quarta-feira, outubro 04, 2006

Resposta ao Exmo. Sr. Túlio Gonzaga

“Túlio Gonzaga said...

Então e Sr. não se chibou nem nada? Cagufa?
Tanta moral, e toda para a pia...

P.S. Barão uma porra... isto pode ser uma merda ( e é ), mas ainda é uma merda de uma república...

Saudações calorosas... “

Exmo. Sr. Túlio Gonzaga

Prezado amante da blogueira escrita, agradeço a Vexa a subtileza e olhar arguto que deitou às minhas escrevinhadelas, rescinde o comentário de Vexa. à ínclita utilização do vulgarmente apodado neurónio, tenho pois que é o meu dilecto leitor, um caso raro de intelectualidade, como alias o seu comentário denota.

Dividirei para sua melhor compreensão a resposta em duas partes, creio que num jeito menos cavernícola, conseguirei dar a Vexa. as explicações, que me parecem sobremaneira urgentes, pois, é vossa excelência um diligente e ávido pensador, de quilate tão raro que me sentiria mal permitindo que a sua distinção fosse equivocada pela minha ignorância e confesso limitada capacidade, não posso pois permitir que o meu insigne invectivador labore em erros, pondo em causa toda a sua excelsa e preclara virtude intelectual.

Caríssimo senhor, este seu humilde e limitado criado, cresceu numa família de fracos recursos, num bairro pobre, mas cresceu, educado em princípios morais e intelectuais sérios, com limitações como é óbvio, não tendo a educação requintada que o comentário de Vossa Excelência pressupõe.

Aos 17 anos e acabado todo o percurso académico para o qual havia dinheiro, 12º Ano do Curso Geral dos Liceus, foi este seu humilde criado intimado pelo progenitor a “fazer-se à vida”. Naqueles tempos as perspectivas eram poucas, e este seu amigo, coisa que não duvide que sou, foi voluntário para a tropa onde passei 6 anos de admirável percurso de aprendizagem.

“…não se chibou nem nada…” Ilustre leitor, apesar de partilha com o dito animal muita da carga genética, inerente à condição de mamífero. Chibar é um verbo do qual desconheço o significado, como tal jamais o praticaria.

“ Cagufa?” Se com esse vocábulo vernáculo pretende o meu esclarecido amigo significar que tive medo, que fui cobarde, sim confesso que sim, os miúdos com 18 anos e 19 e mesmo 20 são cobardes? Não sei, eu fui, até porque uma vez alertei para uma determinada situação e um senhor Coronel esclareceu-me sobre a localização geográfica dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores e sobre a forte possibilidade de eu acabar lá os meus dias como militar, o que convenhamos, não estava nos meus planos.

Sabe, excelso amigo, se houve uma coisa que aprendi no meio castrense foi a de conhecer os vários tipos de filhos de barregã que existem, aprendi também a ver pouco e a ouvir menos ainda.

Quanto à moral ou ausência da mesma e da sua utilização em sede de lavatório, terá o meu denodado amigo razão, mas conceda que nem todos podemos ter os sãos e fortes princípios morais que Vossa Excelência, demonstra possuir no seu soberbo comentário, assim faço publicamente o meu acto de contrição, declarando-me seu fiel seguidor em questões da moral pois sou fraco e quiçá imoral.

No que concerne à última parte do seu portentoso comentário, que desde já rogo a Vexa. desculpas, por o publicar junta com as minhas insignificantes e tolas garatujas, mas era de toda a justiça que o fizesse, para cabal esclarecimento dos outros, muito poucos eventuais leitores. Vou esclarecer Vossa senhoria do seguinte, “…mas ainda é uma merda de uma república...”.

O meu trisavô que também se chama Francisco Pereira, arrancado ao seu Alentejo natal, foi enviado, aos baldões para África com a bandeira azul e branca às costas calcorreando estevas e montes, atrás do Mouzinho e em 1895 esteve em Chaimite.

O meu bisavô, que também se chamava Francisco Pereira, com o pavilhão verde rubro da I República, amargou até 1919 num campo de prisioneiros de guerra, só regressando a Portugal em 1920, pois no fatídico dia de 9 de Abril de 1918, estava esse meu antepassado integrado no Batalhão de Infantaria 17, durante a ofensiva de La Lys na I Guerra Mundial.

O meu avô Silvério, amante da liberdade foi encarcerado diversas vezes pelo Estado Novo. O meu pai Francisco Pereira, foi dar com os costados a Angola enviado pelo Império para defender o sonho e fortuna de alguns, eu meu caro senhor também me chamo Francisco Pereira, sob o pavilhão da Republica democrática, servia a minha pátria o melhor que soube e pude, sempre fomos pobres e sempre seremos, à gente como nós não nos interessa que seja Republica ou Monarquia ou a trampa que for, porque com uns ou com outros o nosso fado é sempre o mesmo.

“…Barão uma porra…” o pseudónimo nada tem de desejo monárquico, tem que ver com outra coisa, que passo ora a explicar a Vexa. não ignora certamente o meu arguto e distinto comparsa, a existência de uma personagem de Banda Desenhada que dá pelo nome de Barão de Munchausen, personagem que vive as mais mirabolantes e estapafúrdias aventuras, num país fictício e completamente surreal, muito parecido com Portugal.

Este personagem tem porém um fundo real, esse fundo é o do Barão Karl Friedrich Hieronymus, Freiherr von Münchhausen 1720-1797, que ao que consta era um patranheiro de primeira água, contando a quem o quisesse ouvir barbaridades tão estapafúrdias como viajar em cima de balas de canhão.

Tróia, porque é um dos mais castiços bairros de Almeirim, e o bairro que me viu nascer para o mundo, um bairro pobre e humilde, tendes aí senhor a explicação para o meu pseudónimo, com vedes, não existe nenhum secreto desejo de nobreza ou aspiração monárquica. Vai longa já a faladura, despeço-me do meu prezado amigo, tem Vossa Ilustre Senhoria, um blogue aberto para tecer as refinadas e argutas considerações que desejar, sempre que deseje partilhar com este seu humilde e insignificante criado, bem como com os outros leitores, todas as suas brilhantes e intelectualmente superiores conclusões.

Creia-me um seu leal e devotado criado,

Com um abraço

Barão da Tróia

Almoço Blogger


ESTAMOS À VOSSA ESPERA.

terça-feira, outubro 03, 2006

Estou convosco!

Aos Militares do destacamento da GNR de Matosinhos, quero dizer que estou convosco, que concordo com a vossa actuação, que finalmente aparece gente com eles no sítio, e que faz frente à escumalha que coloca a vida dos outros em perigo.
Gostava que as televisões fossem tão céleres a esmiuçar, a morte dos agentes da PSP os Militares da GNR, quanto são céleres e expeditas a coscuvilhar a morte de um qualquer inútil. Militares da GNR, estou solidário convosco, assim é que se faz.
Pena tenho, que só tenham acertado num ao invés de terem enviado os quatro energúmenos para o inferno. Eu, cidadão honesto e cumpridor estou farto de ser esburgado por essa tropa fandanga, por essa escumalha nojenta, que não só vive do meu suor como ainda me rouba e assassina e intoxica os meus filhos.
Militares da GNR, eu, estou convosco num grito de desespero, que tenta alertar a escumalha que manda, para o rumo que este país tomou, a esses que nada fazem, a esses rafeiros de corredor, a esses que também vivem do espólio que amealham com o meu sangue.
Militares da GNR, ainda que seja só eu a gritar convosco, hei-de gritar bem alto, contra a merda da correcção politica e dos capados sociais e demais benfazejos da treta, alarves que enchem os bolsos com a miséria dos outros.
Militares da GNR do destacamento de Matosinhos, parabéns pelo dever cumprido.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 02, 2006

Pobre o Meu País!

Primeiro, amordaçaram-nos, fizeram de nós pobres indigentes, miseráveis iletrados e incompetentes, haviam polícias internacionais, bufas e bufos e outros que tais, pois porque Salazar não o foi sozinho. A modorra do estado novo que antes de o ser, era já velho de mil anos e desgraças, de atropelos e desvarios, não fenecia porém o sonho no peito dos afoitos, antes brilhava a aurora da liberdade, que muitos nem sabiam o que era, e passaram anos e chuvadas e Tarrafais e Aljubes e nos quintais e trigais cantavam cigarras e pardais, cantavam a liberdade, que não soía aparecer, por assim dizer.
E veio a fera belicosa lança de Marte cravar a sua ponta nos lusos costados, chamados a defender o Império que mais não era que uma já anedótica quimera, e dos que foram não vieram todos, mesmo estando muitos por cá a alma o espírito por lá ficou, sujo e a tremer daquele medo que só quem sentiu o cheiro da pólvora sabe, da boca a saber a metal, dos tímpanos que ribombam a cada disparo dos gritos dos camaradas que rizam de vermelho, as verdes velas do mato. O império caiu numa madrugada de desespero, o Estado que velho de podre caiu. E era pobre o meu país!
Segundo, nessa manhã era a primeira do mundo novo, abraços, cânticos e vivas à liberdade, o país voltava a acreditar, voltava a respirar o ar puro das noites de liberdade que por não saberem o que era os intoxicava e inebriava, pois o tomavam em golfadas imensas como aquele mar que dantes os via parir e navegar para o Império que era já só sonho, cravos sorriam onde antes a chama da metralha assestava o tiro certeiro ao alvo negro, à sombra que se movia ao longe. Irmanados numa camaradagem que rescindia à primeira idade do homem, eram como crianças à solta num país inteiro, sem eira nem beira, veio a liberdade, a imprenssa, o teatro, a reacção e a oposição, a revolução a música de intervenção e a contra a revolução, os povos e o mê fê à, mas veio o PREC, e a direita má, e os contra tempos golpistas, o dinheiro a luta e a crise mais a esquerda oportunista, depois disseram que éramos livres como a gaivota.
– Mas mãe para onde vão as gaivotas livres?
– Não sei filho, não sei!
- E tínhamos perdido a inocência.
Eles não sabiam nem sonhavam que a liberdade era um machado de um e outro gume os dois afiados, apontados à jugular do mundo, deste nosso mundo pequenino, que era livre e começava já a deixar de o ser, sem saber, que a liberdade é uma areia de grão fino que se tem de lutar e porfiar para agarrar e que por vezes para manter é preciso deixar de respirar e morrer, e largava-se bombas e comícios e FP’s e MDLP’s e todos a querer a sua parte daquilo, pelo qual só alguns haviam lutado. E era pobre o meu país.
Terceiro, era a loucura porque alguém descobrira que estávamos na Europa e de repente tudo seria diferente, toca o alegre hino da pompa e da circunstância em que se assinavam papéis importantes, éramos da Europa, tudo seria diferente agora que para trás estava o pesadelo e a liberdade era só nossa, já não tínhamos Império, tínhamos agora roubos e crimes e carros e poluição e alcatrão, pejado de arvores aqui e além.
Planos de formação, rios de ouro rolavam pelas cascatas da governação, esquecidos que estávamos dos outros tempos ou não, era a salvação os rios de mel e leite da nossa Canaã, nunca mais sofreríamos dos males de antanho, atrofiados pelo tamanho, a loucura da inacção a corrupção o facilitismo e analfabetismo eram as miragens de tempos bárbaros passados, afinal éramos Europeus.
Crescia a loucura da integração, o peso da imigração que ora migrava, ora imigrava ora emigrava, o interior fundia-se na costa, o subúrbio o bairro da lata, o crime a barafunda a poluição, mas estávamos na Europa. E era e continuava pobre o meu país.
Quarto, e veio o multiculturalismo e linguismo e a globalização e a Europa estava aqui tão perto do outro lado da fronteira, e disseram-nos que era bom, tantas cores, e aumentou o crime com novas formas nunca vistas, trazidas de fora, era o progresso, e cada vez mais éramos como canários encerrados em pequenas gaiolas, liberdade, para não sair à noite para rezar que o carro não fosse assaltado ou a casa, e disseram-nos que nos integrasse-mos, que todos iguais todos diferentes, mas era já a torpeza da libertação que nos prendia a conceitos novos e nós velhos de analfabetismo, já nem lutávamos e perecíamos sobre a opressão das minorias, da minoria dos que não trabalham, dos que roubam, dos que não pagam, dos que tudo exigem e nada dão em troca, e veio a imagem e o sms, e tantos bens como os cartões Express, e veio toda a malta e contínua pobre o meu país. E contínua cada vez mais sujo e anárquico e analfabeto, velejando num mar de cinzas, alguém esquece a natureza e cultiva o cimento e o casario em desvario por toda a costa e arriba, perdeu-se o respeito pelo próximo se é que chegou a existir, perdeu-se o civismo a idoneidade, a alegria e caridade, mas somos Europeus. E contínua pobre o meu país, tristemente pobre.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, setembro 30, 2006

Descobriram a pólvora!

Dois oficiais da Armada e um Sargento foram detidos esta semana, por suspeitas de corrupção, favorecimento de contratos e fornecimento e outras diatribes. Na imprensa o escarcéu habitual, as declarações bombásticas, a surpresa o horror.
Finalmente digo eu, após anos a fio de roubos descarados e galfarrices variadas, nas FA de Portugal alguém é preso e indiciado, finalmente, ou querem fazer-me acreditar que ninguém sabia.
Alias basta olhar para as compras de material bélico dos últimos 30 anos para se perceber, aqui e além, onde estão os cambalachos e as matrafias. Começando nas compras de ferro velho americano, até aos submarinos do outro mentecapto é um rol de trampa.
Vou contar-vos só um episódio de quando eu estava na tropa, comparado com as outras negociatas não é nada, mas é só para verem como eram as coisas, as segundas-feiras eram conhecidas numa das Unidades onde estive como “o dia do cu de rojo”. Porquê, simples, era o dia em que os fornecedores traziam os alimentos para a semana, todo o tipo de vitualhas para alimentar os cerca de 1700 homens que ali vegetavam a semana inteira.
À hora de saída lá pelas 6 da tarde, era ver as carripanas do pessoal civil e militar que trabalhavam nas messes a sair ao portão da Unidade, com a bagageira praticamente a roçar no chão, daí o cu de rojo, carregadinhos de massa arroz, carne, azeite café, peixe enfim tudo o que faz falta numa casa para fazer comida.
Claro que depois quem sofria era a malta, que comia mal e porcamente, podia ainda falar de cambalachos de gasóleo, tabaco, álcool, munições e outras negociatas que vi, bem como da existência de sacos azuis, que só alguns usavam, de materiais de construção, que antes de entrar nas unidades, um terço ficava na casa deste oficial ou daquele sargento, mas isso ficou no século passado e a minha memória está fraca.
Mais uma, vez acho que todo este alarido é uma cretinice, descobriram agora que nas FA se rouba e se faz tráfico de influências, que grandes nabos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 28, 2006

A quem interessa o enfraquecimento da Europa formal?

Esta pergunta foi deixada num comentário a um post aqui do Barão, pelo amigo “Pirata-vermelho”. É uma questão interessante, que coloca um nunca mais acabar de hipóteses, todas mais ou menos alucinadas com maior ou menor grau de comprovação científica.
Numa primeira análise, interessa à Rússia, que não nos há-de jamais perdoar a ingerência na sua tradicional esfera geográfica de influência, bem como o arraso completo do equilíbrio geopolítico e militar do leste da Europa, ter a Nato praticamente às portas de Moscovo é algo que deve fazer o Tio Joseph, revoltear na tumba, qual pioninha nas mãos de um petiz do antigamente, por outro lado uma Europa fraca é um bom aliado de um bloco Islâmico cada vez mais radical e coeso, que assim plantaria como plantou as suas sementes mortíferas bem no seio da velha e amolecida Europa, uma das indagações que se colocou, com os atentados de Londres, foi perceber como é que cidadãos britânicos tinham, feito aquilo.
A resposta não é simples, mas a minha opinião é simples, sejam eles cidadãos de onde forem, nunca se sentirão como tal, como pertencendo ali aquela comunidade, o Passaporte e o Bilhete de Identidade, pode dizer que sim, mas o seu coração dirá outra coisa, é como dizia um personagem do livro “ O último dos Moicanos” – …durante vinte anos vive como um Mohawk, mas no meu coração eu era Huron…-. Sendo muçulmanos pior será esse desenraizamento e desfasamento cultural e social, as questões que nos separam, são muitas e levadas demasiado a sério para que a ruptura e a falta de entendimento não surja num ápice.
Uma Europa fraca, também interessa, ao aliado americano, que assim continuará a dividir para reinar, até porque esta Europa está senil, tarda em se afirmar, faz lembrar um bebé que, ainda trôpego, que mal começou a andar e hesita nos passinhos, sentando-se.
Agradecem os Estados Unidos, o brilho e o efeito, catalizador que pretendem ter, torna-se mais efectivo, porque não existe réplica da Europa, poderão assim os americanos continuar na sua senda de polícia mundial, bem como o seu projecto expansionista. Quem conhece o “ Manifest Destiny” de 1845 sabe do que falo e não falo só da expansão para a costa do Pacífico. A hilariante Pig’s War de 1859, é prova do finca pé expansionista dos americanos, propósito esse que com uma Europa fraca e pior dividida, como no caso da recente tropelia bélica no Iraque, foi claro que os americanos forçaram a mão, numa prova de força.
Os Alemães por ideologia e os Franceses para chatearem os Ingleses ficaram contra, outros vermes subservientes vergaram-se e foram de rabiosque encolhido lamber a mão ao dono, outros anuíram por mera necessidade de protagonismo.
Uma Europa fraca, interessa também a uma corrente de europeus, uma família política muito eclética que junta, os resquícios do anarquismo visceral e trauliteiro do século XIX, a uma certa direita política e ao seu braço armado a extrema-direita pseudo fascizante e surpreendentemente também a uma certa esquerda radical e extrema-esquerda sarrafeira, juntemos mais uns grupelhos de hippies pedrados e umas sociedades mais ou menos secretas e temos um grande tômbola de sequazes oportunistas esperando que a Europa caía.
Existirão, seguramente outros interessados, como a China e o bloco asiático, ou alguns países europeus, até porque até aqui só se falou em aderir à União Europeia, então e se um dia alguém quiser sair como será?

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 27, 2006

Allah U Akbar!

A machada final foi dada, de ora avante, com o precedente criado tudo será mais fácil. Em Berlim uma ópera de Mozart, “Idomeneo”, foi retirada de cena. O cancelamento do espectáculo, segundo a directora da Deutsche Oper, foi recear pela segurança do público e dos artistas, pois a ópera poderia ser vítima de ataques de muçulmanos radicais.
Se isto não fosse trágico, era de certeza uma excelente anedota. Com este precedente, a partir de hoje tudo é possível, estamos prisioneiros do Islão, como em todas as ditaduras ao longo da história, começa sempre com pequenas coisas, pequenos nadas, hoje proíbe-se isto amanhã aquilo e sem quase se dar por isso estamos enclausurados ao ar livre, prisioneiros de normas, regulamentos, preceitos e leis, nomes pomposos para instrumentos de tortura psicológica, que pretendem espartilhar a cultura, a liberdade e a vida.
Estou a exagerar, talvez, a ver vamos, até agora pouco errei. As coisas evoluem como eu previ, com maior ou menor pontaria, estamos no caminho do confronto, o exemplo triste dado pelos Alemães é só mais um exemplo daquilo que irá suceder mais vezes, uma surpreendente forma de coacção cultural. Como sucedeu na Alemanha, depressa chegará a França, onde habitam 5 milhões de filhos de Alá.
Os Versículos Satânicos de Rushdie foram a primeira tentativa, não foi bem sucedida na altura, o Ocidente ainda não estava amolecido, ainda haviam uns quantos cavalheiros dotados de masculinidade e testosterona em quantidades suficientes para não cederem aos disparates dos Ayatholas. Quase vinte anos depois o Ocidente, está de cócoras, psicologicamente arrasado, sem lideranças firmes, aquele pobre títere que ocupa a Casa Branca, é um pau mandado dos grupos de pressão da economia belicista americana, já pareço o papalvo do Chavez, deste lado do Atlântico, não estamos melhores, a frouxidão dos líderes Europeus, não os deixa afastar dos Estados Unidos, não os deixa ser firmes.
Ratzinger deu um excelente sinal, talvez sem intenção, talvez propalando o diálogo ecuménico, o Papa teve o alcance de visão suficiente de dar um aviso ao Ocidente, esse aviso foi claro, “Cuidado com o Islão”. Alias quem olhar para a cronologia do Islão verá, uma entre outras constantes, a guerra, a conquista e submissão dos povos e o proselitismo. Todo o projecto do Islão, se centra na vertente da conquista, numa mão o canhão na outra mão o Corão! Há muito que o Ocidente deixou o mesmo lema, “ Numa mão a espada noutra a Cruz”. O Islão porque não se reformou, porque se mantém, aquém do mundo, fechado sobre os seus dogmas, sem reforma nem contra reforma, sem um verdadeiro processo filosófico e metafísico de questionar as suas verdades, sem a catarse que o Cristianismo fez, o Islão continua igual ao que era no século VI.
Na Alemanha, prestou-se um péssimo serviço ao mundo livre, que mal ou bem é o nosso, que com todas as incongruências e misérias é o mundo em que gostamos de viver e gostaríamos de legar aos nossos filhos, a continuar esta senda de baixar as calças, não tardará muito que o Islão se sinta capaz de ir mais longe, de tentar impor ainda mais, a ver vamos se estou errado, era bom que estivesse.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 26, 2006

Desculpe Está Fechado!

Toda esta estória de fechos de tudo e mais alguma coisa, deixa-me triste e cada vez mais, reticente em relação a este nosso país. Fechar maternidades num interior já depauperado e sem estruturas que atraiam gentes, é para além de completamente estúpido, um crime. O actual executivo na sua insana e cega procura de poupar tostões, hipoteca o futuro deste país, com estes fechos imbecis.
Se a isto juntar-mos os centros de saúde, que fecham que reduzem o seu horário, e pasme-se até as morgues estão a fechar, depressa chegamos à conclusão de que este é um país a prazo, como a prazo andam 30 ou 40% dos trabalhadores desta terra. De tal modo está a prazo que corremos o risco de o ver fechado, imaginem alguém a querer entrar em Portugal e ver a placa “Fechado”. O interior agoniza lentamente asfixiado pelas diatribes e caprichos das laminárias de São Bento.
O modelo de desenvolvimento luso soçobra, o tempo do alcatrão&betão já passou, toda a gente já percebeu, os mais avisados de entre nós já perceberam também o que perdemos com esse modelo de desenvolvimento, perdemos muito, ganhamos muito pouco, iremos perder mais, enquanto persistir esta louca onda do fecho sem razão que seja a economicista.
Poupar, sem dúvida, mas nunca à custa dos que já pouco ou nada têm, como até aqui se fez. Quisesse este suposto governo “socialista”, verdadeiramente poupar, seria fácil consegui-lo, para além do mais colheriam votos da população, que apesar de serem na sua maioria uns patos atordoados, já vão pensando, já vão percebendo a rataria que são os políticos.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, tinha atempadamente cancelado os submarinos, aqueles que a nódoa que foi o Paulinho das Feiras, deixou de herança, que custarão facilmente 1 bilião de Euros a comprar e a manter. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar cortaria nos carros de estado, nos motoristas nas secretarias e sub-secretarias, que para nada servem, já para não falar nos governos civis. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, ordenaria uma redução e redimensionamento das Forças Armadas, teria de o fazer a bem da poupança.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, encerraria metade das embaixadas que existem, e não se justificam, acabaria com os privilégios irracionais dos administradores públicos, todas aquelas mordomias que ficariam bem num regime feudal, que é o que afinal somos, mas que não ficam bem porque são demasiado caras neste estado de direito, esta é pra rir. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, reduziria o pessoal dos ministérios, reduziria o número de deputados, introduziria os círculos uninominais, exterminaria esse atentado que se chama Lei do Financiamento dos Partidos, que é das maiores vergonhas institucionais desta terra.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, faria com que os bancos pagassem sobre aquilo, que efectivamente ganham. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, investigaria e poria em hasta pública, os bens de todos aqueles milhares de bons rapazes, que declarando ordenados iguais ao meu, conseguem casas nos condomínios fechados, carros de luxo, iates e demais bugigangas que esta malta gosta, os senhores advogados e empresários e engenheiros e médicos e arquitectos que por aí andam a laurear a pevide.
Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, incentivaria a produção e utilização de energias alternativas, reduzindo a dependência do petróleo, faria da batalha contra a poluição uma prioridade, reciclando obrigando a reciclar, acabando com a lenta agonia dos nossos rios e ribeiras, das nossas florestas e solos, mas faria isto de forma séria não como a palhaçada que foi até agora. Quisesse este suposto governo “socialista”, poupar, faria desenvolver o interior, não fecharia escolas nem maternidades, faria sim oposto, criaria pontos de desenvolvimento sustentado, que fixassem as populações e as mantivessem no interior a produzir riqueza a explorar o turismo e a conservar a natureza, isto se este suposto governo “socialista”, quisesse mesmo poupar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 25, 2006

À Solta

O Sr. Pinho, que por acaso é ministro, foi caçado a 200 à hora, porque estava ao serviço da nação. O Sr. Pinho é mais um triste exemplo da arrogância da nossa classe politica, da sua pequenez e mesquinhez e da sua falta de civismo. O Sr. Pinho deveria ter descido do seu pedestal e assumido a sua falha, pedindo desculpa ao povo ignorante pelo seu acto impensado, assim teria sido pedagógico, assim teria dado um bom exemplo, assim seria um bom governante, como não fez nada disso o Sr. Pinho que por acaso é ministro, fica sendo mais um borra botas politiqueiro desses muitos que tem passado por este infeliz país.
Pagamos a segunda taxa de juros mais alta da Europa. Quando ouviu isto fartei-me de rir. Desculpem! Como é possível então nós que ganhamos a miséria que ganhamos, que somos explorados por quase toda a gente, pagamos taxas de juro que nem os endinheirados Alemães, Franceses ou Holandeses sonham. Por outro lado os nossos queridos bancos são os que praticam a taxa de juro mais baixo pelo dinheiro dos outros, se o meu caro amigo ou amiga abrir uma conta em qualquer país da Comunidade Europeia a taxa que lhe vão dar será sempre maior do que aquela que lhe dá aquele Banco muito seu amigo cá de Portugal, que tristeza de país.
Um pinto estava protegido dentro da sua casca, os seus amigos galináceos, melhor colocados no poleiro velavam por si, mesmo quando a raposa judicial o quis descascar, um dos seus amigos, dos tais do poleiro, correu a avisa-lo, provando mais uma vez que nesta capoeira corrupção é coisa que não existe, o pinto mais uma vez, cacarejava de gozo, os morcões dos mouros a querem desenxovalhar o pinto e ele nada, a escorrer por entre os seus dedos, com as asinhas protegidas, pelos galarós, capões e garnizés do poleiro do poder. Que grande capoeira é esta.
Hospital Distrital de Santarém, 2007, Xico Ventoinha, trabalhador indiferenciado, a tal mão-de-obra não qualificada, descobre, informado por um senhor de bata branca, não era estucador, era mesmo médico, que tem de ser internado e operado. Xico começa a fazer contas, com esta nova lei das taxas moderadoras do senhor Ministro da Saúde, tendo em conta que o Xico só ganha o ordenado mínimo a coisa não vai ser fácil. Contas feitas e refeitas, o Zé da Escrita que trabalha de escriturário de contabilidades deu uma ajuda, o Xico dirige-se ao balcão do internamento e dispara. – Ó minha senhora, queria pagar, um terço de operação ao joelho e 15 minutos de internamento, faxavor!
Viva a Vanessa, 12 vitórias consecutivas, porra que é obra! Que grande exemplo para Portugal, que atleta de eleição, este sim é caso para colocar bandeiras nas janelas, gritar e berrar, saltar e cantar heróis do mar. A Vanessa merece, merece porque é simpática, porque é humilde, porque é uma lutadora.
Ser operado a um joelho de manhã e sair cadáver à tarde, é mais um serviço prestado pelo admirável sistema de saúde português, há mês tinha sido uma senhora a ser operada à perna direita quando o problema era na perna esquerda, desta vez foi uma senhora que teve a infelicidade de cair nas garras de um desses muitos ferreiros que por aí andam com diploma de médico, resultado aquilo que era uma operação de rotina de somenos importância, resultou na morte da senhora, como já é hábito, neste polvo mafioso que é a Ordem dos médicos e a sua imcompetência, está tudo em segredo e quase que aposto que ninguém será acusado de nada.
Licenciados, mestrados e doutorados, em Portugal são sinónimo de desempregados, o esforço académico de uma vida é assim malbaratado por um país reles e eivado de imbecis, começando nos "Doutores" dos governos e das oposições a acabar no proxenetismo dos altos cargos da função pública, estatal e como se viu no caso da EPUL, também municipal. Que país este que desbarata assim, o valor a sapiência e as mais valias que esta gente pode trazer, obrigando-os em muitos casos a emigrar, para puderem subsistir, que país este que depois diz que precisa de imigrantes, que caem aqui às catadupas, ainda mais burros emal qualificados que os que já cá estão, caramba que país é este.

Um abraço deste, vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 21, 2006

Leões,Iões, Islões e Tomates!

O Barão da Tróia, foi informado que a junta dos Ayatholas de Teerão, proibiu a música “Nuclear não. Obrigado! da Lena d’Água, a moça confessou, estar desolada. Claro que tinham de proibir, ora não querem lá ver, uma gaja, ainda por cima em trajes menores a gritar nuclear não, não há Ayathola que resista.
Soube-se também que a reposição de antigos episódios do famoso “Muppet Show” de Jim Henson, foi proibida, a Al-jazeera, considera que a rubrica, “Pigs in Space” é um atentado e uma afronta ao Islão, sabemos em primeira mão que réplicas do Sapo Cocas e da Miss Pigy, em tamanho natural estão a ser confeccionadas na província chinesa de Guang Do, sendo enviadas posteriormente para os países islâmicos, onde serão queimadas nas manifestações de protesto, com gasolina refinada “made in US”.
Em Tabriz, ao norte do Irão, uma perfumaria foi atacada, durante a tarde, o motivo explicou o Ayathola Alikagahaki, – “ Pela manhã comprei um desodorizante e perfume, li a composição dos mesmos e descobri que continham álcool, Allah U Akbar! Os perfumes e desodorizantes são uma afronta à nossa Lei que proíbe o álcool.
Em consequência disto, os perfumes e os desodorizantes foram proibidos no Irão, o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, declarou que é mais uma vitória do Islão, que pôs assim cobro a mais uma vil afronta do Ocidente, que de maneira subtil e aleivosa, tentava, que os muçulmanos pecassem mesmo sem disso se darem conta.
No Iraque entretanto, descobriu-se que o TNT, usado nos atentados é fabricado nos Estados Unidos, tendo na sua composição gordura de suíno. Já hoje 3 bombistas suicidas recusaram fazer-se explodir, porque alegam que não podem usar um produto, oriundo do Ocidente e ademais conspurcado com restos de um animal impuro, dizem que correm o risco de não ser aceites no harém com as 70 virgens. O líder dos sunitas radicais Xeque Aljaquim Ben Stupidani, declarou que vão doravante usar pólvora, que além de ter sido inventada por chineses, país irmão do Islão, não contém matérias impuras.
Em Rabbat, o cidadão português, Manuel Leitão, foi expulso duma mesquita e apedrejado, as autoridades explicaram, que tudo aconteceu quando Assam ibn Sofazmherdah, um vendedor de tapetes e ventoinhas radicado no Algarve explicou, a dois amigos o que queria dizer Leitão na sua língua. Irados com tal atentado à Lei islâmica, os amáveis e pacíficos frequentadores da mesquita procederam de acordo. O MNE de Portugal, já elaborou uma lista de nomes susceptíveis de provocar as mesmas reacções, aconselhando às pessoas que não viajem para países muçulmanos, se o seu nome constar dessa lista, da qual fazem parte, Leitão, Bacorinho, Pezinhos, Morcela, Farinheira, Costela, Fígado, Entremeada, Toucinho, Orelheira, Chouriça e Coentrada.
O Conselho Islâmico Mundial, enviou um protesto, aos serviços de meteorologia, por causa do Furacão Gordon, o Grande Mufti de Bengazi, declarou, que é uma afronta ao Islão, dizendo e citamos, – … a seguir é o quê? O Furacão Vat 69 não! Ou o Ciclone Highland Clan!...” Robert Morris, do serviço americano de observação de furacões já pediu desculpa ao mundo muçulmano declarando que terão mais cuidado de futuro.
A Mattel, empresa que comercializa a famosa boneca Barbie, vai a bem das relações entre o Ocidente e o Islão, lançar a BB, não é a Brigitte Bardot, nem a famosa Balbina Bechamel, mas sim a Barbie Burka, acompanhada do Ken Talibã, como acessórios, um montículo de pedras de verdade com as quais o Ken pode apedrejar até à morte a Barbie, os representantes da marca esperam bater recordes de vendas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 20, 2006

Quem Procura Sempre Alcança! Esperemos.

As comadres lá se entenderam e a nomeação do novo Procurador-geral da República saiu, consensual como convém a estas situações delicadas, nunca se sabe quando é que um compincha, se deixa enredar nas malhas da Justiça, assim sendo, mais vale estar de bem com o chefão.
Meu caro senhor Procurador, temo bem que a nomeação de Vexa. para o cargo nada venha a trazer de diferente, excepto um maior engrandecimento do seu já brilhante currículo, segundo se diz por aí, alias desconfio de si caro senhor, porque os consensos fazem-me cócegas no nariz e a sua escolha foi consensual, a ver vamos se me engano. Falou Vexa. “… em descalçar uma bota…” , “ … a Justiça funciona mal mas tal facto é empolado…”.
A julgar pela herança que o seu predecessor ora lhe lega, o meu caro amigo revela uma inaudita coragem, no entanto concordo consigo, empolou-se muito o mau funcionamento da Justiça, alias basta olhar para o processo do Envelope 9, para o processo Casa Pia, para o Processo da Queda da Ponte de Entre-os-Rios, para o Processo Apito Dourado, para o Processo de Corrupção, na casa que Vexa. vai tutelar, para facilmente se perceber que a existir o tal empolamento, ele é por defeito e não por excesso, a Justiça em Portugal ainda funciona pior do que dizem, tudo aquilo que dizem é uma ténue imagem duma realidade bem mais atroz.
Vexa. Sr. Procurador, tem uma árduo trabalho à sua frente, senão atentemos nos dois exemplos que lhe vou dar, a Polícia Judiciária, que ao que parece é uma instituição de extraordinária competência, diz-se por aí, cuja competência e profissionalismo, ombreiam com o que há de melhor em termos das congéneres Europeias, diz-se por aí, revela-se em termos de investigação e obtenção de prova de crimes económicos uma verdadeira nulidade, os rapazes não conseguem por ninguém na jaula, e não por demais vezes, veio à baila a sua falta de competência.
Então como é, a PJ é uma boa polícia ou é só às vezes, se é só às vezes o caro Procurador tem de fazer pressão para que se mude o cenário, pois eu não acredito que tenham colocado todos os génios criminalistas a investigar homicídios, raptos e coisas do género, tendo mandado os nabos, os tansos, os incompetentes, os inúteis, os ineptos e os incapazes para as brigadas de combate à corrupção.
Alias o Ministério Público parece sofrer do mesmo mal, quando se trata de crime económico e de corrupção, é vulgar acusarem os delegados do Ministério público e os seus procuradores de incompetentes, porque comprometem as investigações, porque pejam de erros a investigação, porque são incapazes de produzir prova, ou seja outra caterva de ineptos, diz-se por aí, que na sua grande maioria melhor era se voltassem aos bancos da escola, também nas condições em que está o Ensino não sei se resultaria.
O segundo exemplo entrará nas disciplinas da Metafísica, da Filosofia e talvez do Paranormal e do Oculto. Tal como a culpa a corrupção em Portugal morre sempre solteira. Vexa. Sr. Procurador terá grandes problemas em conseguir encontrar alguém a quem o sapatinho de cristal corruptor sirva. Cá na terra é frequente existirem corruptos, mas nunca quem os corrompe, sabe-se que existe corrupção mas os seus autores nunca se conhecem, isto é brilhante, pensem no que poupamos. Por cá a corrupção é unilateral, normalmente só quem recebe os presentes é que leva uns acoites, alias virtuais, porque as molduras penais para estes crimes, são ridículas, em Portugal o crime económico e a corrupção compensam.
Em suma Sr. Procurador, a sua nomeação está para a Justiça de Portugal como o tal furacão Gordon esteve para o grupo central de ilhas do Arquipélago dos Açores, era para ser um furacão, acabou numa tempestadezeca de quinta categoria, ainda bem que assim foi, no entanto a nomeação de Vexa. que promete ser uma purga, vai de certeza terminar em diarreia.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 19, 2006

Contos & Descontos

Portugal é sem dúvida um país extraordinário onde se sucedem, as mais variadas e inenarráveis imbecilidades, vistas com uma tranquilidade e um à vontade só possível numa terra de gente que não tem espinha. Há uns tempos através dos jornais, ficámos a saber que as amas descontavam mais par o IRS que os Advogados ou que os Arquitectos e que destes os Engenheiros são os que menos descontam. Ficámos também a saber que a venda dos barquitos de recreio e os iates de luxo, em Portugal subiu a níveis de loucura, não há cão nem gato que não queira um batel para cruzar as salsas ondas, do mar oceano.
Há muito que o verdadeiro mal desta sociedade foi detectado, por um lado esta rapaziada, que como todos sabemos ganha ao minuto, enche o bolso e não paga nada, do outro a escumalha das pseudo minorias e dos bairros degradados, que engolfa 370 milhões em casario e em somente 2 anos, que não paga nada e anda sempre a exigir.
No meio destes dois belos exemplos de gente, quem está, nós claro, os pategos, que andam a descontar para esta rataria toda. Num verdadeiro esforço de malabarismo de sobrevivência, ainda tentamos educar filhos, comprar casa, pagar seguros e ter férias num sítio exótico. Nós os desgraçados que trabalhamos e pagamos somos um fenómeno da natureza como é, que, com tão pouco conseguimos tanto, mistério, depois dizem que somos um povo triste.
Entre a escumalha do bairro degradado e a escumalha do condomínio fechado, andamos em bolandas para tentar arranjar dinheiro para o aparelho dos dentes da miúda mais nova, comprar os livros prá escola do rapaz e tentar ainda pagar o seguro do carro que já está atrasado e não pode. Quando é que a malta que sustenta toda esta orgia de entulhos chupistas se revolta, talvez nunca, porque estamos demasiado ocupados a trabalhar para estas sanguessugas, para os alimentar, para os engordar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 18, 2006

Homenagem

São dois casos de sucesso desportivo, diferentes, mas que se tocam, pela coragem e determinação das pessoas que os fazem acontecer. Obikwelu seria mais um preto das obras se a sua força e determinação não o tivessem ajuda a cumprir o seu sonho, ser atleta. Francis mostrou a muitos dos vadios que por aí andam, o que é honra, o que é saber lutar, o que é vencer.
Francis é um herói português, um homem de H grande, que luta e honra uma pátria que escolheu para representar, existem aqueles que o criticam por treinar em Espanha, pois se treinasse em Portugal dificilmente chegaria onde chegou, isto em última análise é até ridículo, senão vejam bem um homem vindo da Nigéria, naturaliza-se Português e para conquistar medalhas tem de treinar em Espanha, porque o país para o qual conquista a glória e a honra do mérito desportivo, não lhe dá condições para treinar ao nível que necessita.
Francis Obikwelu, representa o que o querer e a determinação podem fazer, é um exemplo para todos nós, um exemplo de dedicação de trabalho e de vontade de vencer, pena que destes exemplos tenhamos cada vez menos.
O segundo caso é os dos atletas deficientes que na Holanda, deram mais uma vez uma bofetada, sem mão, aos energúmenos que estão instalados ali prós lados de São Bento. As condições com que os nossos brilhantes atletas, estiveram e foram para a Holanda, são do mais refinado terceiro mundismo, sem apoios sem equipamentos, sem atletas de substituição, enfim sem nada, excepto a coragem e determinação que as gentes habituadas ao sacrifício e ao vencer barreiras possui.
Como no caso de Francis, também estes atletas, conquistam para a sua Pátria as maiores honras, ao ganhar as competições em que participam tal como o Francis, a tal Pátria trata-os mal, enjeita-os, esquece-os e pior chega mesmo a ignorar a sua existência. No entanto a determinação destes heróis faz com nada disso, tenha interesse, dando sempre o seu melhor. São mais um extraordinário exemplo de valor, um exemplo de coragem de verdade, de perseverança.
È gente deste calibre que o país necessita, não a corja de falcatrueiros impostores que, anda por aí acomer à conta do orçamento, sentadinhos o dia inteiro, sem fazerem ponta de um chavelho, nas bancadas daquela aberração que é a tal da assembleia de uma qualquer república de bananas.
Os nossos governantes e deputados deveriam ter vergonha, vergonha do exemplo que estes nossos heróis lhes dão, apoucando a sua existência, perto deles os senhores deputados e governantes desse miserável país, são uns miseráveis insectos rastejantes, cujas arrogância e boçalidade deveriam ter como prémio um valente pontapé nos fundilhos que os arremetesse a todos para bem longe.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, setembro 15, 2006

O Diácono Remédios

Esta foi a mais genial criação de Herman José. Num admirável boneco soube colocar todos os vícios e virtudes de um certo Portugal que está vivinho da silva. Todos conhecemos um ou mais deste tipo de tabardilhas, uma espécie de grilo falante de consciência moralista e sacrista.
Eles estão por todo o lado e atravessam de forma transversal a nossa sociedade, sempre prontos a apontar o dedo, sempre atentos aquilo que a sua moral não aceita, os Diáconos Remédios do nosso Portugal, são uns tipos e umas tipas muito religiosos e muito convictos da sua fé, o que é admirável, o que é licito, o que é aceitável e que devemos respeitar, no entanto por debaixo da saia ou da calcinha de fazenda, palpitam coisas iguais aos dos outros, pois é, eles também tem comichão nos entre-folhos, também pecam também vão à sex-shop.
Freud explicou isso tudo, mas os diáconos estão sempre atentos, sempre de olho na libertinagem, em tudo o que não convier à sua santa madre igreja qualquer que ela seja, os outros são o demónio, as suas diferenças são aberrações, as suas opções são pecado e por isso condenadas. Têm sempre uma opinião, se uso brinco, se tenho cabelo comprido, se sou homossexual, até se micto sentado ou de pé. Verdadeiros arautos da moral, deles, claro, impõem aos outros as suas sacrossantas verdades, entre eles e os outros do Islão a única diferença é a localização geográfica, muitos são pais de família durante o dia, de noite frequentam casa de banho públicas para verificar os comprimentos ou escondem-se com um companheiro de ocasião em bares homossexuais e ou pensões rascas com alguma senhora da vida fácil, o que têm todo o direito de fazer, a troco de uns míseros tostões que dão como esmola, aliviam a consciência, a sua moral está salvaguardada irão para o céu de certeza. Os diáconos têm voz sobre todos os assuntos e são os únicos que falam e sabem a verdade.
O triste disto tudo é que, eu tenho de apanhar com os diáconos todos os dias, os moralistas da tanga, cujos armários tem mais esqueletos que as catacumbas de um convento. Quem ouve um deles a falar, treme tal é a fleuma que o outro bota na arenga.
Os diáconos são a face visível de um polvo opressor que nos estrangula, serei sempre melhor que eles, porquê, porque os aceito ainda quando escrevo estas linhazecas, coisa que eles nunca conseguirão em relação à minha pessoa e isso faz-me rir, imagina-los a bramir e a resfolegar de raiva, a descarregar na boneca insuflável ou na ida à madame dominadora que os trata como cachorros e lhes mija na boca, o que eu me farto de rir com os diáconos, os moralistas e com o esforço que fazem para me impingir a sua moral, o que eu me rio com essa malta.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 12, 2006

O Pacto

As bátegas escorriam pelas folhas do antiquíssimo carvalho, tão grande e tão antigo era, que lhe chamavam o carvalho da memória. Debaixo do mesmo os líderes dos dois bandos de malfeitores da floresta Sempre em Crise, também conhecida como a Floresta de Portigale, congeminavam um pacto para gerir a Justiça entre si.
Por ventura o preclaro leitor achará sui generis que dois bandos de galfarros, estejam preocupados com a Justiça, pois, também eu, mas dizem que naqueles tempos até os bandalhos tinham honra, de um lado o Zé Anjinho por alcunha “O Pitágoras” porque tinha a mania que era esperto, líder do bando da Rosa Enjeitada, do outro Marquês Dementes “ O Meia Dose”, porque era de estatura pequena, líder do bando da Laranja de Umbigo.
Entre os dois decidiam a sorte da Justiça do reino que andava na mó debaixo, cheia de tempos e contra tempos, emperros vários, e atrasos bíblicos. Os tribunais cheios de processos, os Juízes rasos de trabalho, tão cheios de trabalho que já nem tempo tinham, de gozar os dois meses de férias que tinham, enquanto o resto da malta só tinha os 15 ou 11 dias da praxe e que sabiam sempre a pouco.
O trovão de Thor, bombardeava o martelo, o estribo e a bigorna, que para o mais distraído dos excelsos leitores são ossos do ouvido, alias os mais pequenos do corpo humano, a dica é de borla. – Acho que devemos deixar a corrupção fora disto, não achas Marquês! Invectivava o Zé Pitágoras ao seu rival do esburgo.
- Sim concordo contigo Zé, afinal a corrupção é um assunto demasiado sério para ser deixado ao cuidado da Justiça, que é claro de ver, já tem muito que fazer.
- E mai nada! Anuía Zé Pitágoras, em absoluta concordância com Marquês Dementes e riam os dois com a cara que fariam os líderes dos outros bandos da Floresta, quando eles apresentassem este acordo. A tarefa tinha sido árdua pois existiam espiões que poderiam fazer perigar o acordo e revela-lo antes de tempo, claro que até existia uma coisa consignada na Lei que se chamava Segredo de Justiça, mas ninguém ligava a isso, aliás era mais fácil e mais barato e mais rápido, quando se queria ter acesso a um processo, subornar um funcionário do que pedir pelas vias legais.
- A cara que o Castro Taxista vai fazer mais o bando das Caldas! Vou rebentar a rir. – Atirava o Pitágoras. – E o Camarada De’sousa do bando do “Vai em Frente” esse vai espumar de raiva, porque não foi ouvido e porque os trabalhadores e porque torna e porque deixa, é pá ó Pitágoras isto vai ser um fartote! – Marquês já ria a bandeiras despregadas. – Ah e não te esqueças do Xico Loiça esse então vai rebentar o capacete.
- E riam os dois rebolando-se pela manta fofa de folhas de carvalho ligeiramente humedecidas pela chuveirada. Convenhamos que era um golpe de génio, até porque os dois bandos viviam da corrupção, os seus correligionários e comparsas, untavam as mãos uns aos outros e os outros aos uns para as negociatas irem de vento em popa e eles encherem os bolsos, eram as obras públicas, os contratos, as edilidades, o futebol, enfim um nunca mais acabar de malfeitorias, isto num reino onde acontecia um fenómeno extraordinário, existia corrupção, mas nunca existiam nem corruptores nem corrompidos, esta dos corrompidos é tramada.
A extremosa polícia judicial do Reino, reconhecida pela sua capacidade, quando se tratava de casos de corrupção era uma autêntica nulidade, um verdadeiro bando de incapazes, que trocavam tudo, que se enganavam, que nunca conseguiam provar nada nem prender ninguém.
Assim com este acordo protegíamos os amigos, fazendo de conta que estávamos a fazer alguma coisa para que tudo ficasse na mesma como a lesma, sim senhores era brilhante o plano, de uma assentada, ficavam bem vistos e os amigos ficavam a salvo das garras da Justiça.
Debaixo do carvalho da memória os risos dos dois galfarros ecoavam pela floresta, ia já alta a Lua e nem o pio do mocho assustava tanto, como o lúgubre cacarejar da risota ínvia daquelas duas almas penadas.
Fim

Esta era uma história que a minha avozinha me contava, quando eu não queria comer a sopa, não sei se é verdadeira, talvez não seja, talvez seja só uma lenda antiga, se parecer verdade não liguem que é só mais uma coincidência.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 11, 2006

2984

Aeroporto internacional de Sanfins do Douro, qual Ota qual carapuça, o Jumbo 10087 da British Air está a aterrar, entre as avis raras do costume está Sir David, nobre descendente do famoso naturalista que nos já longíquos séculos XX e XXI deliciava a malta no BBC Wild Life. O actual Sir David contínua a filmar a vida natural, não os animais porque esses já não existem o último pardal telhado morreu de arritmia em 2573 e o mais resistente dos animais a ratazana desapareceu também, a última tinha sido degustada por um chinês zarolho num daqueles restaurantes manhosos do Martim Moniz.
O BBC Wild Life dedicava-se agora a apresentar as particularidades dos únicos animais que existiam, os humanos, Portugal tinha desde 2325 após a resolução 4768 das ONU e do diploma 73/2326 da UE, sido elevado à categoria de reserva mundial e europeia da biosfera humana, Portugal era uma reserva, onde se podia ver a espécie humana de um modo ainda quase selvagem, isto claro está à luz dos elevados padrões civilizacionais da Europa do século XXX.
Imensas passadeiras rolantes, cruzavam os céus sobre Lisboa, Faro, Moita, Almeirim e outras terreolas cá do burgo, onde magotes de estrangeiros que adoravam a vida rústica destes selvagens hospitaleiros vinham, era vê-los de câmara lazer em riste registando todos os momentos da vida lusa que cá em baixo continuava igual.
- Olha mãe aquele senhor a cuspir no chão. – Gritava o pequeno Hans, lá na terra dele desde o século XX que não se sabia o que isso era. – Que giro as ruas têm mesmo lixo verdadeiro e trampa de cão. – A senhora Hullot estava extasiada, tinham-lhe afiançado que Portugal, era magnificente mas isto superava as suas expectativas mais loucas. Sir David por outro lado delirava com a condução destes quasi humanos civilizados, em especial as ultrapassagens e o verdadeiro desporto nacional que era conduzir bêbado e acelerar a velocidades loucas, bem como a natural apetência do Português para fazer tábua rasa de tudo quando é lei incluindo claro está o código da estrada.
Portugal era uma reserva extraordinária, comia-se bem e ainda se tinha este magnifico espectáculo, gente a fazer barulho a toda a hora, sacudindo tapetes e regando varandas, para a via pública, vertendo os restos de esperma e as micoses mais a água lixiviada sobre os transeuntes, era a pura loucura.
Os nórdicos deliravam com as zaragatas, as carroças dos ciganos a entupir as estradas e os rios poluídos. As praias eram magníficas e os esgotos que para lá corriam eram mesmo verdadeiros bem como as beatas, os restos de comida e os papéis de gelado, o que acrescentava um toque de nostalgia à situação. Sir David vinha fazer uma série de programas extraordinários sobre esta extraordinária terra, habitada por gente de uma crueza real e terrena.
Quando algum habitante local atirava lixo para o chão era o êxtase, catadupas de flashes das câmaras iluminavam o feito, as fotografias do chão pejado de papeis junto das caixas Multibanco eram muito apreciadas, até porque normalmente existia um caixote de lixo próximo que os Lusos se esforçavam por não utilizar.
Os passeios cheios de carros eram outra característica muito apreciada, os visitantes deliravam com as acrobacias que a malta de cadeiras de rodas, os carrinhos de bebé, os idosos e os cegos, tinham de fazer para conseguir andar nas ruas deste país, era um espectáculo.
Tal vai ser o Portugal de 2984 tão diferente do nosso cantinho à beira mar plantado, onde tudo é paz e sossego, onde vivemos todos na santa paz do senhor.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Nobre Arte do Toc’ ó Bicho

Este post é uma tremenda estupidez mas o gozo que me dará escreve-lo, suplantará largamente todas as eventuais críticas e impropérios. Começando pelo princípio, para quem não sabe “Tocar ao Bicho” é sinónimo de “Meia Desfeita”, de Esgaçar o Pessegueiro, de Abafar o Pato de Bater à Segóvia, nem acredito que estou a escrever isto!
Aqui na minha terreola o “Toc’ó bicho”, reveste-se de nuances só possíveis numa língua como o Português, uma língua viva e dinâmica, cheia de particularidades mais ou menos engraçadas. Senão reparem:
Dois amigos encontram-se, é frequente cumprimentarem-se com esta formula, – Então ó toc’ó bicho? Esta fórmula demonstra, um carinho e cumplicidade entre os dois, bastante grande. Não se trata um desconhecido ou alguém com quem não se tem confiança da mesma maneira.
Outra fórmula, dois tipos em conversa, falando de um terceiro, – Oh Zé não achas que o Xico anda um bocado Toc’ ó bicho? Demonstrando assim a preocupação por o amigo andar triste, pois aqui é isso que a expressão significa, andar triste ou estranho.
Discutindo futebol, – É pá tu viste aquele número 7, ca ganda Toc’ ó bicho! Aqui a expressão indica que o falante quer significar que as qualidades técnicas do futebolista andam próximas do cepo ou do podão, ou seja o jogador de quem se fala é uma nódoa um desastrado.
Uma outra utilização da expressão é a seguinte. – O meu patrão anda armado em Toc’ ó bicho! Querendo significar que o Patrão lhe anda a chatear a cabeça, aqui a expressão é sinónimo de ser chato dependo da entoação chegar mesmo a significar que o tipo é manhoso ou dissimulado, - O Manel saiu-me um bom Toc’ ó bicho, saiu!
Por outro lado dizer que – O João é mesmo Toc ‘ ó bicho não é? Acrescentando um riso irónico. Significa de imediato que o João é um papalvo, um lorpa. Podemos ainda acrescentar a fórmula, – É pá não sejas Toc’ ó bicho! Querendo significar chato como em é pá não sejas chato.
Só numa língua extraordinária como a nossa se podem dar casos como este, ainda que nada disto seja académico, logo fora de qualquer cogitação dos senhores dos diplomas, é uma situação engraçada e que eu tinha de escrever, podem não acreditar mas estou a chorar a rir, só de pensar nas vossas caras a ler estas cretinices.

Um Abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 05, 2006

Vígaros de lá, por cá!


Topem bem este mail que recebi, é um daqueles da falcatrua já exposta pela CGD, mas eles não desistem, assinalei a vermelho algumas construções verbais típicas do outro lado do atlâncico, sitío de origem destes imbecis burlões. Estes brazucas é só rir, além de galfarros são burros que nem portas, nem escrever sabem.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Rentrée? Não, Sortée!

A tal da Rentrée, chegou, os partidos políticos afadigam-se em iniciativas mais ou menos parolas para fazer crer às ignaras massas que estão de facto preocupados com a situação, para tal organizam umas palhaçadas com nomes pomposos juntam uns quantos otários, coisa que não falta por aí, levam o discurso preparado, atacam a situação ou a oposição conforme o vento estiver a soprar.
Os taxistas do CDS lá juntaram meia dúzia de gatos-pingados num páteozeco de quinta categoria e o Ti Ribeiro lá arengou aquele discursinho, estafadíssimo dos direitotes pé de chinelo, uma seca pegada, pior que olhar para a cara do Ribeiro só ter de gramar a estucha de o ouvir.
Os esquerdotes trauliteiros do Bloco, andaram a mostrar as vacas magras e a exigir trabalho, o líder seguido por uma tropa fandanga de desocupados profissionais exigia mais emprego, caro Francisco um conselho, que elas estão magras sabemos nós, os desgraçados que tem de bulir para terem uma côdea ao fim do dia, acompanhado por malta daquela, que com muita boa idade de andar a fazer pela vida anda ainda em anacrónicos arroubos de adolescência pré Maio de 68, não vai longe não vai não.
No PCP, para variar o discurselho habitual, é triste ver a excelente Festa do Avante, estragada, pelos discursos do camarada Jirónimo, porra que não há pachorra para essa pepineira, e os trabalhadores e blá, blá e o grande capital e blá e blá, irra, muda a cassete camarada!
Os tais Socialistas ou lá o que são, não andam melhor, palavreados tristes e cinzentões, meias verdades e pedradas aos amigalhaços do PSD, Costa no seu melhor na Madeira atirou umas farpas ao Alberto, mais para galvanizar, a malta das hostes locais do que para verdadeiramente fazer alguma coisa, enfim uma tristeza pegada, uma indigência intelectual atroz.
Por último o PSD, não está melhor, o Mendezito descobriu a pólvora e leva de atirar as maiores bojardas que consegue, revelando planos mirabolantes e imbecis para salvar a nação, coisas aliás que enquanto governo nunca fizeram.
É uma tristeza olhar para estes galfarros e pensar, – Meu Deus, isto é a massa governante deste país! Não admira que estejamos onde estamos. Eu, gostava de partidos a dizer que estão contra a escandalosa corrupção da administração pública central e local, que vão abolir a Lei de Financiamento dos partidos, que vão reduzir os custos da Administração, diminuindo os deputados, extinguindo os Governos Civis, emagrecendo as embaixadas, pagando menos mordomias aos deputados, atacando a megalomania destes país, reduzindo as forças armadas e os cargos políticos, mas não aquilo que se ouve são as mesmas cretinices estúpidas e estafadas iguais às do ano passado, por isso senhores ao invés de Rentrée, fazei antes uma Sortée, ide contar ovos de gaivota para as Desertas.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, agosto 04, 2006

Ao Senhor A. M. C. da Costa

Agradeço a gentileza do mail de vossa excelência e fique ciente de que aprecio o facto de ser um leitor atento destas insignificantes e mirabolantes bojardas que pespego neste pasquinzeco electrónico, apesar do tom nefando e apopléctico, agradeço-lhe a verborreia escorreita e diletante com que brindou os meus cansados órgãos da vista, terá Vexa. muita razão, mas caro e dilecto amigo, permita que assim o trate apesar das pouco cordiais palavras que teve a gentileza de me dirigir, este blogue é meu, como tal faço dele o que quiser, quem quer comentar comenta, quem não quer não comenta, quem quer ler lê quem não quer não lê, quem concorda muito bem quem discorda muito bem na mesma, venha quem vier por bem.
Ponto primeiro, não admito reparos aos assuntos que escolho, nem prédicas mais ou menos beatas sobre a moralidade ou a falta dela, não sou católico nem cristão nem nada dessas trampas religiosas, não gosto de religião nenhuma e estou no meu direito, respeito todos por igual, mas deuses não, muito obrigado, já me basta aqueles que tenho de engolir por sacro santa imposição duma sociedade constitucionalmente laica, que na prática não somos.
Ponto segundo. De bispos, cardeais, párocos, abades e outros que tais quero lonjuras e distâncias largas, por mui excelsos que sejam, e castos e beatos e tudo mais, permitir-me-á Vexa. que quando o entender invective e discorra sobre as atitudes menos conseguidas e até estultas dos membros de qualquer congregação e confissão religiosa, pois caso o meu egrégio amigo não tenha ainda reparado, infelizmente a estupidez não tem confissão religiosa.
Em terceiro, não falo sobre Israel, porque não tenho nada para dizer, porque outros, meus melhores o fazem com estrepitosa distinção e denodo, sendo as minhas pobres garatujas uma insignificante caganita de mosca perto deles, além de que me estou positivamente a borrifar para Israel para o Líbano e para a Palestina, não me interessa e não quero saber, logo não perco tempo com isso, não significando tal facto que não tenha opinião sobre o assunto e seja insensível à carnificina.
Quarto ponto. De igual modo, meu insigne companheiro, não tenho nenhum sentimento de culpa para com África, respeito os africanos, mas não fui eu que fiz lá nenhuma guerra, nunca trafiquei escravos, alias nunca de lá saí, nem me interesso por África, nem pelo Darfur nem por nenhuma dessas histórias mais ou menos trágicas, mais uma vez, pessoas com melhor fundo que a minha pessoa, melhores pessoas portanto, gente preocupada e generosa gente em todos os sentidos admirável e que escreve de forma admirável, alerta para esse tipo de tragédias. Sinceramente não me interesso nem quero saber, certo ou errado é assim que penso e o problema é meu, bem como os eventuais problemas de consciência.
Ponto quinto de seis. Esclareço-o também diligente amante da blogueira escrita, que tenho plena consciência, que sou um ser anacrónico, que ao não estar interessado em como vivem os outros provavelmente irei desaparecer, que este egocentrismo social é mau, sim concedo-lhe a minha anuência, no entanto ressalvo que continua a ser minha prorrogativa à luz dessa mesma tão apregoada por todos, Liberdade, assim pensar, correndo conscientemente todos os riscos e acatando as consequências dessa opção.
Sexto e último, caro senhor eu, Francisco Pereira, cidadão trabalhador, pagador de impostos por tal não figurando na célebre lista, respeitador da lei e da ordem utilizador dos caixotes do lixo para depósito do mesmo ao contrário de muitos senhores educados e doutorados, distinto reciclador desde 1990, apreciador do sossego e respeito pelo próximo, amante da boa mesa e da pinga supimpa, Dador de Sangue de órgãos após morte e Dador medula óssea, ainda que desrespeitado por muitos, que esburgam os meus bolsos e apoucam a minha pessoa, tenho o direito de não gostar de quem quer que seja, estando-me positivamente nas tintas para as convenções desta sociedade de trampa em que vivo. Tenho o direito de dizer o que quiser, sabendo de antemão as consequências desse acto, tenho também o dever de respeitar as pessoas, mesmo que sejam umas bestas-quadradas, como muitas e demasiadas vezes acontece. Não sou racista mas se fosse tinha o direito de o ser, mesmo que isso o desgoste a si e a muitos que parecem não entender que se querem a liberdade tem de aprender a respeitar os outros mesmo que as opções deles não sejam aparentemente as mais correctas, para mim a liberdade é algo que não pode ser questionado, ambos sabemos que é uma faca de dois gumes. Considere-me racista, se o desejar, porque não gosto de gente estúpida malfazeja e boçal, desses infelizmente temos de sobra e de todas as cores, sendo que uns são mais propensos à estupidez que outros.
E como a arenga já vai longa, termino, desejando-lhe as maiores felicidades, em querendo pode continuar a ler as atoardas que publico, desejo-lhe boas férias, se esse for o feliz caso, porque hoje finalmente este vosso humilde criado vai de férias, voltarei na força da maré como diz o outro, lá para Setembro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Aditamentos à Lusa estupidez.


- Em pleno Século XXI, o século dos choques, na via públicaainda correm efluentes domésticos, como se a via pública fosse um grande escorredouro da merda que se faz, quem fiscaliza?
























Esta é de génio! Além de ocupar metade do exíguo passeio este cidadão tens as rodas cobertas por sinais de trânsito, para os cães não mijarem nos pneus. Outra característica cá do burgo é o poste no meio do passeio, se vierem cá constatam isso com facilidade.














Acto típico de puro civismo Lusitano!

Hoje deixo-vos com mais umas pérolas deste paraíso à beira mar plantado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, agosto 03, 2006

Dois a um ganha a estultice!

Entre a resma de coisas mais ou menos estúpidas que ouvi recentemente, uma deixa-me triste, vão levar o Museu da Força Aérea para Sintra. Porquê para Sintra, porque não para Beja ou Monte Real, esta é uma daquelas coisas estúpidas que não percebo, voltamos à concentração, uma destes dias acordo e os 1º milhões de Portugueses vivem em Lisboa e naqueles arredores infectos e depressivos, porque raio tem de ir tudo para aqueles lados, caramba começo a estar um bocado com o Bimbo da Costa, “ eu só quero ver Lisboa a arder”, fiquem descansados que por mim o Porto pode seguir o mesmo destino.
Outra situação ainda mais estúpida é aquela, que com base na alegada criação de não sei quantos empregos, da treta, 100 hectares da zona mais bonita e fértil deste país que é a infeliz Lezíria do Ribatejo vai ser transformada numa cretinice qualquer, quer dizer não basta a outra besta andar a arrancar sobreiros dando cobertura aos amiguinhos da bagalhoça, claro que não lhe aconteceu nada, não baste a ideia de merda, apadrinhada por esse engenheiro de meia tigela, para a mata de Sesimbra, que a ser construído, significa somente o inicio da destruição da costa Alentejana e o que resta da Vicentina, não basta os 15 milhões de Euro gastos na consolidação das arribas da Figueirinha e Galápos, por causa das bestas que não respeitam a costa e que agora pagamos todos, não basta nada disso, agora ainda vem mais este atentado, que grande corja de imbecis que anda nesta terra, valha-nos um qualquer Deus.
Para que não digam que sou um arauto da desgraça, esta que se segue é um excelente exemplo daquilo que é o progresso, Mora construiu uma espécie de oceanário, mas de água doce, recriando os habitats, dos depauperados rios de Portugal, enquanto ainda existem espécies para proteger, cerca de 70% das espécies piscícolas dos nossos rios estão em risco, claro com a quantidade de merda que atiramos par dentro de água é normal, estranho seria se a inversa fosse verdadeira. Este fluviário recriara os habitats de água doce do nosso país, será também utilizado como ponto de viveiro produzindo alevins para a reintrodução no meio natural. Um belo exemplo, daquilo em que é preciso apostar, para criar emprego, para salvar o pouco que resta, para garantir o tão apregoado desenvolvimento sustentado, visitem Mora.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, agosto 01, 2006

Quem quer casar com Carochinha?

Miríades de borboletas pintalgadas de borbotões de corres, voejavam aos magotes pelo Prado Verde. O ar do mar, este prado ficava à beira mar, num rincão esquecido do fim do mundo, o ar do mar refrescava os sobreiros e as giestas, os eucaliptos e a murta, os pinheiros e o azevinho, bem pelo menos o que restara dos últimos anos de incêndios que assolaram o Prado Verde. Isto porque se gastavam rios de dinheiro para nada pois as florestas acabavam sempre por arder aos milhares de hectares.
A menina C, vamos assim chama-la para salvaguardar a sua identidade, estava debruçada na janelinha do seu T2, suspirando e cantarolando uma alegre musiqueta.
– Quem quer casar com C que é rica e bonitinha?
Mas ninguém parecia querer assumir esse compromisso, passara o valente senhor do Apito Prateado, todos os senhores da Casa Fria, da ponte dos rios, enfim parecia que ninguém queria assumi-la por consorte, nem o tio do taxista lá da Sóissa, C desesperava, era triste, que terra esta onde uma menina prendada como ela continuava solteira.
- Ai quando virá o meu príncipe encantado… ai …ai! – Suspirava C, no seu belo T2 a pagar a 30 anos cuja taxa de juros subira já 4 vezes e ainda íamos a meio do ano, mas isso era irrelevante, no Prado Verde, tudo podia acontecer, por exemplo o nome Prado Verde, não fazia nenhum sentido, pois décadas de governantes imbecis e incêndios tinham colorido o Prado Verde, de cinzento das cinzas e preto do alcatrão das auto-estradas e Itinerários principais e complementares, e do castanho e cinza rato do betão que cada vez mais cobria aquela terra, até parecia que os seus governantes estavam apostados em entrar para o Guiness, fazendo do Prado Verde o único sitio do mundo inteiramente coberto de alcatrão e cimento.
- Talvez o Nobre me tome por esposa, ai que bom seria. – C falava do Príncipe Nobre da Herdade dos Sobreiros da Raiz ao Sol, sim esse era um bom partido, C estava à espera, o Príncipe teria de passar na sua rua. - Quem quer casar com C que é rica e bonitinha? – Trauteava C, sem cessar, na esperança de que o Príncipe Nobre a ouvisse e com ela fosse casar.
Mas não! O malvado Príncipe passara, na rua da mernina C e até ouvira a canção de C mas, virara as a costas desagradado e até dissera que ia processar o Estado por o entregar, aquela criatura com voz de cana rachada, realmente C não cantava lá muito bem.
Desesperada, C, arrepelava os cabelos e num acto de loucura, voara da janela do T2, aterrando no alcatrão frio, exalara o seu último suspiro numa ambulância tinonim a caminho do Hospital de Santa Maria Arrependida.
No outro dia todos comentavam, a sua morte. – Sabes quem morreu? – Não, quem? – Foi a Culpa e morreu solteira tadinha. – De facto a Culpa morrera solteira, alias como tantas outras culpas antes dela, no Prado Verde vá-se lá saber por quê as Culpas morriam sempre solteiras e os Culpados nunca apareciam.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 31, 2006

O Choque Tecnológico

Selos do carro pra lá, selos do carro pra cá, e mais que torna e que deixa e Internet e coisa e tal, a barafunda costumeira em terras da santa ignorância. No entanto a coisa até estava correr menos mal, eis senão quando, qual coelho tirado da cartola, vejo uma notícia na TV, “…os cidadãos deste país de gente estúpida, não podem requisitar o selo do carro pela Internet, o acto exige a sua presença física nas repartições, para confirmar a alegada, este termo é o delírio vou repetir, a alegada incapacidade…”.
Quedei-me incrédulo e estupefacto. – Esperem lá, então um gajo é deficiente e ainda tem de ir provar que o é por causa da porcaria de um bocado de papel. – Realmente neste país, quando se pensa que se atingiu o cúmulo da estupidez, somos sempre surpreendidos por coisas ainda mais estúpidas, esta caras amigas e amigos é dolorosa, ademais porque conhecendo as dificuldades terríveis pelas quais passam os deficientes em Portugal, fazer isto é crueldade.
Na sua grande maioria as repartições de Finanças, são lugarejos infectos e mal amanhados, que à laia do resto não foram sequer pensados para o fim que desempenham e muito menos para poder albergar deficientes, a repartição da minha terra por exemplo, se lá entrarem, a muito custo por causa de um degrau, 4 cadeiras de rodas, fica cheia fica impossível de circular.
Será que os cérebros de minhoca que pensam nestas coisas, não terão a noção da terra onde vivem, será que esses pomposos cavalheiros que se arrogam o direito de a uns exigir tudo e a outros nada, será que não existe um grama de massa cinzenta sob as farripas casposas empastadas de gel.
Será que este país irá continuar a produzir estas pérolas da estupidez, onde mangas de alpaca engravatados, que auferem lautos ordenados e mordomias, só porque são da cor certa, verbalizam a diarreia que lhes tolda o pequeno cerebelo, em questiúnculas estapafúrdias e aleivosias torpes e despropositadas, que nem Kafka se lembraria.
O que passa pela cabeça desta gente, para além do óbvio fluxo de troçulhos e eflúvios estomacais processados, o que passa pela cabeça destas criaturas, é este o tal choque com que o outro cavalheiro enche a boca nos comíciozecos, se assim é, é um choque de merda.


P.S. - Enquanto esticava as pernas pelos blogues alheios deparei-me com um post baseado numa notícia publicada no Jornal de Notícias, reza mais ou menos assim, ... sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, inaugurou uma igreja, na qual o senhor Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, não autorizou a construção de uma rampa para deficientes por esta não ser estéticamente aceitável...
Só tenho um comentário, que um Presidente de uma Republica supostamente laica vá lamber as botas aos eclesiásticos, é mau. Mas que uma criatura que se diz cristã proceda como procedeu o senhor Bispo e que ainda assim chegue a Bispo, não tem qualificação. Um conselho ao senhor Bispo. Caro senhor Bispo, seja útil seja cristão, vá até ao deserto e engula uma granada, com cristãos como vossa Reverendíssima Eminência, já percebemos porque está a Santa Madre Igreja na trampa que está.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, julho 26, 2006

Cosi alegro vano tutti!

Este pequeno conto foi descoberto recentemente no sótão da AR, desculpem da Ampla Residência, para não fazer confusão, o seu autor é o famoso Edgar Além Põe, assim chamado porque todas as massas que fazia por cá mandava para as ilhas Caimão e para outros paraísos fiscais tipo Madeira e assim. O título em Italiano também não percebemos, mas depois de lerem verão que faz sentido, Portugal, máfia, chulos, corrupção, será?

- Naquela manhã soalheira e quente, Anastácio Amaral dormitava, com o pensamento longe, em terras da Ibéria Lusa, meses antes andava por aqueles cerros e montes a caçar PR, verdadeira praga humana, uma espécie de vampiros, umas sanguessugas vis com queda para o proxenetismo. Fora aí numa casa de alterne perto de Albergaria dos Treze que conhecera, Salústia Vanessa a Stipper Perneta, ela não lhe saía da memória.
Anastácio sempre perseguira com denodo os PR, sentindo-se vexado sempre que algum, lhe conseguia escapar, por vezes a Lei, essa coisa tenebrosa, justamente inventada para sancionar actos que meros anos antes seriam crime, a Lei fazia com que Anastácio, que era um cidadão respeitador, não pudesse deitar a mão ao malvado PR, enquanto todos os outros pobres habitantes, tinham de viver com as migalhas que a custo tinham amealhado, os PR lá seguiam acumulando reformas.
Salústia Vanessa, era um desses casos, uma carreira brilhante, despia-se como ninguém, os reluzentes e grandes seios besuntados de óleo, eram verdadeiras pérolas naturais, nada dessas badalhocas de silicone, o resto era uma escultura. A pobre havia sofrido um acidente de viação, um bêbado em contra-mão numa auto-estrada e em excesso de velocidade, sim porque apesar de naquela terra existir a tal Lei, aquilo era uma farsa, conduziam bêbados que nem cachos, mas tinham sempre desculpa, sempre em excesso de velocidade, quais limites quais carapuça, o limite é o que o carro der, a pobre da Salústia ficou perneta.
A pobre deixou de poder trabalhar a tirar a roupinha agarrada ao varão de metal, recebia uma reformazita de 300 Euro, bem bom dizia ela, mas que não dava para nada, tal era o preço que as coisas atingiam naquela terra, por outro lado o PR acumulava reformas, duas, três, quatro, ordenados e terços de reforma, enfim negociatas torpes, vergonhosas traficâncias que faziam rir os pobres que tinham de subsistir com tão pouco.
Anastácio sentia-se enojado, com aquela terra, os PR eram milhares, nunca em nenhum outro país vira tantos.
No entanto o resto do povaréu seguia, alegre, mesmo depois de saber que alegre, ficava quem trabalhava três meses e recebia 3000 Euro de reforma, ou como noutra situação em que Juan o amigo espanhol o alertara dizendo. – Mira, mira, Amaral, un outro que trabajando un año se queda com milles de Euro.
- Anastácio Amaral, vomitava de raiva, que cambada de cretinos, estes proxenetas, estas sanguessugas vampirescas, arruinavam a nação sugando-a até ao tutano, antes tinha vindo a louca onda das privatizações, anos a fio haviam intoxicado a maralha, dizendo que as empresas davam prejuízos e que era preciso privatizar, porque torna e porque deixa.
- Não percebo é porque privatizaram só o que dava dinheiro! – Remoía Anastácio. – Tinha razão, enganados os lorpas, os politiqueiros tinham sob pressão da rapaziada do costume, os mesmos que lhes enchiam os bolsos de prendas, privatizado aquilo que dava realmente dinheiro, os cimentos, a banca, as petrolíferas. Sim porque os buracos continuavam a ser públicos CP, TAP e outras do género. Ora todos esses milhões enquanto o Estado tinha sido rico serviram para alimentar os PR, a coberto de leis feitos por eles próprios, a mama continuava.
Anastácio chorava. – Pobre de mim e pobre da Salústia Vanessa, como acabar com o PR, jamais o vou conseguir.
- Enquanto seguia com estes pensamentos, o Sol prosseguia a sua rota, amanhã era dia de trabalho, Anastácio, pegava nas obras às 7.00h, na Suíça para onde emigrara com a Salústia, dedicar-se à construção civil, pagavam bem e daqui a 10 anitos tinha dinheiro suficiente para viver bem, além disso a Salústia estava grávida e a licença de maternidade que lhe pagavam era maior que a maioria dos desgraçados que em Portugal se matavam a trabalhar, mas Anastácio não conseguia esquecer, e gritava!
- Malvados, filhos de puta, bandidos, proxenetas!

Fim

Caro Leitor, para esclarecimento de Vexa. adiantamos que isto é pura ficção, a sigla PR, designa o termo Papa-Reformas, não confundir com alguém que conheçam que tenha três reformas e ocupe alguma posição com a mesma sigla e quem se deva respeito institucional, da mesma forma CP é a Sigla de Carroças de Portugal e TAP, a sigla de um projecto de promoção da semana do coração, Tente Andar a Pé. A delirante ficção de Edgar faz parecer tudo isto real, mas não é caro Leitor, é tão-somente a Octocentésima Dimensão, aquela onde você vive, Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 24, 2006

Notas de Viagem

Por causa de um infeliz acontecimento, tive de viajar na quarta-feira para o Algarve, os 300 quilómetros de solidão e as paragens nas áreas de serviço deram para ir observando o comportamento sempre sui generis do “homo lusitanicus mentecaptus”. No regresso outros tantos milhares de metros percorridos nas auto-estradas, caras como um raio, uma conclusão a que cheguei, o único veículo que 90% dos portugueses devia conduzir é a carroça, não para irem sentados, mas para a puxar, pois fica mais de acordo com as bestas que são.

Anda tudo em polvorosa com as bandeiras azuis. Que faz você pela limpeza do seu lar (Planeta Terra), recicla, anda a pé ao invés de usar o carro, usa combustíveis alternativos, usa energia solar, ocupa parte do seu tempo a limpar matas, não deita lixo para as florestas, procura pontos de reciclagem de óleo alimentar ao invés de o deitar pelo cano abaixo, exige à sua autarquia medidas ambientais, luta pela manutenção e aumento de espaços verdes na sua terra, exige respeito dos políticos pelo ambiente? Se respondeu não a todas estas perguntas, parabéns você é o típico exemplo do imbecil que quer a praia limpa para poder fazer lixo à vontade. Como querem vocês ter bandeiras azuis se não limpam nem ajudam.
Pessoalmente não acredito em bandeiras azuis, é impossível a qualidade ser aquilo que se apregoa quando se anda uns quilómetros costa adentro e a merda jorra aos borbotões por todo o lado.

A espécie humana, demora a perceber a sua perenidade, a sua extrema pequenez e redundância face à grande roda de um universo incomensurável, quasi-eterno e turbulento, que não se queda lamechas pela miséria humana, nem pela sua arrogância e cretinice. Perdemos tempo a criar modos de nos exterminar-mos, sem nunca pensar que paulatinamente, o nosso extermínio colectivo nos cerca advento das nossas más acções, este primata evoluído, uma espécie de versão GT do Chimpanzé, inventou toda uma miríade de conceitos mais ou menos chatos para regular a sua vida e impor a muitos a vontade de poucos, curiosamente segue sendo o único animal que domina os outros sem se conseguir dominar a si, num epifania de morte e destruição, continuamos a fingir que nada se passa. Álea jacta Est.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, julho 18, 2006

Mudam-se os Tempos! Mas não se muda mais nada.

Um destes dias no Canal 2 da RTP, essa ilha de excelência, quando comparado com os restantes canais, num daqueles programas onde senhores bem falantes, rasos de doutoramentos até ao cocuruto, alguém falava e bem sobre este ser o século das micro-ditaduras, achei piada ao termo, não me recordo quem o proferiu mas agradeço-lhe a deixa. Por isso deixem-me que vos conte uma história, uma ficção, impossível de acontecer, produto tão-somente da minha pobre mente doente e cretina.
Conta-se que noutros tempos, existiu uma ilha paradisíaca a que chamavam Ilha Lenhosa, nessa ilha o chefe era um Ogre Papão quase eterno, fora eleito pelo povo, sim porque apesar das coisas roçarem a ditadura, pelo menos existiam eleições, as quais eram sempre ganhas pelo Ogre Papão.
Onde quer que metesse o nariz o Ogre papão, açambarcava e ingurgitava dinheiro às toneladas parecendo nunca estar saciado. Na sua voracidade escalavrou o solo da ilha, fazendo buracos que levam a maltosa de lá a andar mais rápido, criando ilhas de pobreza e miséria rodeadas de opulência e desperdício por todos os lados.
O ditadorzeco de pacotilha, financiava concursos de jograis carnavalescos, bem como todos os clubes da terreola, o dinheiro jorrava a rodos, os que rodeavam o Ogre enriqueciam, a olhos vistos, o povo coitado embasbacado analfabeto e pobre delirava com as festarolas em que o esperto Ogre, gastava rios de dinheiro em álcool e comida, cantava e folgava, dizia todos os disparates que lhe vinham à cabeça e a maltinha torpe e boçal, ria e votava no Ogre, “pane et circus” como diziam os Romanos.
A bem da verdade a ilhota estava, agora graças ao dinheiro da Comunidade dos Reinos, cheia de alcatrão e de cimento, inenarráveis mamarrachos, pespontavam a costa da ilha, no entanto nos índices, que importavam como a mortalidade infantil e o analfabetismo a ilha estava pouco melhor do que há 30 anos, mas o Ogre exultava, arrotava e soltava traques de puro gozo, aparecia nos pasquins do continente, em alegres comezainas, em cuecas, bêbado que nem um cacho e proferindo as maiores alarvidades, todos temiam o Ogre Papão. Era um ogre experiente, tinha vilipendiado muita gente, nem o valente Sir Galho, estava fora das suas bestiais tiradas, um dia o Ogre chamara-lhe Sr. Silva, uma ofensa grave e apoucadora de alguém que além de Sir era Professor e Doutor e todas aquelas coisas que neste Reino parecem chancelar a incompetência, mas nada acontecera e até Sir Galho fora lamber as botas ao Ogre.
Todos se rebaixavam perante o Ogre Papão, que continuava a fazer gato sapato das leis do Reino, nem o Grão Vizir um nobre amante das novas tecnologias, fora ele que inventara a lança de ponta de aço em forma de rato, um verdadeiro choque tecnológico para a época, nem esse fazia farinha com o Ogre Papão.
Ao reino entretanto, chegou a crise, a falta de dinheiro, 20 anos de desperdício e disparate, começavam a cobrar um preço, o reino não tinha dinheiro. Subitamente a Ilha Lenhosa corria o risco de ficar com as contas a descoberto, o Ogre Papão, que adorava dizer que era independente, que era chefe de um povo superior, que o Reino tinha pra com ele e pra com a sua Ilha uma atitude colonialista, o Ogre viu-se obrigado a enviar uma carta ao Grão vizir a pedir a solidariedade do Continente, estendendo a mão à caridade.
Triste é saber que o Reino lhe fez a vontade, triste é saber que o Reino não lhe deu a tão almejada independência, triste é saber que o Reino continuou a ter de ouvir os disparates do Ogre, a financiar as suas comezainas e restantes cretinices.
Fim

Caros amigos, tudo aquilo que aqui segue descrito, é ficção, nunca aconteceu nem acontecerá num local perto de si, pode até ser que algo remotamente parecido possa estar a acontecer algures, mas isso é pura coincidência. Todos os personagens desta história são fictícios e não desejam retratar nem conseguem qualquer situação real que Vexa., caro leitor conheça.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 17, 2006

O Estado da Nação

Esta é mais uma invenção advento da Globalização, uma cópia descarada, do discurso dos presidentes americanos sobre o estado da sua preciosa União. Se no original a coisa já é uma tristeza, na versão Lusa, o evento é duma piroseira ridícula, cheia de egocentrismo e auto elogios, oportunidade usada para a mais ridícula e despropositada publicitação dos feitos dos donos do poleiro.
No entanto até à data, os discursos que ouvi soam sempre a podre, a desfasamento, ao nacional pimbismo Lusitano. Queria acreditar que os senhores que escrevem aquelas barbaridades, têm a mínima noção daquilo que estão a dizer. Aparentemente não, a arrogância com que falam, todas as certezas que aparentam possuir esvaem-se quando confrontadas com a triste realidade deste país.
O recente discurso sobre o estado da Nação, foi mais uma vergonhosa arenga publicitária, sem fio condutor, demonstrando mais uma vez a megalomania que domina as hostes governantes desta terra. Se os senhores da situação são que são, que tristeza quando se chega à oposição. Os lugares comuns do costume, as acusações estapafúrdias de serviço, o diz que disse, a vulgaridade ordinária do grau zero de qualidade e demonstração de alguma réstia de intelecto, caros amigos se o discurso da situação é uma enchente de disparates, os discursos da oposição, são uma enchente de engulhos, onde nada se diz, trocam-se acusações banais, aliás aquilo deve estar escrito numa cartilha, porque são sempre usadas as mesmas.
Temos pois, que a Situação, ignora a Nação, esta despreza a Governação, a Oposição delira e desespera porque não é da Situação, isto é de facto uma grande confusão e quem apanha por tabela é o mexilhão.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

sexta-feira, julho 14, 2006

São Parvos Senhor São Parvos!



Este cavalheiro, dotado do mais refinado sentido de civismo e respeito pelo próximo, não só estaciona em cima do passeio como em sentido proibido, mas reparem no pormenor de requinte, sabendo que ninguém o incomoda até coloca uma protecção na parabrisas.




Esta armadilha está há quase um mês neste local, numa zona muito frequentada por crianças, ainda não houve uma alma que o arancasse. Devem estar à espera de alguma desgraça.



Deixo-vos com mais duas pérolas do civismo à Lusitana. Como é que coisas destas acontecem num suposto Estado de Direito? Bom fim de semana.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia





quinta-feira, julho 13, 2006

Carta ao Sr. Menistro das Finanças

Um conhecido meu que trabalha no Ministério das Finanças facultou-me uma cópia de um ofício, entrado esta semana no Gabinete do Senhor Ministro das Finanças, este ofício surge na sequência do pedido que o Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, fez ao Ministro, para isentar a malta da selecção do bago que ganharam por terem ficado em 4º lugar, no Mundial.

“Sr. Menistro

Sua Incelência, nã me cunheçe, mas eu, Chico da Zulmira. Sou o Pruzidente do Clube Sociedade Recreativa Desportiva Cultural e Musical “ Os Marrecos do Alviela”. Queria dezer a sua Incelência que a nossa selecção daqui da zona, pois porque isto dantes era província do Ribatejo, depois era Lezíria e mai ñ sei quê agora é Simplex e é Médio Tejo, na à quem perceba, portanto a selecção aqui da zona foi ao Campeonato Mundial de Matrecos às 3 Tabelas e ficamos entre os 3 únicos que participaram num honrozo 3º lugar, derivado a isso recebemos umas massas, ora, tal e qual a rapaziada da seleção do Futebol, a malta aqui pede a sua incelência, que tamém na faça a gente pagar IRS, derivado a tamém a malta ficar num lugar porreiro e ter dado lustro ao nome da terra.
Quero tamém dezer, que eu na qualidade de Presidente mais o resto da equipa, temos razões sérias pra na querer descontos.
A nha Zulmira quer um casaco de pele de coelho verdadeiro, não aquelas imitações de marta ou lá o que é, opois também na queria ter um casaco com o nome da nha sobrinha a Marta Vanessa, ela e cantora e anima os bailes aqui da associação.
O Zé da Mari Colaça, quer comprar uma jantes tuningue para a mota dele e tamém uma punteira de escape.
O Toino Rufia precisa de uns cobres para a gasolina porque o rapaz vive do outro lado do rio, é muita longe.
O Rufino do talho, precisa dos dinheirito pra acabar as obras no talho, construir o frigorífico e tirar a licença para o estabelecimento, porque aquilo assim na pode tar na é.
Derivado a estas coisas todas que acontecem hoje em dia nos dias correntes, a gente foi da opinião de pedir a sua incelência isto, porque semos iguais aos outros.
Sua Incelência Sr. Menistro, a gente só quer o que é justo, se a malta do futebol tem a gente tamém quer, e aviso-o já que o pessoal do chinquilho e da bisca de três tamém tá a pensar pedir o memo.

Vila Nova do Alviela 10 de Julho de 2006

Chico da Zulmira
Pruzidente

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, julho 12, 2006

Vossa Excelência desculpe!

Excelentíssimo senhor Presidente da Republica, de antemão saiba o dilecto cavalheiro que a minha estima e desvelo pela sua figura é absolutamente menos que a temperatura mais negativa registada neste planeta, vê até sou simpático podia ter escolhido Plutão ou outro planeta ainda mais frio, Vexa. Sr. Presidente da Republica proferiu num dos passados dias, uma das suas vulgares e corriqueiras atoardas, se fosse Vexa. um mero cidadão desprovido de representação eu diria que tinha posto a pata na poça, como é Vossa Excelência o mais alto Magistrado da Nação, ficar-me-ei pela constatação do simples erro, Vexa. errou.
Disse Vexa e cito de memória, perdoar-me-á se a citação não for integral, “… que os autarcas, saberão resistir à pressão dos construtores civis…” Este dislate foi proferido a propósito de declarações sobre o Algarve e a falta de espaço que por lá existe, não se podendo desenvolver mais porque não há sítio para construir. Exmo. Sr. Presidente, esta é demais, esta nem o desenvolto Guterres se lembraria.
A atoarda que Vexa. propalou aos quatro ventos, distingue-se, particularmente pela pura ignorância do cataclismo que se chama Algarve, pois não quero crer que seja essa bojarda filha da mais pura queda para o vazio intelectual e para a indigência de pensamento, porque se for esse o caso é grave, muito grave.
Queira Vexa. desculpar, mas a sua frase, equivale a colocar a raposa a guardar o galinheiro, com as óbvias consequências. Quando e onde resistiram os autarcas aos desmandos e pressões dos patos bravos, se Vossa Excelência tem estes dados, não resista mais, faça deles publicação, dê à estampa esse insigne opúsculo que iluminará a ignominiosa ignorância deste seu súbdito.
Vossa Excelência, tomará nota deste conselho, que ora a minha petulante audácia, lhe quer propor. Visite Portugal. De uma vez por todas, tenha a noção de onde vive, do país em que vive, veja um país que paulatinamente se transformou numa grande Bobadela ou num São João da Talha gigante, onde os mamarrachos imperam, onde se destruiu toda a tipicidade e identidade arquitectónica das nossas cidades.
Veja in loco, o tal “Monstro” que Vossa Excelência, noutros tempos começou a criar, o monstro do disparate e da boçalidade, alicerçado na mais disparatada e imbecil lógica do betão sinónimo de progresso, de que Vexa. enquanto Primeiro-ministro foi o paradigma. Para rematar estes gorjeios, até porque o dia já vai adiantado, queira Vossa Excelência, atentar no seguinte, os autarcas resistiram tanto tempo à pressão dos construtores, como eu resisto, a um bom bife do lombo, grelhado finamente com sal grosso e rematado com um supimpa e sápido magusto regado a contento de fino azeite e alho picado, ladeado de um copázio de um tinto de bica aberta, ou seja o tempo que uma castanha leva a cair dum banco.
Por aqui me fico, deste que se assina um seu criado,

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, julho 11, 2006

Ahhhhhhhhhh! De Espanto!

Vem este comentário a propósito de uma recente notícia, que nos relata a intenção do Ministério da Educação, de processar criminalmente os pais de um aluno que agrediu uma professora numa escola de Lisboa.
Estou espantado, no ME, devem estar todos possuídos, ou então trata-se de um caso de ensandecimento colectivo, uma espécie de alienação geral, do tipo MiB, olhem prá luzinha e trucla, esquecem tudo.
Estou espantado, em primeiro, porque é a primeira vez que vejo o Ministério proceder desta maneira, logo desconfio das intenções por detrás desta atitude, com tanto prof. a levar a corneta enxertada, lembraram-se agora desta situação, porquê? Foi demasiado mediática e como dizia o excelente Palma, “ …é preciso fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma.”Será que a professora em causa é filha ou sobrinha, ou esposa de alguém importante? Fico na dúvida, que ainda não consegui esclarecer, porquê esta repentina vontade de fazer justiça, porquê este acesso de cólera justiceira e de indignação ministerial, estará a Sra. Ministra atentar esconder o Sol com a peneira, estou perplexo e aturdido com tamanho imbróglio misterioso.
Estou espantado, em segundo, porque os agressores são duma etnia diferente, dedicam-se à pulharia em geral, fuga aos impostos, assassinatos, roubos e demais atropelos a tudo o que são regras de civilidade, há 30 anos que recebem rios de dinheiro para serem civilizados e integrados na sociedade, mas aparentemente, não querem ou não os deixam ou eles não querem mesmo o que é facto é que fico espantado com o Ministério da Educação estar a processar os Ciganos, o que é uma coisa impensável em Portugal.
Estou pois espantado, será que o Ministério resolveu por cobro ao regabofe? Será?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 10, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. (IN)conclusão)

A reflexão que fiz sobre o estado do ensino, em Portugal, publicada aqui neste bloguelho desconsiderado, foi antes de mais a reflexão de alguém que conhece o meio, não pretendeu ser mais que isso, é uma reflexão empírica, que provavelmente nada valerá, os números são extrapolações minhas feitas a partir do universo de 2 ou três escolas que conheci, quem verdades científicas, vá fazer um estudo, e desminta estes números.
Esta reflexão, que outro mérito não tenha serviu, para uma catarse do próprio autor, redundante que isso possa parecer, talvez até egoísta. Fico contente porque imensos artigos que li posteriormente à publicação dos meus desabafos, são de gente séria e conceituada, que grosso modo e sem o saber concorda com aquilo que eu escrevi, o que aparentemente me dar um ar menos cretino, pelo menos assim penso.
Esta reflexão, pretendeu mostrar o desnorte e o desvario que 30 anos de políticos e políticas de merda, colocaram no Ensino. Este está aliás como outras vertentes desta nossa sociedade no mais absurdo e profundo cataclismo, a culpa resulta repartida por todos, o insucesso escolar, o abandono o miserando estado do Ensino é culpa de todos os agentes nele intervenientes, certo é que a sua culpa é relativa, uns serão bem m ais culpados que outros, mas deste processo ninguém sai isento e de mãos limpas.
Soluções para isto, desde logo é necessário um poder político forte e determinado, não esta corja de ineptos que cortejam os corredores do poder, um bando de incapazes bandalhos que deixou isto chegar a este ponto, o ponto da mentira, PORQUE ESTE PAÍS É UMA MENTIRA, ANDAMOS TODOS A FAZER DE CONTA, um destes dias vamos acordar da mentira e ver quão fundo estamos atolados na trampa, que nós nunca quisemos assumir.
È preciso que os pais tomem a educação dos filhos a sério e que se empenhem nela, é necessário que seja reposta a honestidade e o trabalho, é preciso que não se tenha medo de castigar quem prevarica, mas castigar à séria, não no faz de conta da treta, é preciso acabar com o facilitismo, é preciso acabar com as cretinices líricas, do está tudo bem, os meninos não são maus, a sociedade é que os faz maus.
È preciso que se aprenda a ensinar, para que possamos voltar a gostar de aprender.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia