser fácil. Contas feitas e refeitas, o Zé da Escrita que trabalha de escriturário de contabilidades deu uma ajuda, o Xico dirige-se ao balcão do internamento e dispara. – Ó minha senhora, queria pagar, um terço de operação ao joelho e 15 minutos de internamento, faxavor!
Viva a Vanessa, 12 vitórias consecutivas, porra que é obra! Que grande exemplo para Portugal, que atleta de eleição, este sim é caso para colocar bandeiras nas janelas, gritar e berrar, saltar e cantar heróis do mar. A Vanessa merece, merece porque é simpática, porque é humilde, porque é uma lutadora.
Ser operado a um joelho de manhã e sair cadáver à tarde, é mais um serviço prestado pelo admirável sistema de saúde português, há mês tinha sido uma senhora a ser operada à perna direita quando o problema era na perna esquerda, desta vez foi uma senhora que teve a infelicidade de cair nas garras de um desses muitos ferreiros que por aí andam com diploma de médico, resultado aquilo que era uma operação de rotina de somenos importância, resultou na morte da senhora, como já é hábito, neste polvo mafioso que é a Ordem dos médicos e a sua imcompetência, está tudo em segredo e quase que aposto que ninguém será acusado de nada.
Licenciados, mestrados e doutorados, em Portugal são sinónimo de desempregados, o esforço académico de uma vida é assim malbaratado por um país reles e eivado de imbecis, começando nos "Doutores" dos governos e das oposições a acabar no proxenetismo dos altos cargos da função pública, estatal e como se viu no caso da EPUL, também municipal. Que país este que desbarata assim, o valor a sapiência e as mais valias que esta gente pode trazer, obrigando-os em muitos casos a emigrar, para puderem subsistir, que país este que depois diz que precisa de imigrantes, que caem aqui às catadupas, ainda mais burros emal qualificados que os que já cá estão, caramba que país é este.

Um abraço deste, vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 21, 2006

Leões,Iões, Islões e Tomates!

O Barão da Tróia, foi informado que a junta dos Ayatholas de Teerão, proibiu a música “Nuclear não. Obrigado! da Lena d’Água, a moça confessou, estar desolada. Claro que tinham de proibir, ora não querem lá ver, uma gaja, ainda por cima em trajes menores a gritar nuclear não, não há Ayathola que resista.
Soube-se também que a reposição de antigos episódios do famoso “Muppet Show” de Jim Henson, foi proibida, a Al-jazeera, considera que a rubrica, “Pigs in Space” é um atentado e uma afronta ao Islão, sabemos em primeira mão que réplicas do Sapo Cocas e da Miss Pigy, em tamanho natural estão a ser confeccionadas na província chinesa de Guang Do, sendo enviadas posteriormente para os países islâmicos, onde serão queimadas nas manifestações de protesto, com gasolina refinada “made in US”.
Em Tabriz, ao norte do Irão, uma perfumaria foi atacada, durante a tarde, o motivo explicou o Ayathola Alikagahaki, – “ Pela manhã comprei um desodorizante e perfume, li a composição dos mesmos e descobri que continham álcool, Allah U Akbar! Os perfumes e desodorizantes são uma afronta à nossa Lei que proíbe o álcool.
Em consequência disto, os perfumes e os desodorizantes foram proibidos no Irão, o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, declarou que é mais uma vitória do Islão, que pôs assim cobro a mais uma vil afronta do Ocidente, que de maneira subtil e aleivosa, tentava, que os muçulmanos pecassem mesmo sem disso se darem conta.
No Iraque entretanto, descobriu-se que o TNT, usado nos atentados é fabricado nos Estados Unidos, tendo na sua composição gordura de suíno. Já hoje 3 bombistas suicidas recusaram fazer-se explodir, porque alegam que não podem usar um produto, oriundo do Ocidente e ademais conspurcado com restos de um animal impuro, dizem que correm o risco de não ser aceites no harém com as 70 virgens. O líder dos sunitas radicais Xeque Aljaquim Ben Stupidani, declarou que vão doravante usar pólvora, que além de ter sido inventada por chineses, país irmão do Islão, não contém matérias impuras.
Em Rabbat, o cidadão português, Manuel Leitão, foi expulso duma mesquita e apedrejado, as autoridades explicaram, que tudo aconteceu quando Assam ibn Sofazmherdah, um vendedor de tapetes e ventoinhas radicado no Algarve explicou, a dois amigos o que queria dizer Leitão na sua língua. Irados com tal atentado à Lei islâmica, os amáveis e pacíficos frequentadores da mesquita procederam de acordo. O MNE de Portugal, já elaborou uma lista de nomes susceptíveis de provocar as mesmas reacções, aconselhando às pessoas que não viajem para países muçulmanos, se o seu nome constar dessa lista, da qual fazem parte, Leitão, Bacorinho, Pezinhos, Morcela, Farinheira, Costela, Fígado, Entremeada, Toucinho, Orelheira, Chouriça e Coentrada.
O Conselho Islâmico Mundial, enviou um protesto, aos serviços de meteorologia, por causa do Furacão Gordon, o Grande Mufti de Bengazi, declarou, que é uma afronta ao Islão, dizendo e citamos, – … a seguir é o quê? O Furacão Vat 69 não! Ou o Ciclone Highland Clan!...” Robert Morris, do serviço americano de observação de furacões já pediu desculpa ao mundo muçulmano declarando que terão mais cuidado de futuro.
A Mattel, empresa que comercializa a famosa boneca Barbie, vai a bem das relações entre o Ocidente e o Islão, lançar a BB, não é a Brigitte Bardot, nem a famosa Balbina Bechamel, mas sim a Barbie Burka, acompanhada do Ken Talibã, como acessórios, um montículo de pedras de verdade com as quais o Ken pode apedrejar até à morte a Barbie, os representantes da marca esperam bater recordes de vendas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 20, 2006

Quem Procura Sempre Alcança! Esperemos.

As comadres lá se entenderam e a nomeação do novo Procurador-geral da República saiu, consensual como convém a estas situações delicadas, nunca se sabe quando é que um compincha, se deixa enredar nas malhas da Justiça, assim sendo, mais vale estar de bem com o chefão.
Meu caro senhor Procurador, temo bem que a nomeação de Vexa. para o cargo nada venha a trazer de diferente, excepto um maior engrandecimento do seu já brilhante currículo, segundo se diz por aí, alias desconfio de si caro senhor, porque os consensos fazem-me cócegas no nariz e a sua escolha foi consensual, a ver vamos se me engano. Falou Vexa. “… em descalçar uma bota…” , “ … a Justiça funciona mal mas tal facto é empolado…”.
A julgar pela herança que o seu predecessor ora lhe lega, o meu caro amigo revela uma inaudita coragem, no entanto concordo consigo, empolou-se muito o mau funcionamento da Justiça, alias basta olhar para o processo do Envelope 9, para o processo Casa Pia, para o Processo da Queda da Ponte de Entre-os-Rios, para o Processo Apito Dourado, para o Processo de Corrupção, na casa que Vexa. vai tutelar, para facilmente se perceber que a existir o tal empolamento, ele é por defeito e não por excesso, a Justiça em Portugal ainda funciona pior do que dizem, tudo aquilo que dizem é uma ténue imagem duma realidade bem mais atroz.
Vexa. Sr. Procurador, tem uma árduo trabalho à sua frente, senão atentemos nos dois exemplos que lhe vou dar, a Polícia Judiciária, que ao que parece é uma instituição de extraordinária competência, diz-se por aí, cuja competência e profissionalismo, ombreiam com o que há de melhor em termos das congéneres Europeias, diz-se por aí, revela-se em termos de investigação e obtenção de prova de crimes económicos uma verdadeira nulidade, os rapazes não conseguem por ninguém na jaula, e não por demais vezes, veio à baila a sua falta de competência.
Então como é, a PJ é uma boa polícia ou é só às vezes, se é só às vezes o caro Procurador tem de fazer pressão para que se mude o cenário, pois eu não acredito que tenham colocado todos os génios criminalistas a investigar homicídios, raptos e coisas do género, tendo mandado os nabos, os tansos, os incompetentes, os inúteis, os ineptos e os incapazes para as brigadas de combate à corrupção.
Alias o Ministério Público parece sofrer do mesmo mal, quando se trata de crime económico e de corrupção, é vulgar acusarem os delegados do Ministério público e os seus procuradores de incompetentes, porque comprometem as investigações, porque pejam de erros a investigação, porque são incapazes de produzir prova, ou seja outra caterva de ineptos, diz-se por aí, que na sua grande maioria melhor era se voltassem aos bancos da escola, também nas condições em que está o Ensino não sei se resultaria.
O segundo exemplo entrará nas disciplinas da Metafísica, da Filosofia e talvez do Paranormal e do Oculto. Tal como a culpa a corrupção em Portugal morre sempre solteira. Vexa. Sr. Procurador terá grandes problemas em conseguir encontrar alguém a quem o sapatinho de cristal corruptor sirva. Cá na terra é frequente existirem corruptos, mas nunca quem os corrompe, sabe-se que existe corrupção mas os seus autores nunca se conhecem, isto é brilhante, pensem no que poupamos. Por cá a corrupção é unilateral, normalmente só quem recebe os presentes é que leva uns acoites, alias virtuais, porque as molduras penais para estes crimes, são ridículas, em Portugal o crime económico e a corrupção compensam.
Em suma Sr. Procurador, a sua nomeação está para a Justiça de Portugal como o tal furacão Gordon esteve para o grupo central de ilhas do Arquipélago dos Açores, era para ser um furacão, acabou numa tempestadezeca de quinta categoria, ainda bem que assim foi, no entanto a nomeação de Vexa. que promete ser uma purga, vai de certeza terminar em diarreia.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 19, 2006

Contos & Descontos

Portugal é sem dúvida um país extraordinário onde se sucedem, as mais variadas e inenarráveis imbecilidades, vistas com uma tranquilidade e um à vontade só possível numa terra de gente que não tem espinha. Há uns tempos através dos jornais, ficámos a saber que as amas descontavam mais par o IRS que os Advogados ou que os Arquitectos e que destes os Engenheiros são os que menos descontam. Ficámos também a saber que a venda dos barquitos de recreio e os iates de luxo, em Portugal subiu a níveis de loucura, não há cão nem gato que não queira um batel para cruzar as salsas ondas, do mar oceano.
Há muito que o verdadeiro mal desta sociedade foi detectado, por um lado esta rapaziada, que como todos sabemos ganha ao minuto, enche o bolso e não paga nada, do outro a escumalha das pseudo minorias e dos bairros degradados, que engolfa 370 milhões em casario e em somente 2 anos, que não paga nada e anda sempre a exigir.
No meio destes dois belos exemplos de gente, quem está, nós claro, os pategos, que andam a descontar para esta rataria toda. Num verdadeiro esforço de malabarismo de sobrevivência, ainda tentamos educar filhos, comprar casa, pagar seguros e ter férias num sítio exótico. Nós os desgraçados que trabalhamos e pagamos somos um fenómeno da natureza como é, que, com tão pouco conseguimos tanto, mistério, depois dizem que somos um povo triste.
Entre a escumalha do bairro degradado e a escumalha do condomínio fechado, andamos em bolandas para tentar arranjar dinheiro para o aparelho dos dentes da miúda mais nova, comprar os livros prá escola do rapaz e tentar ainda pagar o seguro do carro que já está atrasado e não pode. Quando é que a malta que sustenta toda esta orgia de entulhos chupistas se revolta, talvez nunca, porque estamos demasiado ocupados a trabalhar para estas sanguessugas, para os alimentar, para os engordar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 18, 2006

Homenagem

São dois casos de sucesso desportivo, diferentes, mas que se tocam, pela coragem e determinação das pessoas que os fazem acontecer. Obikwelu seria mais um preto das obras se a sua força e determinação não o tivessem ajuda a cumprir o seu sonho, ser atleta. Francis mostrou a muitos dos vadios que por aí andam, o que é honra, o que é saber lutar, o que é vencer.
Francis é um herói português, um homem de H grande, que luta e honra uma pátria que escolheu para representar, existem aqueles que o criticam por treinar em Espanha, pois se treinasse em Portugal dificilmente chegaria onde chegou, isto em última análise é até ridículo, senão vejam bem um homem vindo da Nigéria, naturaliza-se Português e para conquistar medalhas tem de treinar em Espanha, porque o país para o qual conquista a glória e a honra do mérito desportivo, não lhe dá condições para treinar ao nível que necessita.
Francis Obikwelu, representa o que o querer e a determinação podem fazer, é um exemplo para todos nós, um exemplo de dedicação de trabalho e de vontade de vencer, pena que destes exemplos tenhamos cada vez menos.
O segundo caso é os dos atletas deficientes que na Holanda, deram mais uma vez uma bofetada, sem mão, aos energúmenos que estão instalados ali prós lados de São Bento. As condições com que os nossos brilhantes atletas, estiveram e foram para a Holanda, são do mais refinado terceiro mundismo, sem apoios sem equipamentos, sem atletas de substituição, enfim sem nada, excepto a coragem e determinação que as gentes habituadas ao sacrifício e ao vencer barreiras possui.
Como no caso de Francis, também estes atletas, conquistam para a sua Pátria as maiores honras, ao ganhar as competições em que participam tal como o Francis, a tal Pátria trata-os mal, enjeita-os, esquece-os e pior chega mesmo a ignorar a sua existência. No entanto a determinação destes heróis faz com nada disso, tenha interesse, dando sempre o seu melhor. São mais um extraordinário exemplo de valor, um exemplo de coragem de verdade, de perseverança.
È gente deste calibre que o país necessita, não a corja de falcatrueiros impostores que, anda por aí acomer à conta do orçamento, sentadinhos o dia inteiro, sem fazerem ponta de um chavelho, nas bancadas daquela aberração que é a tal da assembleia de uma qualquer república de bananas.
Os nossos governantes e deputados deveriam ter vergonha, vergonha do exemplo que estes nossos heróis lhes dão, apoucando a sua existência, perto deles os senhores deputados e governantes desse miserável país, são uns miseráveis insectos rastejantes, cujas arrogância e boçalidade deveriam ter como prémio um valente pontapé nos fundilhos que os arremetesse a todos para bem longe.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, setembro 15, 2006

O Diácono Remédios

Esta foi a mais genial criação de Herman José. Num admirável boneco soube colocar todos os vícios e virtudes de um certo Portugal que está vivinho da silva. Todos conhecemos um ou mais deste tipo de tabardilhas, uma espécie de grilo falante de consciência moralista e sacrista.
Eles estão por todo o lado e atravessam de forma transversal a nossa sociedade, sempre prontos a apontar o dedo, sempre atentos aquilo que a sua moral não aceita, os Diáconos Remédios do nosso Portugal, são uns tipos e umas tipas muito religiosos e muito convictos da sua fé, o que é admirável, o que é licito, o que é aceitável e que devemos respeitar, no entanto por debaixo da saia ou da calcinha de fazenda, palpitam coisas iguais aos dos outros, pois é, eles também tem comichão nos entre-folhos, também pecam também vão à sex-shop.
Freud explicou isso tudo, mas os diáconos estão sempre atentos, sempre de olho na libertinagem, em tudo o que não convier à sua santa madre igreja qualquer que ela seja, os outros são o demónio, as suas diferenças são aberrações, as suas opções são pecado e por isso condenadas. Têm sempre uma opinião, se uso brinco, se tenho cabelo comprido, se sou homossexual, até se micto sentado ou de pé. Verdadeiros arautos da moral, deles, claro, impõem aos outros as suas sacrossantas verdades, entre eles e os outros do Islão a única diferença é a localização geográfica, muitos são pais de família durante o dia, de noite frequentam casa de banho públicas para verificar os comprimentos ou escondem-se com um companheiro de ocasião em bares homossexuais e ou pensões rascas com alguma senhora da vida fácil, o que têm todo o direito de fazer, a troco de uns míseros tostões que dão como esmola, aliviam a consciência, a sua moral está salvaguardada irão para o céu de certeza. Os diáconos têm voz sobre todos os assuntos e são os únicos que falam e sabem a verdade.
O triste disto tudo é que, eu tenho de apanhar com os diáconos todos os dias, os moralistas da tanga, cujos armários tem mais esqueletos que as catacumbas de um convento. Quem ouve um deles a falar, treme tal é a fleuma que o outro bota na arenga.
Os diáconos são a face visível de um polvo opressor que nos estrangula, serei sempre melhor que eles, porquê, porque os aceito ainda quando escrevo estas linhazecas, coisa que eles nunca conseguirão em relação à minha pessoa e isso faz-me rir, imagina-los a bramir e a resfolegar de raiva, a descarregar na boneca insuflável ou na ida à madame dominadora que os trata como cachorros e lhes mija na boca, o que eu me farto de rir com os diáconos, os moralistas e com o esforço que fazem para me impingir a sua moral, o que eu me rio com essa malta.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 12, 2006

O Pacto

As bátegas escorriam pelas folhas do antiquíssimo carvalho, tão grande e tão antigo era, que lhe chamavam o carvalho da memória. Debaixo do mesmo os líderes dos dois bandos de malfeitores da floresta Sempre em Crise, também conhecida como a Floresta de Portigale, congeminavam um pacto para gerir a Justiça entre si.
Por ventura o preclaro leitor achará sui generis que dois bandos de galfarros, estejam preocupados com a Justiça, pois, também eu, mas dizem que naqueles tempos até os bandalhos tinham honra, de um lado o Zé Anjinho por alcunha “O Pitágoras” porque tinha a mania que era esperto, líder do bando da Rosa Enjeitada, do outro Marquês Dementes “ O Meia Dose”, porque era de estatura pequena, líder do bando da Laranja de Umbigo.
Entre os dois decidiam a sorte da Justiça do reino que andava na mó debaixo, cheia de tempos e contra tempos, emperros vários, e atrasos bíblicos. Os tribunais cheios de processos, os Juízes rasos de trabalho, tão cheios de trabalho que já nem tempo tinham, de gozar os dois meses de férias que tinham, enquanto o resto da malta só tinha os 15 ou 11 dias da praxe e que sabiam sempre a pouco.
O trovão de Thor, bombardeava o martelo, o estribo e a bigorna, que para o mais distraído dos excelsos leitores são ossos do ouvido, alias os mais pequenos do corpo humano, a dica é de borla. – Acho que devemos deixar a corrupção fora disto, não achas Marquês! Invectivava o Zé Pitágoras ao seu rival do esburgo.
- Sim concordo contigo Zé, afinal a corrupção é um assunto demasiado sério para ser deixado ao cuidado da Justiça, que é claro de ver, já tem muito que fazer.
- E mai nada! Anuía Zé Pitágoras, em absoluta concordância com Marquês Dementes e riam os dois com a cara que fariam os líderes dos outros bandos da Floresta, quando eles apresentassem este acordo. A tarefa tinha sido árdua pois existiam espiões que poderiam fazer perigar o acordo e revela-lo antes de tempo, claro que até existia uma coisa consignada na Lei que se chamava Segredo de Justiça, mas ninguém ligava a isso, aliás era mais fácil e mais barato e mais rápido, quando se queria ter acesso a um processo, subornar um funcionário do que pedir pelas vias legais.
- A cara que o Castro Taxista vai fazer mais o bando das Caldas! Vou rebentar a rir. – Atirava o Pitágoras. – E o Camarada De’sousa do bando do “Vai em Frente” esse vai espumar de raiva, porque não foi ouvido e porque os trabalhadores e porque torna e porque deixa, é pá ó Pitágoras isto vai ser um fartote! – Marquês já ria a bandeiras despregadas. – Ah e não te esqueças do Xico Loiça esse então vai rebentar o capacete.
- E riam os dois rebolando-se pela manta fofa de folhas de carvalho ligeiramente humedecidas pela chuveirada. Convenhamos que era um golpe de génio, até porque os dois bandos viviam da corrupção, os seus correligionários e comparsas, untavam as mãos uns aos outros e os outros aos uns para as negociatas irem de vento em popa e eles encherem os bolsos, eram as obras públicas, os contratos, as edilidades, o futebol, enfim um nunca mais acabar de malfeitorias, isto num reino onde acontecia um fenómeno extraordinário, existia corrupção, mas nunca existiam nem corruptores nem corrompidos, esta dos corrompidos é tramada.
A extremosa polícia judicial do Reino, reconhecida pela sua capacidade, quando se tratava de casos de corrupção era uma autêntica nulidade, um verdadeiro bando de incapazes, que trocavam tudo, que se enganavam, que nunca conseguiam provar nada nem prender ninguém.
Assim com este acordo protegíamos os amigos, fazendo de conta que estávamos a fazer alguma coisa para que tudo ficasse na mesma como a lesma, sim senhores era brilhante o plano, de uma assentada, ficavam bem vistos e os amigos ficavam a salvo das garras da Justiça.
Debaixo do carvalho da memória os risos dos dois galfarros ecoavam pela floresta, ia já alta a Lua e nem o pio do mocho assustava tanto, como o lúgubre cacarejar da risota ínvia daquelas duas almas penadas.
Fim

Esta era uma história que a minha avozinha me contava, quando eu não queria comer a sopa, não sei se é verdadeira, talvez não seja, talvez seja só uma lenda antiga, se parecer verdade não liguem que é só mais uma coincidência.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 11, 2006

2984

Aeroporto internacional de Sanfins do Douro, qual Ota qual carapuça, o Jumbo 10087 da British Air está a aterrar, entre as avis raras do costume está Sir David, nobre descendente do famoso naturalista que nos já longíquos séculos XX e XXI deliciava a malta no BBC Wild Life. O actual Sir David contínua a filmar a vida natural, não os animais porque esses já não existem o último pardal telhado morreu de arritmia em 2573 e o mais resistente dos animais a ratazana desapareceu também, a última tinha sido degustada por um chinês zarolho num daqueles restaurantes manhosos do Martim Moniz.
O BBC Wild Life dedicava-se agora a apresentar as particularidades dos únicos animais que existiam, os humanos, Portugal tinha desde 2325 após a resolução 4768 das ONU e do diploma 73/2326 da UE, sido elevado à categoria de reserva mundial e europeia da biosfera humana, Portugal era uma reserva, onde se podia ver a espécie humana de um modo ainda quase selvagem, isto claro está à luz dos elevados padrões civilizacionais da Europa do século XXX.
Imensas passadeiras rolantes, cruzavam os céus sobre Lisboa, Faro, Moita, Almeirim e outras terreolas cá do burgo, onde magotes de estrangeiros que adoravam a vida rústica destes selvagens hospitaleiros vinham, era vê-los de câmara lazer em riste registando todos os momentos da vida lusa que cá em baixo continuava igual.
- Olha mãe aquele senhor a cuspir no chão. – Gritava o pequeno Hans, lá na terra dele desde o século XX que não se sabia o que isso era. – Que giro as ruas têm mesmo lixo verdadeiro e trampa de cão. – A senhora Hullot estava extasiada, tinham-lhe afiançado que Portugal, era magnificente mas isto superava as suas expectativas mais loucas. Sir David por outro lado delirava com a condução destes quasi humanos civilizados, em especial as ultrapassagens e o verdadeiro desporto nacional que era conduzir bêbado e acelerar a velocidades loucas, bem como a natural apetência do Português para fazer tábua rasa de tudo quando é lei incluindo claro está o código da estrada.
Portugal era uma reserva extraordinária, comia-se bem e ainda se tinha este magnifico espectáculo, gente a fazer barulho a toda a hora, sacudindo tapetes e regando varandas, para a via pública, vertendo os restos de esperma e as micoses mais a água lixiviada sobre os transeuntes, era a pura loucura.
Os nórdicos deliravam com as zaragatas, as carroças dos ciganos a entupir as estradas e os rios poluídos. As praias eram magníficas e os esgotos que para lá corriam eram mesmo verdadeiros bem como as beatas, os restos de comida e os papéis de gelado, o que acrescentava um toque de nostalgia à situação. Sir David vinha fazer uma série de programas extraordinários sobre esta extraordinária terra, habitada por gente de uma crueza real e terrena.
Quando algum habitante local atirava lixo para o chão era o êxtase, catadupas de flashes das câmaras iluminavam o feito, as fotografias do chão pejado de papeis junto das caixas Multibanco eram muito apreciadas, até porque normalmente existia um caixote de lixo próximo que os Lusos se esforçavam por não utilizar.
Os passeios cheios de carros eram outra característica muito apreciada, os visitantes deliravam com as acrobacias que a malta de cadeiras de rodas, os carrinhos de bebé, os idosos e os cegos, tinham de fazer para conseguir andar nas ruas deste país, era um espectáculo.
Tal vai ser o Portugal de 2984 tão diferente do nosso cantinho à beira mar plantado, onde tudo é paz e sossego, onde vivemos todos na santa paz do senhor.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Nobre Arte do Toc’ ó Bicho

Este post é uma tremenda estupidez mas o gozo que me dará escreve-lo, suplantará largamente todas as eventuais críticas e impropérios. Começando pelo princípio, para quem não sabe “Tocar ao Bicho” é sinónimo de “Meia Desfeita”, de Esgaçar o Pessegueiro, de Abafar o Pato de Bater à Segóvia, nem acredito que estou a escrever isto!
Aqui na minha terreola o “Toc’ó bicho”, reveste-se de nuances só possíveis numa língua como o Português, uma língua viva e dinâmica, cheia de particularidades mais ou menos engraçadas. Senão reparem:
Dois amigos encontram-se, é frequente cumprimentarem-se com esta formula, – Então ó toc’ó bicho? Esta fórmula demonstra, um carinho e cumplicidade entre os dois, bastante grande. Não se trata um desconhecido ou alguém com quem não se tem confiança da mesma maneira.
Outra fórmula, dois tipos em conversa, falando de um terceiro, – Oh Zé não achas que o Xico anda um bocado Toc’ ó bicho? Demonstrando assim a preocupação por o amigo andar triste, pois aqui é isso que a expressão significa, andar triste ou estranho.
Discutindo futebol, – É pá tu viste aquele número 7, ca ganda Toc’ ó bicho! Aqui a expressão indica que o falante quer significar que as qualidades técnicas do futebolista andam próximas do cepo ou do podão, ou seja o jogador de quem se fala é uma nódoa um desastrado.
Uma outra utilização da expressão é a seguinte. – O meu patrão anda armado em Toc’ ó bicho! Querendo significar que o Patrão lhe anda a chatear a cabeça, aqui a expressão é sinónimo de ser chato dependo da entoação chegar mesmo a significar que o tipo é manhoso ou dissimulado, - O Manel saiu-me um bom Toc’ ó bicho, saiu!
Por outro lado dizer que – O João é mesmo Toc ‘ ó bicho não é? Acrescentando um riso irónico. Significa de imediato que o João é um papalvo, um lorpa. Podemos ainda acrescentar a fórmula, – É pá não sejas Toc’ ó bicho! Querendo significar chato como em é pá não sejas chato.
Só numa língua extraordinária como a nossa se podem dar casos como este, ainda que nada disto seja académico, logo fora de qualquer cogitação dos senhores dos diplomas, é uma situação engraçada e que eu tinha de escrever, podem não acreditar mas estou a chorar a rir, só de pensar nas vossas caras a ler estas cretinices.

Um Abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 05, 2006

Vígaros de lá, por cá!


Topem bem este mail que recebi, é um daqueles da falcatrua já exposta pela CGD, mas eles não desistem, assinalei a vermelho algumas construções verbais típicas do outro lado do atlâncico, sitío de origem destes imbecis burlões. Estes brazucas é só rir, além de galfarros são burros que nem portas, nem escrever sabem.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Rentrée? Não, Sortée!

A tal da Rentrée, chegou, os partidos políticos afadigam-se em iniciativas mais ou menos parolas para fazer crer às ignaras massas que estão de facto preocupados com a situação, para tal organizam umas palhaçadas com nomes pomposos juntam uns quantos otários, coisa que não falta por aí, levam o discurso preparado, atacam a situação ou a oposição conforme o vento estiver a soprar.
Os taxistas do CDS lá juntaram meia dúzia de gatos-pingados num páteozeco de quinta categoria e o Ti Ribeiro lá arengou aquele discursinho, estafadíssimo dos direitotes pé de chinelo, uma seca pegada, pior que olhar para a cara do Ribeiro só ter de gramar a estucha de o ouvir.
Os esquerdotes trauliteiros do Bloco, andaram a mostrar as vacas magras e a exigir trabalho, o líder seguido por uma tropa fandanga de desocupados profissionais exigia mais emprego, caro Francisco um conselho, que elas estão magras sabemos nós, os desgraçados que tem de bulir para terem uma côdea ao fim do dia, acompanhado por malta daquela, que com muita boa idade de andar a fazer pela vida anda ainda em anacrónicos arroubos de adolescência pré Maio de 68, não vai longe não vai não.
No PCP, para variar o discurselho habitual, é triste ver a excelente Festa do Avante, estragada, pelos discursos do camarada Jirónimo, porra que não há pachorra para essa pepineira, e os trabalhadores e blá, blá e o grande capital e blá e blá, irra, muda a cassete camarada!
Os tais Socialistas ou lá o que são, não andam melhor, palavreados tristes e cinzentões, meias verdades e pedradas aos amigalhaços do PSD, Costa no seu melhor na Madeira atirou umas farpas ao Alberto, mais para galvanizar, a malta das hostes locais do que para verdadeiramente fazer alguma coisa, enfim uma tristeza pegada, uma indigência intelectual atroz.
Por último o PSD, não está melhor, o Mendezito descobriu a pólvora e leva de atirar as maiores bojardas que consegue, revelando planos mirabolantes e imbecis para salvar a nação, coisas aliás que enquanto governo nunca fizeram.
É uma tristeza olhar para estes galfarros e pensar, – Meu Deus, isto é a massa governante deste país! Não admira que estejamos onde estamos. Eu, gostava de partidos a dizer que estão contra a escandalosa corrupção da administração pública central e local, que vão abolir a Lei de Financiamento dos partidos, que vão reduzir os custos da Administração, diminuindo os deputados, extinguindo os Governos Civis, emagrecendo as embaixadas, pagando menos mordomias aos deputados, atacando a megalomania destes país, reduzindo as forças armadas e os cargos políticos, mas não aquilo que se ouve são as mesmas cretinices estúpidas e estafadas iguais às do ano passado, por isso senhores ao invés de Rentrée, fazei antes uma Sortée, ide contar ovos de gaivota para as Desertas.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, agosto 04, 2006

Ao Senhor A. M. C. da Costa

Agradeço a gentileza do mail de vossa excelência e fique ciente de que aprecio o facto de ser um leitor atento destas insignificantes e mirabolantes bojardas que pespego neste pasquinzeco electrónico, apesar do tom nefando e apopléctico, agradeço-lhe a verborreia escorreita e diletante com que brindou os meus cansados órgãos da vista, terá Vexa. muita razão, mas caro e dilecto amigo, permita que assim o trate apesar das pouco cordiais palavras que teve a gentileza de me dirigir, este blogue é meu, como tal faço dele o que quiser, quem quer comentar comenta, quem não quer não comenta, quem quer ler lê quem não quer não lê, quem concorda muito bem quem discorda muito bem na mesma, venha quem vier por bem.
Ponto primeiro, não admito reparos aos assuntos que escolho, nem prédicas mais ou menos beatas sobre a moralidade ou a falta dela, não sou católico nem cristão nem nada dessas trampas religiosas, não gosto de religião nenhuma e estou no meu direito, respeito todos por igual, mas deuses não, muito obrigado, já me basta aqueles que tenho de engolir por sacro santa imposição duma sociedade constitucionalmente laica, que na prática não somos.
Ponto segundo. De bispos, cardeais, párocos, abades e outros que tais quero lonjuras e distâncias largas, por mui excelsos que sejam, e castos e beatos e tudo mais, permitir-me-á Vexa. que quando o entender invective e discorra sobre as atitudes menos conseguidas e até estultas dos membros de qualquer congregação e confissão religiosa, pois caso o meu egrégio amigo não tenha ainda reparado, infelizmente a estupidez não tem confissão religiosa.
Em terceiro, não falo sobre Israel, porque não tenho nada para dizer, porque outros, meus melhores o fazem com estrepitosa distinção e denodo, sendo as minhas pobres garatujas uma insignificante caganita de mosca perto deles, além de que me estou positivamente a borrifar para Israel para o Líbano e para a Palestina, não me interessa e não quero saber, logo não perco tempo com isso, não significando tal facto que não tenha opinião sobre o assunto e seja insensível à carnificina.
Quarto ponto. De igual modo, meu insigne companheiro, não tenho nenhum sentimento de culpa para com África, respeito os africanos, mas não fui eu que fiz lá nenhuma guerra, nunca trafiquei escravos, alias nunca de lá saí, nem me interesso por África, nem pelo Darfur nem por nenhuma dessas histórias mais ou menos trágicas, mais uma vez, pessoas com melhor fundo que a minha pessoa, melhores pessoas portanto, gente preocupada e generosa gente em todos os sentidos admirável e que escreve de forma admirável, alerta para esse tipo de tragédias. Sinceramente não me interesso nem quero saber, certo ou errado é assim que penso e o problema é meu, bem como os eventuais problemas de consciência.
Ponto quinto de seis. Esclareço-o também diligente amante da blogueira escrita, que tenho plena consciência, que sou um ser anacrónico, que ao não estar interessado em como vivem os outros provavelmente irei desaparecer, que este egocentrismo social é mau, sim concedo-lhe a minha anuência, no entanto ressalvo que continua a ser minha prorrogativa à luz dessa mesma tão apregoada por todos, Liberdade, assim pensar, correndo conscientemente todos os riscos e acatando as consequências dessa opção.
Sexto e último, caro senhor eu, Francisco Pereira, cidadão trabalhador, pagador de impostos por tal não figurando na célebre lista, respeitador da lei e da ordem utilizador dos caixotes do lixo para depósito do mesmo ao contrário de muitos senhores educados e doutorados, distinto reciclador desde 1990, apreciador do sossego e respeito pelo próximo, amante da boa mesa e da pinga supimpa, Dador de Sangue de órgãos após morte e Dador medula óssea, ainda que desrespeitado por muitos, que esburgam os meus bolsos e apoucam a minha pessoa, tenho o direito de não gostar de quem quer que seja, estando-me positivamente nas tintas para as convenções desta sociedade de trampa em que vivo. Tenho o direito de dizer o que quiser, sabendo de antemão as consequências desse acto, tenho também o dever de respeitar as pessoas, mesmo que sejam umas bestas-quadradas, como muitas e demasiadas vezes acontece. Não sou racista mas se fosse tinha o direito de o ser, mesmo que isso o desgoste a si e a muitos que parecem não entender que se querem a liberdade tem de aprender a respeitar os outros mesmo que as opções deles não sejam aparentemente as mais correctas, para mim a liberdade é algo que não pode ser questionado, ambos sabemos que é uma faca de dois gumes. Considere-me racista, se o desejar, porque não gosto de gente estúpida malfazeja e boçal, desses infelizmente temos de sobra e de todas as cores, sendo que uns são mais propensos à estupidez que outros.
E como a arenga já vai longa, termino, desejando-lhe as maiores felicidades, em querendo pode continuar a ler as atoardas que publico, desejo-lhe boas férias, se esse for o feliz caso, porque hoje finalmente este vosso humilde criado vai de férias, voltarei na força da maré como diz o outro, lá para Setembro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Aditamentos à Lusa estupidez.


- Em pleno Século XXI, o século dos choques, na via públicaainda correm efluentes domésticos, como se a via pública fosse um grande escorredouro da merda que se faz, quem fiscaliza?
























Esta é de génio! Além de ocupar metade do exíguo passeio este cidadão tens as rodas cobertas por sinais de trânsito, para os cães não mijarem nos pneus. Outra característica cá do burgo é o poste no meio do passeio, se vierem cá constatam isso com facilidade.














Acto típico de puro civismo Lusitano!

Hoje deixo-vos com mais umas pérolas deste paraíso à beira mar plantado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, agosto 03, 2006

Dois a um ganha a estultice!

Entre a resma de coisas mais ou menos estúpidas que ouvi recentemente, uma deixa-me triste, vão levar o Museu da Força Aérea para Sintra. Porquê para Sintra, porque não para Beja ou Monte Real, esta é uma daquelas coisas estúpidas que não percebo, voltamos à concentração, uma destes dias acordo e os 1º milhões de Portugueses vivem em Lisboa e naqueles arredores infectos e depressivos, porque raio tem de ir tudo para aqueles lados, caramba começo a estar um bocado com o Bimbo da Costa, “ eu só quero ver Lisboa a arder”, fiquem descansados que por mim o Porto pode seguir o mesmo destino.
Outra situação ainda mais estúpida é aquela, que com base na alegada criação de não sei quantos empregos, da treta, 100 hectares da zona mais bonita e fértil deste país que é a infeliz Lezíria do Ribatejo vai ser transformada numa cretinice qualquer, quer dizer não basta a outra besta andar a arrancar sobreiros dando cobertura aos amiguinhos da bagalhoça, claro que não lhe aconteceu nada, não baste a ideia de merda, apadrinhada por esse engenheiro de meia tigela, para a mata de Sesimbra, que a ser construído, significa somente o inicio da destruição da costa Alentejana e o que resta da Vicentina, não basta os 15 milhões de Euro gastos na consolidação das arribas da Figueirinha e Galápos, por causa das bestas que não respeitam a costa e que agora pagamos todos, não basta nada disso, agora ainda vem mais este atentado, que grande corja de imbecis que anda nesta terra, valha-nos um qualquer Deus.
Para que não digam que sou um arauto da desgraça, esta que se segue é um excelente exemplo daquilo que é o progresso, Mora construiu uma espécie de oceanário, mas de água doce, recriando os habitats, dos depauperados rios de Portugal, enquanto ainda existem espécies para proteger, cerca de 70% das espécies piscícolas dos nossos rios estão em risco, claro com a quantidade de merda que atiramos par dentro de água é normal, estranho seria se a inversa fosse verdadeira. Este fluviário recriara os habitats de água doce do nosso país, será também utilizado como ponto de viveiro produzindo alevins para a reintrodução no meio natural. Um belo exemplo, daquilo em que é preciso apostar, para criar emprego, para salvar o pouco que resta, para garantir o tão apregoado desenvolvimento sustentado, visitem Mora.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, agosto 01, 2006

Quem quer casar com Carochinha?

Miríades de borboletas pintalgadas de borbotões de corres, voejavam aos magotes pelo Prado Verde. O ar do mar, este prado ficava à beira mar, num rincão esquecido do fim do mundo, o ar do mar refrescava os sobreiros e as giestas, os eucaliptos e a murta, os pinheiros e o azevinho, bem pelo menos o que restara dos últimos anos de incêndios que assolaram o Prado Verde. Isto porque se gastavam rios de dinheiro para nada pois as florestas acabavam sempre por arder aos milhares de hectares.
A menina C, vamos assim chama-la para salvaguardar a sua identidade, estava debruçada na janelinha do seu T2, suspirando e cantarolando uma alegre musiqueta.
– Quem quer casar com C que é rica e bonitinha?
Mas ninguém parecia querer assumir esse compromisso, passara o valente senhor do Apito Prateado, todos os senhores da Casa Fria, da ponte dos rios, enfim parecia que ninguém queria assumi-la por consorte, nem o tio do taxista lá da Sóissa, C desesperava, era triste, que terra esta onde uma menina prendada como ela continuava solteira.
- Ai quando virá o meu príncipe encantado… ai …ai! – Suspirava C, no seu belo T2 a pagar a 30 anos cuja taxa de juros subira já 4 vezes e ainda íamos a meio do ano, mas isso era irrelevante, no Prado Verde, tudo podia acontecer, por exemplo o nome Prado Verde, não fazia nenhum sentido, pois décadas de governantes imbecis e incêndios tinham colorido o Prado Verde, de cinzento das cinzas e preto do alcatrão das auto-estradas e Itinerários principais e complementares, e do castanho e cinza rato do betão que cada vez mais cobria aquela terra, até parecia que os seus governantes estavam apostados em entrar para o Guiness, fazendo do Prado Verde o único sitio do mundo inteiramente coberto de alcatrão e cimento.
- Talvez o Nobre me tome por esposa, ai que bom seria. – C falava do Príncipe Nobre da Herdade dos Sobreiros da Raiz ao Sol, sim esse era um bom partido, C estava à espera, o Príncipe teria de passar na sua rua. - Quem quer casar com C que é rica e bonitinha? – Trauteava C, sem cessar, na esperança de que o Príncipe Nobre a ouvisse e com ela fosse casar.
Mas não! O malvado Príncipe passara, na rua da mernina C e até ouvira a canção de C mas, virara as a costas desagradado e até dissera que ia processar o Estado por o entregar, aquela criatura com voz de cana rachada, realmente C não cantava lá muito bem.
Desesperada, C, arrepelava os cabelos e num acto de loucura, voara da janela do T2, aterrando no alcatrão frio, exalara o seu último suspiro numa ambulância tinonim a caminho do Hospital de Santa Maria Arrependida.
No outro dia todos comentavam, a sua morte. – Sabes quem morreu? – Não, quem? – Foi a Culpa e morreu solteira tadinha. – De facto a Culpa morrera solteira, alias como tantas outras culpas antes dela, no Prado Verde vá-se lá saber por quê as Culpas morriam sempre solteiras e os Culpados nunca apareciam.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia