sexta-feira, agosto 04, 2006

Ao Senhor A. M. C. da Costa

Agradeço a gentileza do mail de vossa excelência e fique ciente de que aprecio o facto de ser um leitor atento destas insignificantes e mirabolantes bojardas que pespego neste pasquinzeco electrónico, apesar do tom nefando e apopléctico, agradeço-lhe a verborreia escorreita e diletante com que brindou os meus cansados órgãos da vista, terá Vexa. muita razão, mas caro e dilecto amigo, permita que assim o trate apesar das pouco cordiais palavras que teve a gentileza de me dirigir, este blogue é meu, como tal faço dele o que quiser, quem quer comentar comenta, quem não quer não comenta, quem quer ler lê quem não quer não lê, quem concorda muito bem quem discorda muito bem na mesma, venha quem vier por bem.
Ponto primeiro, não admito reparos aos assuntos que escolho, nem prédicas mais ou menos beatas sobre a moralidade ou a falta dela, não sou católico nem cristão nem nada dessas trampas religiosas, não gosto de religião nenhuma e estou no meu direito, respeito todos por igual, mas deuses não, muito obrigado, já me basta aqueles que tenho de engolir por sacro santa imposição duma sociedade constitucionalmente laica, que na prática não somos.
Ponto segundo. De bispos, cardeais, párocos, abades e outros que tais quero lonjuras e distâncias largas, por mui excelsos que sejam, e castos e beatos e tudo mais, permitir-me-á Vexa. que quando o entender invective e discorra sobre as atitudes menos conseguidas e até estultas dos membros de qualquer congregação e confissão religiosa, pois caso o meu egrégio amigo não tenha ainda reparado, infelizmente a estupidez não tem confissão religiosa.
Em terceiro, não falo sobre Israel, porque não tenho nada para dizer, porque outros, meus melhores o fazem com estrepitosa distinção e denodo, sendo as minhas pobres garatujas uma insignificante caganita de mosca perto deles, além de que me estou positivamente a borrifar para Israel para o Líbano e para a Palestina, não me interessa e não quero saber, logo não perco tempo com isso, não significando tal facto que não tenha opinião sobre o assunto e seja insensível à carnificina.
Quarto ponto. De igual modo, meu insigne companheiro, não tenho nenhum sentimento de culpa para com África, respeito os africanos, mas não fui eu que fiz lá nenhuma guerra, nunca trafiquei escravos, alias nunca de lá saí, nem me interesso por África, nem pelo Darfur nem por nenhuma dessas histórias mais ou menos trágicas, mais uma vez, pessoas com melhor fundo que a minha pessoa, melhores pessoas portanto, gente preocupada e generosa gente em todos os sentidos admirável e que escreve de forma admirável, alerta para esse tipo de tragédias. Sinceramente não me interesso nem quero saber, certo ou errado é assim que penso e o problema é meu, bem como os eventuais problemas de consciência.
Ponto quinto de seis. Esclareço-o também diligente amante da blogueira escrita, que tenho plena consciência, que sou um ser anacrónico, que ao não estar interessado em como vivem os outros provavelmente irei desaparecer, que este egocentrismo social é mau, sim concedo-lhe a minha anuência, no entanto ressalvo que continua a ser minha prorrogativa à luz dessa mesma tão apregoada por todos, Liberdade, assim pensar, correndo conscientemente todos os riscos e acatando as consequências dessa opção.
Sexto e último, caro senhor eu, Francisco Pereira, cidadão trabalhador, pagador de impostos por tal não figurando na célebre lista, respeitador da lei e da ordem utilizador dos caixotes do lixo para depósito do mesmo ao contrário de muitos senhores educados e doutorados, distinto reciclador desde 1990, apreciador do sossego e respeito pelo próximo, amante da boa mesa e da pinga supimpa, Dador de Sangue de órgãos após morte e Dador medula óssea, ainda que desrespeitado por muitos, que esburgam os meus bolsos e apoucam a minha pessoa, tenho o direito de não gostar de quem quer que seja, estando-me positivamente nas tintas para as convenções desta sociedade de trampa em que vivo. Tenho o direito de dizer o que quiser, sabendo de antemão as consequências desse acto, tenho também o dever de respeitar as pessoas, mesmo que sejam umas bestas-quadradas, como muitas e demasiadas vezes acontece. Não sou racista mas se fosse tinha o direito de o ser, mesmo que isso o desgoste a si e a muitos que parecem não entender que se querem a liberdade tem de aprender a respeitar os outros mesmo que as opções deles não sejam aparentemente as mais correctas, para mim a liberdade é algo que não pode ser questionado, ambos sabemos que é uma faca de dois gumes. Considere-me racista, se o desejar, porque não gosto de gente estúpida malfazeja e boçal, desses infelizmente temos de sobra e de todas as cores, sendo que uns são mais propensos à estupidez que outros.
E como a arenga já vai longa, termino, desejando-lhe as maiores felicidades, em querendo pode continuar a ler as atoardas que publico, desejo-lhe boas férias, se esse for o feliz caso, porque hoje finalmente este vosso humilde criado vai de férias, voltarei na força da maré como diz o outro, lá para Setembro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Aditamentos à Lusa estupidez.


- Em pleno Século XXI, o século dos choques, na via públicaainda correm efluentes domésticos, como se a via pública fosse um grande escorredouro da merda que se faz, quem fiscaliza?
























Esta é de génio! Além de ocupar metade do exíguo passeio este cidadão tens as rodas cobertas por sinais de trânsito, para os cães não mijarem nos pneus. Outra característica cá do burgo é o poste no meio do passeio, se vierem cá constatam isso com facilidade.














Acto típico de puro civismo Lusitano!

Hoje deixo-vos com mais umas pérolas deste paraíso à beira mar plantado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, agosto 03, 2006

Dois a um ganha a estultice!

Entre a resma de coisas mais ou menos estúpidas que ouvi recentemente, uma deixa-me triste, vão levar o Museu da Força Aérea para Sintra. Porquê para Sintra, porque não para Beja ou Monte Real, esta é uma daquelas coisas estúpidas que não percebo, voltamos à concentração, uma destes dias acordo e os 1º milhões de Portugueses vivem em Lisboa e naqueles arredores infectos e depressivos, porque raio tem de ir tudo para aqueles lados, caramba começo a estar um bocado com o Bimbo da Costa, “ eu só quero ver Lisboa a arder”, fiquem descansados que por mim o Porto pode seguir o mesmo destino.
Outra situação ainda mais estúpida é aquela, que com base na alegada criação de não sei quantos empregos, da treta, 100 hectares da zona mais bonita e fértil deste país que é a infeliz Lezíria do Ribatejo vai ser transformada numa cretinice qualquer, quer dizer não basta a outra besta andar a arrancar sobreiros dando cobertura aos amiguinhos da bagalhoça, claro que não lhe aconteceu nada, não baste a ideia de merda, apadrinhada por esse engenheiro de meia tigela, para a mata de Sesimbra, que a ser construído, significa somente o inicio da destruição da costa Alentejana e o que resta da Vicentina, não basta os 15 milhões de Euro gastos na consolidação das arribas da Figueirinha e Galápos, por causa das bestas que não respeitam a costa e que agora pagamos todos, não basta nada disso, agora ainda vem mais este atentado, que grande corja de imbecis que anda nesta terra, valha-nos um qualquer Deus.
Para que não digam que sou um arauto da desgraça, esta que se segue é um excelente exemplo daquilo que é o progresso, Mora construiu uma espécie de oceanário, mas de água doce, recriando os habitats, dos depauperados rios de Portugal, enquanto ainda existem espécies para proteger, cerca de 70% das espécies piscícolas dos nossos rios estão em risco, claro com a quantidade de merda que atiramos par dentro de água é normal, estranho seria se a inversa fosse verdadeira. Este fluviário recriara os habitats de água doce do nosso país, será também utilizado como ponto de viveiro produzindo alevins para a reintrodução no meio natural. Um belo exemplo, daquilo em que é preciso apostar, para criar emprego, para salvar o pouco que resta, para garantir o tão apregoado desenvolvimento sustentado, visitem Mora.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, agosto 01, 2006

Quem quer casar com Carochinha?

Miríades de borboletas pintalgadas de borbotões de corres, voejavam aos magotes pelo Prado Verde. O ar do mar, este prado ficava à beira mar, num rincão esquecido do fim do mundo, o ar do mar refrescava os sobreiros e as giestas, os eucaliptos e a murta, os pinheiros e o azevinho, bem pelo menos o que restara dos últimos anos de incêndios que assolaram o Prado Verde. Isto porque se gastavam rios de dinheiro para nada pois as florestas acabavam sempre por arder aos milhares de hectares.
A menina C, vamos assim chama-la para salvaguardar a sua identidade, estava debruçada na janelinha do seu T2, suspirando e cantarolando uma alegre musiqueta.
– Quem quer casar com C que é rica e bonitinha?
Mas ninguém parecia querer assumir esse compromisso, passara o valente senhor do Apito Prateado, todos os senhores da Casa Fria, da ponte dos rios, enfim parecia que ninguém queria assumi-la por consorte, nem o tio do taxista lá da Sóissa, C desesperava, era triste, que terra esta onde uma menina prendada como ela continuava solteira.
- Ai quando virá o meu príncipe encantado… ai …ai! – Suspirava C, no seu belo T2 a pagar a 30 anos cuja taxa de juros subira já 4 vezes e ainda íamos a meio do ano, mas isso era irrelevante, no Prado Verde, tudo podia acontecer, por exemplo o nome Prado Verde, não fazia nenhum sentido, pois décadas de governantes imbecis e incêndios tinham colorido o Prado Verde, de cinzento das cinzas e preto do alcatrão das auto-estradas e Itinerários principais e complementares, e do castanho e cinza rato do betão que cada vez mais cobria aquela terra, até parecia que os seus governantes estavam apostados em entrar para o Guiness, fazendo do Prado Verde o único sitio do mundo inteiramente coberto de alcatrão e cimento.
- Talvez o Nobre me tome por esposa, ai que bom seria. – C falava do Príncipe Nobre da Herdade dos Sobreiros da Raiz ao Sol, sim esse era um bom partido, C estava à espera, o Príncipe teria de passar na sua rua. - Quem quer casar com C que é rica e bonitinha? – Trauteava C, sem cessar, na esperança de que o Príncipe Nobre a ouvisse e com ela fosse casar.
Mas não! O malvado Príncipe passara, na rua da mernina C e até ouvira a canção de C mas, virara as a costas desagradado e até dissera que ia processar o Estado por o entregar, aquela criatura com voz de cana rachada, realmente C não cantava lá muito bem.
Desesperada, C, arrepelava os cabelos e num acto de loucura, voara da janela do T2, aterrando no alcatrão frio, exalara o seu último suspiro numa ambulância tinonim a caminho do Hospital de Santa Maria Arrependida.
No outro dia todos comentavam, a sua morte. – Sabes quem morreu? – Não, quem? – Foi a Culpa e morreu solteira tadinha. – De facto a Culpa morrera solteira, alias como tantas outras culpas antes dela, no Prado Verde vá-se lá saber por quê as Culpas morriam sempre solteiras e os Culpados nunca apareciam.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 31, 2006

O Choque Tecnológico

Selos do carro pra lá, selos do carro pra cá, e mais que torna e que deixa e Internet e coisa e tal, a barafunda costumeira em terras da santa ignorância. No entanto a coisa até estava correr menos mal, eis senão quando, qual coelho tirado da cartola, vejo uma notícia na TV, “…os cidadãos deste país de gente estúpida, não podem requisitar o selo do carro pela Internet, o acto exige a sua presença física nas repartições, para confirmar a alegada, este termo é o delírio vou repetir, a alegada incapacidade…”.
Quedei-me incrédulo e estupefacto. – Esperem lá, então um gajo é deficiente e ainda tem de ir provar que o é por causa da porcaria de um bocado de papel. – Realmente neste país, quando se pensa que se atingiu o cúmulo da estupidez, somos sempre surpreendidos por coisas ainda mais estúpidas, esta caras amigas e amigos é dolorosa, ademais porque conhecendo as dificuldades terríveis pelas quais passam os deficientes em Portugal, fazer isto é crueldade.
Na sua grande maioria as repartições de Finanças, são lugarejos infectos e mal amanhados, que à laia do resto não foram sequer pensados para o fim que desempenham e muito menos para poder albergar deficientes, a repartição da minha terra por exemplo, se lá entrarem, a muito custo por causa de um degrau, 4 cadeiras de rodas, fica cheia fica impossível de circular.
Será que os cérebros de minhoca que pensam nestas coisas, não terão a noção da terra onde vivem, será que esses pomposos cavalheiros que se arrogam o direito de a uns exigir tudo e a outros nada, será que não existe um grama de massa cinzenta sob as farripas casposas empastadas de gel.
Será que este país irá continuar a produzir estas pérolas da estupidez, onde mangas de alpaca engravatados, que auferem lautos ordenados e mordomias, só porque são da cor certa, verbalizam a diarreia que lhes tolda o pequeno cerebelo, em questiúnculas estapafúrdias e aleivosias torpes e despropositadas, que nem Kafka se lembraria.
O que passa pela cabeça desta gente, para além do óbvio fluxo de troçulhos e eflúvios estomacais processados, o que passa pela cabeça destas criaturas, é este o tal choque com que o outro cavalheiro enche a boca nos comíciozecos, se assim é, é um choque de merda.


P.S. - Enquanto esticava as pernas pelos blogues alheios deparei-me com um post baseado numa notícia publicada no Jornal de Notícias, reza mais ou menos assim, ... sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, inaugurou uma igreja, na qual o senhor Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, não autorizou a construção de uma rampa para deficientes por esta não ser estéticamente aceitável...
Só tenho um comentário, que um Presidente de uma Republica supostamente laica vá lamber as botas aos eclesiásticos, é mau. Mas que uma criatura que se diz cristã proceda como procedeu o senhor Bispo e que ainda assim chegue a Bispo, não tem qualificação. Um conselho ao senhor Bispo. Caro senhor Bispo, seja útil seja cristão, vá até ao deserto e engula uma granada, com cristãos como vossa Reverendíssima Eminência, já percebemos porque está a Santa Madre Igreja na trampa que está.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, julho 26, 2006

Cosi alegro vano tutti!

Este pequeno conto foi descoberto recentemente no sótão da AR, desculpem da Ampla Residência, para não fazer confusão, o seu autor é o famoso Edgar Além Põe, assim chamado porque todas as massas que fazia por cá mandava para as ilhas Caimão e para outros paraísos fiscais tipo Madeira e assim. O título em Italiano também não percebemos, mas depois de lerem verão que faz sentido, Portugal, máfia, chulos, corrupção, será?

- Naquela manhã soalheira e quente, Anastácio Amaral dormitava, com o pensamento longe, em terras da Ibéria Lusa, meses antes andava por aqueles cerros e montes a caçar PR, verdadeira praga humana, uma espécie de vampiros, umas sanguessugas vis com queda para o proxenetismo. Fora aí numa casa de alterne perto de Albergaria dos Treze que conhecera, Salústia Vanessa a Stipper Perneta, ela não lhe saía da memória.
Anastácio sempre perseguira com denodo os PR, sentindo-se vexado sempre que algum, lhe conseguia escapar, por vezes a Lei, essa coisa tenebrosa, justamente inventada para sancionar actos que meros anos antes seriam crime, a Lei fazia com que Anastácio, que era um cidadão respeitador, não pudesse deitar a mão ao malvado PR, enquanto todos os outros pobres habitantes, tinham de viver com as migalhas que a custo tinham amealhado, os PR lá seguiam acumulando reformas.
Salústia Vanessa, era um desses casos, uma carreira brilhante, despia-se como ninguém, os reluzentes e grandes seios besuntados de óleo, eram verdadeiras pérolas naturais, nada dessas badalhocas de silicone, o resto era uma escultura. A pobre havia sofrido um acidente de viação, um bêbado em contra-mão numa auto-estrada e em excesso de velocidade, sim porque apesar de naquela terra existir a tal Lei, aquilo era uma farsa, conduziam bêbados que nem cachos, mas tinham sempre desculpa, sempre em excesso de velocidade, quais limites quais carapuça, o limite é o que o carro der, a pobre da Salústia ficou perneta.
A pobre deixou de poder trabalhar a tirar a roupinha agarrada ao varão de metal, recebia uma reformazita de 300 Euro, bem bom dizia ela, mas que não dava para nada, tal era o preço que as coisas atingiam naquela terra, por outro lado o PR acumulava reformas, duas, três, quatro, ordenados e terços de reforma, enfim negociatas torpes, vergonhosas traficâncias que faziam rir os pobres que tinham de subsistir com tão pouco.
Anastácio sentia-se enojado, com aquela terra, os PR eram milhares, nunca em nenhum outro país vira tantos.
No entanto o resto do povaréu seguia, alegre, mesmo depois de saber que alegre, ficava quem trabalhava três meses e recebia 3000 Euro de reforma, ou como noutra situação em que Juan o amigo espanhol o alertara dizendo. – Mira, mira, Amaral, un outro que trabajando un año se queda com milles de Euro.
- Anastácio Amaral, vomitava de raiva, que cambada de cretinos, estes proxenetas, estas sanguessugas vampirescas, arruinavam a nação sugando-a até ao tutano, antes tinha vindo a louca onda das privatizações, anos a fio haviam intoxicado a maralha, dizendo que as empresas davam prejuízos e que era preciso privatizar, porque torna e porque deixa.
- Não percebo é porque privatizaram só o que dava dinheiro! – Remoía Anastácio. – Tinha razão, enganados os lorpas, os politiqueiros tinham sob pressão da rapaziada do costume, os mesmos que lhes enchiam os bolsos de prendas, privatizado aquilo que dava realmente dinheiro, os cimentos, a banca, as petrolíferas. Sim porque os buracos continuavam a ser públicos CP, TAP e outras do género. Ora todos esses milhões enquanto o Estado tinha sido rico serviram para alimentar os PR, a coberto de leis feitos por eles próprios, a mama continuava.
Anastácio chorava. – Pobre de mim e pobre da Salústia Vanessa, como acabar com o PR, jamais o vou conseguir.
- Enquanto seguia com estes pensamentos, o Sol prosseguia a sua rota, amanhã era dia de trabalho, Anastácio, pegava nas obras às 7.00h, na Suíça para onde emigrara com a Salústia, dedicar-se à construção civil, pagavam bem e daqui a 10 anitos tinha dinheiro suficiente para viver bem, além disso a Salústia estava grávida e a licença de maternidade que lhe pagavam era maior que a maioria dos desgraçados que em Portugal se matavam a trabalhar, mas Anastácio não conseguia esquecer, e gritava!
- Malvados, filhos de puta, bandidos, proxenetas!

Fim

Caro Leitor, para esclarecimento de Vexa. adiantamos que isto é pura ficção, a sigla PR, designa o termo Papa-Reformas, não confundir com alguém que conheçam que tenha três reformas e ocupe alguma posição com a mesma sigla e quem se deva respeito institucional, da mesma forma CP é a Sigla de Carroças de Portugal e TAP, a sigla de um projecto de promoção da semana do coração, Tente Andar a Pé. A delirante ficção de Edgar faz parecer tudo isto real, mas não é caro Leitor, é tão-somente a Octocentésima Dimensão, aquela onde você vive, Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 24, 2006

Notas de Viagem

Por causa de um infeliz acontecimento, tive de viajar na quarta-feira para o Algarve, os 300 quilómetros de solidão e as paragens nas áreas de serviço deram para ir observando o comportamento sempre sui generis do “homo lusitanicus mentecaptus”. No regresso outros tantos milhares de metros percorridos nas auto-estradas, caras como um raio, uma conclusão a que cheguei, o único veículo que 90% dos portugueses devia conduzir é a carroça, não para irem sentados, mas para a puxar, pois fica mais de acordo com as bestas que são.

Anda tudo em polvorosa com as bandeiras azuis. Que faz você pela limpeza do seu lar (Planeta Terra), recicla, anda a pé ao invés de usar o carro, usa combustíveis alternativos, usa energia solar, ocupa parte do seu tempo a limpar matas, não deita lixo para as florestas, procura pontos de reciclagem de óleo alimentar ao invés de o deitar pelo cano abaixo, exige à sua autarquia medidas ambientais, luta pela manutenção e aumento de espaços verdes na sua terra, exige respeito dos políticos pelo ambiente? Se respondeu não a todas estas perguntas, parabéns você é o típico exemplo do imbecil que quer a praia limpa para poder fazer lixo à vontade. Como querem vocês ter bandeiras azuis se não limpam nem ajudam.
Pessoalmente não acredito em bandeiras azuis, é impossível a qualidade ser aquilo que se apregoa quando se anda uns quilómetros costa adentro e a merda jorra aos borbotões por todo o lado.

A espécie humana, demora a perceber a sua perenidade, a sua extrema pequenez e redundância face à grande roda de um universo incomensurável, quasi-eterno e turbulento, que não se queda lamechas pela miséria humana, nem pela sua arrogância e cretinice. Perdemos tempo a criar modos de nos exterminar-mos, sem nunca pensar que paulatinamente, o nosso extermínio colectivo nos cerca advento das nossas más acções, este primata evoluído, uma espécie de versão GT do Chimpanzé, inventou toda uma miríade de conceitos mais ou menos chatos para regular a sua vida e impor a muitos a vontade de poucos, curiosamente segue sendo o único animal que domina os outros sem se conseguir dominar a si, num epifania de morte e destruição, continuamos a fingir que nada se passa. Álea jacta Est.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, julho 18, 2006

Mudam-se os Tempos! Mas não se muda mais nada.

Um destes dias no Canal 2 da RTP, essa ilha de excelência, quando comparado com os restantes canais, num daqueles programas onde senhores bem falantes, rasos de doutoramentos até ao cocuruto, alguém falava e bem sobre este ser o século das micro-ditaduras, achei piada ao termo, não me recordo quem o proferiu mas agradeço-lhe a deixa. Por isso deixem-me que vos conte uma história, uma ficção, impossível de acontecer, produto tão-somente da minha pobre mente doente e cretina.
Conta-se que noutros tempos, existiu uma ilha paradisíaca a que chamavam Ilha Lenhosa, nessa ilha o chefe era um Ogre Papão quase eterno, fora eleito pelo povo, sim porque apesar das coisas roçarem a ditadura, pelo menos existiam eleições, as quais eram sempre ganhas pelo Ogre Papão.
Onde quer que metesse o nariz o Ogre papão, açambarcava e ingurgitava dinheiro às toneladas parecendo nunca estar saciado. Na sua voracidade escalavrou o solo da ilha, fazendo buracos que levam a maltosa de lá a andar mais rápido, criando ilhas de pobreza e miséria rodeadas de opulência e desperdício por todos os lados.
O ditadorzeco de pacotilha, financiava concursos de jograis carnavalescos, bem como todos os clubes da terreola, o dinheiro jorrava a rodos, os que rodeavam o Ogre enriqueciam, a olhos vistos, o povo coitado embasbacado analfabeto e pobre delirava com as festarolas em que o esperto Ogre, gastava rios de dinheiro em álcool e comida, cantava e folgava, dizia todos os disparates que lhe vinham à cabeça e a maltinha torpe e boçal, ria e votava no Ogre, “pane et circus” como diziam os Romanos.
A bem da verdade a ilhota estava, agora graças ao dinheiro da Comunidade dos Reinos, cheia de alcatrão e de cimento, inenarráveis mamarrachos, pespontavam a costa da ilha, no entanto nos índices, que importavam como a mortalidade infantil e o analfabetismo a ilha estava pouco melhor do que há 30 anos, mas o Ogre exultava, arrotava e soltava traques de puro gozo, aparecia nos pasquins do continente, em alegres comezainas, em cuecas, bêbado que nem um cacho e proferindo as maiores alarvidades, todos temiam o Ogre Papão. Era um ogre experiente, tinha vilipendiado muita gente, nem o valente Sir Galho, estava fora das suas bestiais tiradas, um dia o Ogre chamara-lhe Sr. Silva, uma ofensa grave e apoucadora de alguém que além de Sir era Professor e Doutor e todas aquelas coisas que neste Reino parecem chancelar a incompetência, mas nada acontecera e até Sir Galho fora lamber as botas ao Ogre.
Todos se rebaixavam perante o Ogre Papão, que continuava a fazer gato sapato das leis do Reino, nem o Grão Vizir um nobre amante das novas tecnologias, fora ele que inventara a lança de ponta de aço em forma de rato, um verdadeiro choque tecnológico para a época, nem esse fazia farinha com o Ogre Papão.
Ao reino entretanto, chegou a crise, a falta de dinheiro, 20 anos de desperdício e disparate, começavam a cobrar um preço, o reino não tinha dinheiro. Subitamente a Ilha Lenhosa corria o risco de ficar com as contas a descoberto, o Ogre Papão, que adorava dizer que era independente, que era chefe de um povo superior, que o Reino tinha pra com ele e pra com a sua Ilha uma atitude colonialista, o Ogre viu-se obrigado a enviar uma carta ao Grão vizir a pedir a solidariedade do Continente, estendendo a mão à caridade.
Triste é saber que o Reino lhe fez a vontade, triste é saber que o Reino não lhe deu a tão almejada independência, triste é saber que o Reino continuou a ter de ouvir os disparates do Ogre, a financiar as suas comezainas e restantes cretinices.
Fim

Caros amigos, tudo aquilo que aqui segue descrito, é ficção, nunca aconteceu nem acontecerá num local perto de si, pode até ser que algo remotamente parecido possa estar a acontecer algures, mas isso é pura coincidência. Todos os personagens desta história são fictícios e não desejam retratar nem conseguem qualquer situação real que Vexa., caro leitor conheça.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 17, 2006

O Estado da Nação

Esta é mais uma invenção advento da Globalização, uma cópia descarada, do discurso dos presidentes americanos sobre o estado da sua preciosa União. Se no original a coisa já é uma tristeza, na versão Lusa, o evento é duma piroseira ridícula, cheia de egocentrismo e auto elogios, oportunidade usada para a mais ridícula e despropositada publicitação dos feitos dos donos do poleiro.
No entanto até à data, os discursos que ouvi soam sempre a podre, a desfasamento, ao nacional pimbismo Lusitano. Queria acreditar que os senhores que escrevem aquelas barbaridades, têm a mínima noção daquilo que estão a dizer. Aparentemente não, a arrogância com que falam, todas as certezas que aparentam possuir esvaem-se quando confrontadas com a triste realidade deste país.
O recente discurso sobre o estado da Nação, foi mais uma vergonhosa arenga publicitária, sem fio condutor, demonstrando mais uma vez a megalomania que domina as hostes governantes desta terra. Se os senhores da situação são que são, que tristeza quando se chega à oposição. Os lugares comuns do costume, as acusações estapafúrdias de serviço, o diz que disse, a vulgaridade ordinária do grau zero de qualidade e demonstração de alguma réstia de intelecto, caros amigos se o discurso da situação é uma enchente de disparates, os discursos da oposição, são uma enchente de engulhos, onde nada se diz, trocam-se acusações banais, aliás aquilo deve estar escrito numa cartilha, porque são sempre usadas as mesmas.
Temos pois, que a Situação, ignora a Nação, esta despreza a Governação, a Oposição delira e desespera porque não é da Situação, isto é de facto uma grande confusão e quem apanha por tabela é o mexilhão.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

sexta-feira, julho 14, 2006

São Parvos Senhor São Parvos!



Este cavalheiro, dotado do mais refinado sentido de civismo e respeito pelo próximo, não só estaciona em cima do passeio como em sentido proibido, mas reparem no pormenor de requinte, sabendo que ninguém o incomoda até coloca uma protecção na parabrisas.




Esta armadilha está há quase um mês neste local, numa zona muito frequentada por crianças, ainda não houve uma alma que o arancasse. Devem estar à espera de alguma desgraça.



Deixo-vos com mais duas pérolas do civismo à Lusitana. Como é que coisas destas acontecem num suposto Estado de Direito? Bom fim de semana.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia





quinta-feira, julho 13, 2006

Carta ao Sr. Menistro das Finanças

Um conhecido meu que trabalha no Ministério das Finanças facultou-me uma cópia de um ofício, entrado esta semana no Gabinete do Senhor Ministro das Finanças, este ofício surge na sequência do pedido que o Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, fez ao Ministro, para isentar a malta da selecção do bago que ganharam por terem ficado em 4º lugar, no Mundial.

“Sr. Menistro

Sua Incelência, nã me cunheçe, mas eu, Chico da Zulmira. Sou o Pruzidente do Clube Sociedade Recreativa Desportiva Cultural e Musical “ Os Marrecos do Alviela”. Queria dezer a sua Incelência que a nossa selecção daqui da zona, pois porque isto dantes era província do Ribatejo, depois era Lezíria e mai ñ sei quê agora é Simplex e é Médio Tejo, na à quem perceba, portanto a selecção aqui da zona foi ao Campeonato Mundial de Matrecos às 3 Tabelas e ficamos entre os 3 únicos que participaram num honrozo 3º lugar, derivado a isso recebemos umas massas, ora, tal e qual a rapaziada da seleção do Futebol, a malta aqui pede a sua incelência, que tamém na faça a gente pagar IRS, derivado a tamém a malta ficar num lugar porreiro e ter dado lustro ao nome da terra.
Quero tamém dezer, que eu na qualidade de Presidente mais o resto da equipa, temos razões sérias pra na querer descontos.
A nha Zulmira quer um casaco de pele de coelho verdadeiro, não aquelas imitações de marta ou lá o que é, opois também na queria ter um casaco com o nome da nha sobrinha a Marta Vanessa, ela e cantora e anima os bailes aqui da associação.
O Zé da Mari Colaça, quer comprar uma jantes tuningue para a mota dele e tamém uma punteira de escape.
O Toino Rufia precisa de uns cobres para a gasolina porque o rapaz vive do outro lado do rio, é muita longe.
O Rufino do talho, precisa dos dinheirito pra acabar as obras no talho, construir o frigorífico e tirar a licença para o estabelecimento, porque aquilo assim na pode tar na é.
Derivado a estas coisas todas que acontecem hoje em dia nos dias correntes, a gente foi da opinião de pedir a sua incelência isto, porque semos iguais aos outros.
Sua Incelência Sr. Menistro, a gente só quer o que é justo, se a malta do futebol tem a gente tamém quer, e aviso-o já que o pessoal do chinquilho e da bisca de três tamém tá a pensar pedir o memo.

Vila Nova do Alviela 10 de Julho de 2006

Chico da Zulmira
Pruzidente

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, julho 12, 2006

Vossa Excelência desculpe!

Excelentíssimo senhor Presidente da Republica, de antemão saiba o dilecto cavalheiro que a minha estima e desvelo pela sua figura é absolutamente menos que a temperatura mais negativa registada neste planeta, vê até sou simpático podia ter escolhido Plutão ou outro planeta ainda mais frio, Vexa. Sr. Presidente da Republica proferiu num dos passados dias, uma das suas vulgares e corriqueiras atoardas, se fosse Vexa. um mero cidadão desprovido de representação eu diria que tinha posto a pata na poça, como é Vossa Excelência o mais alto Magistrado da Nação, ficar-me-ei pela constatação do simples erro, Vexa. errou.
Disse Vexa e cito de memória, perdoar-me-á se a citação não for integral, “… que os autarcas, saberão resistir à pressão dos construtores civis…” Este dislate foi proferido a propósito de declarações sobre o Algarve e a falta de espaço que por lá existe, não se podendo desenvolver mais porque não há sítio para construir. Exmo. Sr. Presidente, esta é demais, esta nem o desenvolto Guterres se lembraria.
A atoarda que Vexa. propalou aos quatro ventos, distingue-se, particularmente pela pura ignorância do cataclismo que se chama Algarve, pois não quero crer que seja essa bojarda filha da mais pura queda para o vazio intelectual e para a indigência de pensamento, porque se for esse o caso é grave, muito grave.
Queira Vexa. desculpar, mas a sua frase, equivale a colocar a raposa a guardar o galinheiro, com as óbvias consequências. Quando e onde resistiram os autarcas aos desmandos e pressões dos patos bravos, se Vossa Excelência tem estes dados, não resista mais, faça deles publicação, dê à estampa esse insigne opúsculo que iluminará a ignominiosa ignorância deste seu súbdito.
Vossa Excelência, tomará nota deste conselho, que ora a minha petulante audácia, lhe quer propor. Visite Portugal. De uma vez por todas, tenha a noção de onde vive, do país em que vive, veja um país que paulatinamente se transformou numa grande Bobadela ou num São João da Talha gigante, onde os mamarrachos imperam, onde se destruiu toda a tipicidade e identidade arquitectónica das nossas cidades.
Veja in loco, o tal “Monstro” que Vossa Excelência, noutros tempos começou a criar, o monstro do disparate e da boçalidade, alicerçado na mais disparatada e imbecil lógica do betão sinónimo de progresso, de que Vexa. enquanto Primeiro-ministro foi o paradigma. Para rematar estes gorjeios, até porque o dia já vai adiantado, queira Vossa Excelência, atentar no seguinte, os autarcas resistiram tanto tempo à pressão dos construtores, como eu resisto, a um bom bife do lombo, grelhado finamente com sal grosso e rematado com um supimpa e sápido magusto regado a contento de fino azeite e alho picado, ladeado de um copázio de um tinto de bica aberta, ou seja o tempo que uma castanha leva a cair dum banco.
Por aqui me fico, deste que se assina um seu criado,

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, julho 11, 2006

Ahhhhhhhhhh! De Espanto!

Vem este comentário a propósito de uma recente notícia, que nos relata a intenção do Ministério da Educação, de processar criminalmente os pais de um aluno que agrediu uma professora numa escola de Lisboa.
Estou espantado, no ME, devem estar todos possuídos, ou então trata-se de um caso de ensandecimento colectivo, uma espécie de alienação geral, do tipo MiB, olhem prá luzinha e trucla, esquecem tudo.
Estou espantado, em primeiro, porque é a primeira vez que vejo o Ministério proceder desta maneira, logo desconfio das intenções por detrás desta atitude, com tanto prof. a levar a corneta enxertada, lembraram-se agora desta situação, porquê? Foi demasiado mediática e como dizia o excelente Palma, “ …é preciso fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma.”Será que a professora em causa é filha ou sobrinha, ou esposa de alguém importante? Fico na dúvida, que ainda não consegui esclarecer, porquê esta repentina vontade de fazer justiça, porquê este acesso de cólera justiceira e de indignação ministerial, estará a Sra. Ministra atentar esconder o Sol com a peneira, estou perplexo e aturdido com tamanho imbróglio misterioso.
Estou espantado, em segundo, porque os agressores são duma etnia diferente, dedicam-se à pulharia em geral, fuga aos impostos, assassinatos, roubos e demais atropelos a tudo o que são regras de civilidade, há 30 anos que recebem rios de dinheiro para serem civilizados e integrados na sociedade, mas aparentemente, não querem ou não os deixam ou eles não querem mesmo o que é facto é que fico espantado com o Ministério da Educação estar a processar os Ciganos, o que é uma coisa impensável em Portugal.
Estou pois espantado, será que o Ministério resolveu por cobro ao regabofe? Será?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 10, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. (IN)conclusão)

A reflexão que fiz sobre o estado do ensino, em Portugal, publicada aqui neste bloguelho desconsiderado, foi antes de mais a reflexão de alguém que conhece o meio, não pretendeu ser mais que isso, é uma reflexão empírica, que provavelmente nada valerá, os números são extrapolações minhas feitas a partir do universo de 2 ou três escolas que conheci, quem verdades científicas, vá fazer um estudo, e desminta estes números.
Esta reflexão, que outro mérito não tenha serviu, para uma catarse do próprio autor, redundante que isso possa parecer, talvez até egoísta. Fico contente porque imensos artigos que li posteriormente à publicação dos meus desabafos, são de gente séria e conceituada, que grosso modo e sem o saber concorda com aquilo que eu escrevi, o que aparentemente me dar um ar menos cretino, pelo menos assim penso.
Esta reflexão, pretendeu mostrar o desnorte e o desvario que 30 anos de políticos e políticas de merda, colocaram no Ensino. Este está aliás como outras vertentes desta nossa sociedade no mais absurdo e profundo cataclismo, a culpa resulta repartida por todos, o insucesso escolar, o abandono o miserando estado do Ensino é culpa de todos os agentes nele intervenientes, certo é que a sua culpa é relativa, uns serão bem m ais culpados que outros, mas deste processo ninguém sai isento e de mãos limpas.
Soluções para isto, desde logo é necessário um poder político forte e determinado, não esta corja de ineptos que cortejam os corredores do poder, um bando de incapazes bandalhos que deixou isto chegar a este ponto, o ponto da mentira, PORQUE ESTE PAÍS É UMA MENTIRA, ANDAMOS TODOS A FAZER DE CONTA, um destes dias vamos acordar da mentira e ver quão fundo estamos atolados na trampa, que nós nunca quisemos assumir.
È preciso que os pais tomem a educação dos filhos a sério e que se empenhem nela, é necessário que seja reposta a honestidade e o trabalho, é preciso que não se tenha medo de castigar quem prevarica, mas castigar à séria, não no faz de conta da treta, é preciso acabar com o facilitismo, é preciso acabar com as cretinices líricas, do está tudo bem, os meninos não são maus, a sociedade é que os faz maus.
È preciso que se aprenda a ensinar, para que possamos voltar a gostar de aprender.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, julho 07, 2006

Podia ser no III Mundo!



O passeio já é enorme mas cabe sempre mais um!














Depois de lavar o depósito da cura cheio de produtos toxicos, nada como despejar tudo na sargeta no meio da rua.















E eu passo por onde?















Inovação, o passeio de arrumar carros, peões façam-se à estrada.













Feios, porcos e sebentos.











Isto podia muito bem ser, num qualquer ermo do terceiro Mundo, não é, isto passa-se num país que ainda ontem queria ser campeão do mundo de futebol, num país cheio de internetes e TGV's, de Oásis e Paixões, de Choques e Inovações.
Este é o verdadeiro país "Simplex".
Onde os imbecis, os cretinos, os boçais, os estúpidos continuam a ditar a lei.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, julho 05, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 6ª de várias)

Componente mais que óbvia, da equação que traduz o descalabro educacional que alegremente vai conduzindo este país à ruína, o espaço Escola é em Portugal o resultado mais extraordinário da imbecilidade que domina as esferas do poder. Nestes últimos 20 anos, os modelos arquitectónicos escolhidos para as nossas escolas bradam aos céus, passamos do modelo sóbrio dos tempos da outra senhora, que com as devidas adaptações serviria muito bem o seu propósito, para o modelo nórdico do envidraçado cretino.
Os doutos cérebros pensantes desta terra, até dão dó. As escolas novas, são lindas vistas de fora cheias de vidro por todo o lado, quem lá está dentro desespera, no Verão com o calor, no Inverno com o frio. Conheço uma que foi tão bem copiada, que nem faltou construir os espaços para guardar os esquis e os trenós, claro que lá da terra onde foi copiada, isso faz sentido, aqui no meio do Ribatejo onde neva imenso, faz tanto sentido como um selim numa vaca.
À maioria das escolas falta tudo, espaços de convívio, salas de estudo, bibliotecas, laboratórios dignos do nome, enfim uma rebaldaria. Casos de escolas em que são os pais e os professores a comprarem o material necessário, giz, papel higiénico, detergentes, extintores de incêndios, fotocópias e muito mais, dizia eu que casos destes são às centenas, com é possível trabalhar decentemente em escolas destas, pois mas é assim que se trabalha.
Instalações precárias e podres a caírem aos poucos, infantários sem espaços cobertos para que no Inverno as crianças possam brincar sem apanharem chuva.
Escolas, com instalações sanitárias, que fazem lembrar a entrada do inferno. Muito há ainda a fazer, não estou a falar só do ensino público no privado também existem casos de bradar aos céus. Juntemos a isto o facilitismo, propiciado pelo desejo de apresentar estatísticas que fiquem bem ao lado das de outros países, realmente interessados na Educação e temos o descalabro que é este modelo de Educação.
O facilitismo instalou-se em todos os níveis do ensino, os meninos não chumbam, excepto talvez se sodomizarem o professor e deitarem fogo à escola, aí talvez se considere em Concelho Pedagógico uma eventual proposta de sanção a enviar ao Ministério. Resulta deste facilitismo, que o menino vá progredindo dentro dos vários graus de educação, progredindo no seu analfabetismo, na sua falta de conhecimento, na sua falta de cultura e boçalidade. Os meninos hoje vão à escola para passarem de ano e não para aprenderem, os cretinos papás, ficam encantados porque o menino passou e já é doutor, tirou uma licenciaturazeca de merda,, demorou 7 ou 8 anos a fazer uma licenciatura de 5 anos, é um Doutor, veste fato e gravata, põe gel no cabelo, mas escreve “aprendis”, “paçeio”, “acessor” e da sua boca saem pérolas do linguajar Luso como “pograma”, “foi de encontro a…” e demais alarvidades que se ouvem todos os dias destes Doutores de pacotilha.
A ânsia de ficar bem no boneco, levou os nossos governantes a optarem pelo mais absurdo e despropositado facilitismo, ensina-se mal, aprende-se ainda pior. Resultando daí aquilo que alguém apelidou de geração rasca, na altura não concordei, hoje já dou a mão à palmatória, que falta que ela faz, isto não é uma geração rasca, isto é uma sociedade rasca, um país rasca de gente rasca, até o iluminado que proferiu essa sentença é culpado da rasquice a que chegamos.
Caso os senhores governantes ainda não tenham percebido, nem mesmo o seu facilitismo, ajuda, os alunos, coitados assoberbados pelo peso do ensino, abandonam a escola às récuas. Mal têm idade saem da escola, as suas manadas pululam pelos Colombos e demais ícones da cretinice urbana, uma nova geração de polidores esquinas, incultos, analfabetos e ignorantes. Quer o outro competir com a Europa, eu atrevia-me a fazer uma sugestão, abandonemos a EU e tentarmos aderir à União Africana, sempre ficávamos mais dentro dos parâmetros.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 03, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 5ª de várias)

Os Ministérios da Educação e as suas políticas, são mais uma parcela desta equação. Uma parcela importante, já que representam a fatia mais grossa do laxismo, incompetência, desleixo, desmando, cretinice e estupidez que vem passando pela Educação Lusa.
Nos dias a seguir ao 25 de Abril, quando éramos todos comunistas, o afã da sociedade igualitária nivelada pela rama depressa exterminou o ensino das escolas comerciais e industriais, erro crasso, mal ou bem essas escolas absorviam a sua quota parte da formação de quadros médios especialistas, em que hoje somos tão carenciados.
Passado o período pseudo revolucionário, desaparecidos os últimos ecos da contestação revolucionária, os anos 80 vêem surgir os novos Ministérios da Educação, impantes de novidades, reformas e PGA’s, escusado será dizer, a quem viveu aquele período a asneirada colossal que foi aquilo tudo. Os anos 90, foram a consagração da asneirada, incapazes de se adaptar aos novos tempos os Ministérios, inventaram, copiaram políticas e estratégias estafadas de outros países, que pecam sempre pelo mesmo motivo, são boas lá de onde vem, aqui com a maltinha que cá vegeta, soçobram.
Veio a “Paixão” o “Choque Tecnológico” “ o Modelo Finlandês”, enfim vieram toda espécie das mais rematadas idiotices, de estudos mirabolantes de pedagogias líricas e demais trapalhadas, resultados práticos, nada, zero, népias!
Catadupas de senhores doutores inteligentes e sapientes, resmas de engenheiros preclaros e iluminados, no fim no fim nada. A tristeza que temos, de Cavaco a Sócrates, uma infindável procissão de incapazes, cada um pior que o outro, cada Ministério da Educação mais alucinado que o próximo, cada política de educação mais estapafúrdia que a próxima. A grande maioria de indigentes mentais que passou por estes Ministérios, isto a julgar pelo que fez, não tem a mínima noção do que é educar, do que é o ensino e daquilo que é necessário para o fazer.
É triste estarmos constantemente a bater nos Governos e nos governantes, mas com exemplos como nos tem dado e difícil não o fazer, então não existirá nada que tenham feito bem? Talvez, mas as abstrusidades que fizeram suplantaram largamente o pouco bem que possa ter sido feito. Na Educação, andamos aos solavancos, qual carro avariado, connosco lá dentro a rezar para que não pare de vez. O nosso Ensino está podre, moribundo, em farrapos, fruto de Ministérios e Ministros, com uma clara incapacidade para a função, a política dos manuais escolares é disso exemplo, uma grande e absurda cretinice, os programas de ensino outro desvario idiota, os meninos fazem de tudo na escola excepto aprender, perpetuamos através do nosso sistema de ensino as nossas melhores qualidades, o laxismo, o facilitismo a incompetência, a incivilidade e a falta de cultura, o desrespeito pelo próximo e a fuga aos deveres de cidadania.
É paradoxal que num Ministério que se chama da Educação, exista tanta falta da mesma, tanta falta de bom senso e tanta falta de responsabilidade. Uns destes dias talvez vejamos um verdadeiro milagre, o milagre da Educação, do Civismo e da Cultura.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, junho 29, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 4ª de várias)

Os Professores, são outra componente importante desta equação, todos sabemos que esta função é especial, deveria ser encarada, como especial, deveria ser protegida, bem paga, enaltecida e respeitada. Infelizmente não é nada do acima descrito.
Nos dias que passam, ser professor é a angústia, o desespero, o desalento, o desencanto e o ódio. Claro que 30 anos de abusos, de legislação abusiva e de disparate, conduziram a classe Professores ao estado a que estão hoje, ele era, artigos para tudo e para nada, faltas atrás de faltas, baldas e rebaldas, galfarrices várias mais ou menos legais.
Depois a juntar à festa, permitiu-se num período de carência, que qualquer gato-sapato, fosse professor, a classe e qualidade bateram no fundo. Engenheiros, advogados, policias, ladrões, arquitectos, toda a bicharada que para arranjar uns trocos ou por não ter mais nada para fazer ia dar aulas, como se ensinar e ajudar a educar fosse uma coisa na qual não deva existir muita atenção carinho e empenho.
Enfim banalizou-se a profissão, veio para ela gente que será excelente profissional em áreas tão díspares como o fabrico de pão ou a física nuclear, como professores foram e são das mais completas nulidades, Arrisco mesmo a dizer que metade dos professores de todos os graus de ensino, do pré ao universitário, são umas absolutas nulidades como professores, não sabem ensinar, são péssimos profissionais, dão mau nome à profissão.
Da metade restante, 50% são excelentes, por isso é que o descalabro no ensino não é pior, 30% cumprem com honestidade a função, 20% são fracos mas ainda assim muitos furos acima das nulidades.
A culpa dos professores, reside essencialmente no abandalhamento em que deixaram cair a profissão, na rebaldaria de faltas de descrédito em que muitos lançaram a profissão. Verdade seja dita que a maioria das pessoas nem sonha o que é ser professor, muito menos hoje.
É imperioso que se avaliem os professores, que se promova a excelência, é imperioso que os Sindicatos de professores assumam a defesa honesta dos bons profissionais e condenem os disparates e as falcatruas, a começar nos próprios sindicatos, é imperioso que se dignifique a profissão.
A falta de formação, os ordenados de miséria, a instabilidade, o trabalho complementar que um professor necessita de fazer, todo o dinheiro que tem de gastar do seu bolso, não conheço profissão nenhuma que gaste tanto dinheiro do seu bolso para trabalhar com um professor. Todas estas condicionantes geram os maus profissionais que vegetam no ensino, que corrompem os excelentes profissionais que ainda lá estão, durante muitos anos os abusos foram tantos que hoje se paga o preço derradeiro do disparate e da falta de bom senso, vamos esperar por melhores dias, melhores gentes, melhores escolas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 27, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 3ª de várias)

Nós, os Pais desta geração de alunos, somos outra das componentes desta equação, do estado miserando do ensino em Portugal, num comentário a um post deste blogue a Teresa diz:” …não culpem os pais que andam aflitos a tentar pagar as rendas das casas.”
Por muita razão que tenhas não posso concordar contigo. Os pais têm de ser culpabilizados pelo abandono da Escola, pelo abandono dos seus filhos, pelo abandono da cidadania, pelo abandono do civismo e do respeito por si e pelos outros.
Os pais pura e simplesmente demitiram-se da educação dos filhos, a desculpa do trabalho, da renda da casa, do pão na mesa, serve para não educar serve para não dar exemplos. Isto é facilmente constatável, trabalho na Biblioteca de Almeirim, no final do dia quando saio, basta olhar para o chão para perceber, a educação que os pais dão aos filhos, 30 anos de campanhas para sermos amigos do ambiente, pouco mais conseguiram que arranhar a Porcolândia que somos, assegurada que está a nova geração de bácoros.
Ainda no meu local de trabalho constato uma coisa extraordinária, existe uma geração de utilizadores, que entra, diz bom dia e boa tarde, pede por e diz obrigado/a, tem todos mais de 50 anos, daí para trás até aos fedelhecos irritantes de 6 ou 7 anos, muito poucos são aqueles que conseguem articulara palavra obrigado e muito menos um Bom dia ou Boa tarde.
Não é à Escola que cabe ensinar estas regras de civilidade aos meninos, se bem que até se esforce para isso, estas regras cabem aos Pais, mas a grande maioria deles não o faz. Não adianta pois querer ter uma sociedade melhor se não nos importamos em a construir, quererão os Pais, que os seus filhos sejam educados por geração espontânea, ou talvez que se invente a pílula da boa educação.
Fazendo uma introspecção séria, teremos de nos autoavaliar enquanto Pais, ser honestos connosco e perceber onde falhamos, como falhamos e porque falhamos, deste esforço colectivo, tentaremos ser melhores para exigir mais, para ensinar e educar mais.
Nós os Pais desta geração somos, culpados, da mesma inércia laxismo e incompetência que criticamos, nos outros, somos tão mais culpados porque procuramos cordeiros sacrificiais que nos aliviem a culpa e que distraiam as hostes da nossa incompetência e culpabilidade. Numa analogia, não do código do Dan, nós os Pais desta geração somos o Judas Iscariotes do Ensino, ao negarmo-nos negamos a consubstanciação da nossa natureza de Pai uno com o Filho e abandonamo-lo na cruz, como Cristo no Gólgota “…Pai, porque me abandonas-te…”
Essa para mim é a nossa “mea culpa, mea máxima culpa”. O abandono a que votamos a educação dos nossos filhos, apoiando-nos somente nas escolas. Enquanto Pais, estamos a falhar, esse falhanço está à vista, até quando preferiremos ignorar, não sei, talvez para sempre.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 2ª de várias)


Para chegar a estas divagações, pensei numa fórmula que tentasse, na minha cosmovisão matemática, resumir o problema do ensino em Portugal, os posts serão feitos tendo por base esta fórmula.

um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, junho 26, 2006

O Ensino. (Humildes subsídios para a compreensão da estupidez endémica da Lusa gente. Parte 1ª de várias)

Num post recente, a caríssima amiga do Tribunal das Betas, que anda armada em calaceira pois não escreve nada, convidava-me a discorrer mais sobre o assunto,”Ensino”, devendo eu sugerir melhoramentos e soluções. Seria muito pretensioso, da minha parte dar soluções, ainda por cima a pessoas que me são superiores, hierarquicamente, academicamente e intelectualmente, só tenho uma porcaria duma licenciaturazeca que nem exerço, não sou muito inteligente, senão não estava a ganhar 80 contos num emprego precário, do qual gosto imenso, sim tenho essa sorte adoro o que faço e é curioso que em 1989 como Alferes na FAP ganhava os mesmos 80 contos mas adiante, nos post futuros sobre o Ensino, tentarei dar a minha visão, daquilo que considero deve ser o Ensino, a intenção é fazer com discordem do que digo, me chamem nomes, mas pensem no assunto e na sua gravidade.
Desde logo e à cabeça do problema, estão os alunos, nós os pais do pós 25 de Abril, aderimos de alma e coração às teorias libertárias que foram estabelecidas para tirar da opressão as pobres crianças oprimidas, abrimos a caixa de Pandora e libertamos os monstros, sim é preciso que nós pais tenhamos consciência das bestas quadrúpedes que em regra geral são os nossos filhos, é preciso dize-lo com todas as letras, BESTAS QUADRÚPEDES.
As crianças e jovens de hoje, são o mais reles e rasca sub produto da nossa incapacidade enquanto sociedade capaz de gerar melhorias e inovação, rendemo-nos aos bem intencionados rapazes da teoria do dar a outra face e às psiquiatrias da treta, que não só não tem conseguido mudar, nada como só complicam a educação da garotada.
As nossas crianças saem em geral, uns fedelhos irritantes completamente néscios, obesos e obtusos, entupidos até ao gorgomilo de morangos, açúcar e hambúrgueres. Aqui a psicologia acertou, conseguiu fazer de seres humanos, uma espécie de pastiche de clone de ser humano, uma coisa insalubre, irritante, pedinchona, mimada e emocionalmente imatura que é a criança da ainda existente classe média urbana.
Do outro lado da barricada, a criança da franja marginal da sociedade, da minoria étnica, o que quer que seja essa treta da minoria étnica, do bairro degradado, a quem se aplicam todas as teorias da psicologia moderna e que não funcionam ou então tem o efeito reverso, pois os putos fartos de apanhar seca dos psicólogos voltam-se para a delinquência. Aqui a violência o abandono, o alcoolismo, a falta de assistência dos pais das famosas comissões de protecção de menores, dos inefáveis omnipresentes e omniscientes pedagogos modernos, produzem crianças violentas, tristes e que morrem de maus tratos, de fome e de tudo o mais sem que ninguém parece conseguir fazer nada.
No topo temos a criança da elite, em tudo igual, à da classe média, excepto, na capacidade de pedinchice directamente proporcional à bolsa dos papás e no tratar toda a gente por tio, tia ou você. São igualmente mimados e irritantes.
Ora estas condicionantes sociais, produzem o quê, produzem que tipo de Alunos, simples, produzem regra geral, consciente como estou do perigo da generalização, alunos medíocres, desatentos, mal-educados, rapaziada para quem todas as disciplinas são uma seca e cujos interesse giram à volta dos ipod, hip-hop e barulheiras do género, xbox, charros, bezanas com shots e telenovelas de discutível capacidade intelectual.
Produzem Alunos, mal-educados, que desconhecem o significado de um simples “Bom Dia” do acto de esperar de ser paciente, de não interromper quem está a falar, Alunos que pura e simplesmente desconhecem o significado da palavra “NÃO”, habituados que estão a ter telemóvel topo gama e mais dinheiro no bolso do que seu que sou adulto. Estes Alunos, são o produto acabado da nossa incapacidade, da nossa incultura e ignorância, enquanto subsistir este modelo de educação o ensino será sempre a treta que é neste momento, estes pequenos bárbaros ignorantes são mais uma vez e apenas o resultado de uma sociedade triste, displicente, ignorante e estúpida. Com Alunos destes não há escola que resista. A solução para isto é simples, eduquem os pais para eles puderem educar, os filhos, educar é ensinar a respeitar o próximo, não cuspir no chão, não estacionar o carro em cima do passeio, pedir por favor, dizer obrigado e bom dia. Ter respeito por si enquanto pessoa, para ter respeito pela liberdade dos outros, ajudar empenhando-se em causas sociais, ler jornais ler livros ver concertos, ter prazer no conhecimento e incentivar a descoberta, nunca dizer que não tem tempo para o seu filho e suborna-lo com dinheiro. A para termos melhores alunos é simples, basta sermos melhores como sociedade, não é fácil, mas também não é impossível.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, junho 21, 2006

Projecções, admirações e confusões!

No outro dia escrevi um textozeco, dando umas arreatadas nos jornalismos de pacotilha que imperam na nossa terreola. Posteriormente nos jornais apareceram também alguns textos de gente séria, bem escrevente, que escreve em jornais diários, cujo conteúdo era aproximado aquilo que eu escrevi, tal facto fez-me pensar mais no assunto.
E chegar a esta reflexão; nós projectamos, em algumas categorias profissionais, a nossa esperança de mudança, queremos acreditar que existe gente que consegue realmente mudar isto, gente que é isenta e dedicada a causas, gostamos de acreditar que existe um punhado de carolas que são tudo aquilo que nós não somos enquanto sociedade. Os Jornalistas são um exemplo dessa projecção de esperança, elevados à quase condição de paladinos da verdade e da moral, situação que nós os consumidores de notícias fomos construindo, qual mito sebastianista, reflexo de um desejo de mudança, que por inércia e incompetência somos incapazes de ressuscitar delegando assim esse poder em terceiros, o que facilita a coisa.
Acontece que ser jornalista é ter uma profissão, igual a ser canalizador ou polícia, antes de ser jornalista, é-se um ser humano não isento de todas as virtudes e misérias da condição humana, essa pessoa também adora carros de alta cilindrada apartamentos no Algarve e mariscadas de 500 Euro, este é o pormenor que nós não intuímos. O Jornalista não é nenhum ser especial, é antes de tudo uma mulher ou um homem, com desejos com gostos com taras. Claro que esperávamos que o Jornalismo estivesse eivado de criaturas que famintas da verdade, devorassem a mentira e a revelassem nua e crua expondo os podres desta miseranda sociedade, infelizmente não está, existe um punhado de Jornalistas sérios, uma mão cheia de jornalistas medíocres, e uma enorme caterva de nulidades que se intitulam jornalistas, um espelho do resto da sociedade.
Temos de admirar este governo, temos de admirar a sua argúcia e sentido de oportunidade, isto a propósito da pobre bebé que faleceu num hospital em Espanha, onde por portas e travessas a obrigaram a ir nascer, com o seu infeliz falecimento colocou-se uma questão, então e a trasladação do corpo, como é?Quem paga? Em território nacional, é aos familiares que incumbem essas expensas, mas neste caso a criança está em Espanha, levada para lá, ou antes empurrada para lá pela cegueira economicista, dum governo de desvario acentuado, quem paga então?
Temos de admirar a resposta do senhor Ministro, foi a típica resposta dum manga-de-alpaca, da burocracia Lusa, a título excepcional e pontual, o Estado ou seja, todos nós os papalvos vamos assumir as custas. Com esta resposta o senhor Ministro elucidou bem o clímax da politiqueirice à Portuguesa, ninguém sequer tinha previsto esta situação. Temos de admirar semelhantes génios iluminados que engendram tais esquemas para poupar uns tostões, deixando de fora da equação o facto mais natural inerente à vida que é a morte. Realmente temos de abrir a boca e dizer um profundo e sentido Ahhhhhhhh! de admiração com tão eloquentes exemplos de sapiência e visão, caramba estes senhores mereciam estar na NASA, ou quem sabe talvez até serem a próxima tripulação a destacar para um voo espacial até Plutão. Este situação faz lembrar o tempo da outra senhora, onde os pobres diabos que eram obrigados a ir combater para África, caso falecessem, era à família que se imputava o pagamento da urna, claro que muitos por lá ficaram, um tio meu só regressou, o que restava dele, em 92, altura em que toda família se cotizou para fazer regressar as ossadas.
A confusão instalou-se no Parlamento de Portugal, lançando mão de uma prerrogativa que só os senhores deputados da Nação, têm, antecipou-se os debates para a manhã e adiaram-se outras questões para o dia seguinte, porque hoje Portugal joga contra o México e os diligentes, incansáveis, preclaros e responsáveis senhores Deputados da Nação, querem ir beber umas Minis e desbastar um tremoço de desfastio enquanto assistem aos nossos rapazes a dar uma trepa aos Zapatas e Panchos mexicanos, espero eu.
Caros senhores Vexas. laboram numa terrível, confusão, os senhores, não trabalham na oficina do Zé Carlos, ou na Loja do Serapião, não! Os senhores são Deputados deste país eleitos, para ajudar o país, os senhores têm o dever moral de dar exemplos de bom senso, os senhores tem o dever de ter moral.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 20, 2006

Qual Paz, qual carapuça!

É, esta coisa das politiquices tem que se lhe diga, na Palestina, não contentes com a guerrilha de desgaste que têm com Israel, os Palestinos, agora desancam-se uns aos outros, que tipo de respeito querem aqueles cavalheiros que a comunidade internacional lhes dê, se eles se prestam a galfarrices do género western.
A luta de poder intestina entre o radicalismo assassino, do Hamas, por oposição à moderação da Fatha, irá provocar e já está a provocar a ruína absoluta da Autoridade Palestina, do Governo da Palestina e do próprio projecto independentista, de criação de um Estado Palestino Livre.
Em Timor assistimos à mesma luta pelo poder, intestina, onde gente poderosa manipula, os fantoches, pobres e sub nutridos a seu bel prazer, gerando violência e desconfiança, fazendo perigar um país que depois de 30 anos a sonhar com a independência tarda em se assumir, como no caso anterior, a teia de interesses internacionais é mais que muita, senão como explicar que as tropas da Austrália estejam a proteger, quer os insurgentes quer o governo.
No Afeganistão e no Iraque, a imposição da democracia, conceito arredio aquelas culturas, não está fácil, a instauração de conceitos por decreto, não funciona, como bem sabemos cá no burgo, no entanto os modernos cavaleiros da virtude, esforçam-se por pregar e impor uma moral, que eles não possuem, a ver vamos, quem ganha esta guerra de desgaste.
Estas quatro situações, simbolizam bem o estado do mundo actual, juntaríamos ainda o Sudão e toda a região do Corno de África, a guerra esquecida da Frente Polisário, dos Independentistas Kanakas da Polinésia Francesa, a guerrilha Maoista do Nepal, os movimentos revolucionários de Chiappas no México, os Tigres Tamil do Sri Lanka, a Chechénia a Abkazia o Nagorno Karabach, os Balcãs, a revolta dos Karen na Birmânia. Podemos dizer este não é um Mundo em paz, alias essa paz é, uma paz podre, que a maioria da Europa vive e o norte da América, porque a criminalidade em alguns destes países chega a provocar mais vitimas e mais desconforto que as guerras convencionais.
Por cá, na nossa pequenez de espírito, com frequência se ouve, que isto é um sossego, que comparado com outros, isto é o paraíso. Agora imaginem o que seria esta terra se a juntar às mortes na estrada, ao alcoolismo, à total falta de civismo e regras, à impunidade, desleixo, incúria e bandalheira generalizada. Se a isto se juntasse uma guerra ou um conflito político que degenerasse numa guerrilha de facções, aí este país seria verdadeiramente um local inabitável.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, junho 19, 2006

O que eu penso sobre…

As migrações, foram e serão sempre factores de destabilização, por mais afinidade que o migrante tenha para com local onde decide ficar a residir, o choque é inevitável, em maior ou menor grau. Os Europeus de hoje assistem aos primórdios da mudança, nada que não tenha acontecido ao longo da história, a Europa está em mutação, as migrações vem mudar a face desta velha e gasta Europa, do inevitável caos que mais 100 menos 100 anos se irá dar, esperemos que renasça uma nova Europa, capaz de corresponder aos desafios que lhe serão postos.
A Europa soçobra, vitima do seu próprio sucesso, a miragem do Eldorado, faz acorrer a este continente, gentes dos quatro cantos do mundo, acontece porém que a este ritmo, o que nos espera a todos é a falência, a insolvência a desordem a fome e o caos.
Catastrofista pensarão alguns, não realista, sendo que isto não passa de uma mera hipótese e se tudo correr bem daqui a 100 anos o meu trineto lerá estas linhas e dirá; este meu antepassado era um cromo dos difíceis.
Vejamos, os sistemas desta Europa socializante e social, estão esgotados, estão em falência ou em pré falência, França, Reino Unido, Holanda, Alemanha tal como Portugal, estão com a sua segurança social à beira da ruína. As causas desta ruína, são iguais em todos os sítios, a própria Suécia está a experimentar problemas nesta área. O envelhecimento da população as baixas taxas de natalidade, a pressão das populações de migrantes, vindas de países do terceiro mundo, a crise económica, a má gestão, são as causas próximas.
O modelo do Estado previdência está esgotado, está em crise, a Holanda vai aprovar uma legislação que impõe a todos os não nacionais, que queiram residir em território holandês, a obrigatoriedade de frequentar um curso de 600h, para depois fazer um exame para a obtenção da nacionalidade holandesa, tendo o prazo de 5 anos para realizarem o curso e o exame, findo o qual serão multados, e finalmente expulsos do país. Sim isto vai acontecer na Holanda, o paradigma europeu da liberdade e igualdade, porquê?
Simples, porque os holandeses estão fartos de alimentar e engordar quem depois lhes morde a mão. Esse é um facto, que ocorre em todos os locais onde existem grandes comunidades migrantes. Estou a culpar os migrantes, não. Estou simplesmente a constatar que eles são parte da equação do problema, talvez nem sejam a parte mais importante.
A Europa como a conhecemos, é uma espécie ameaçada, se acabar não será necessariamente mau, a evolução talvez traga o advento de um avanço da espécie que permite outras visões sobre o mundo, visões mais solidárias, mais humanistas, agora que temos um problema, temos, que não conseguiremos auto-financiar este estado providência, por muito tempo, não conseguiremos. Devemos fechar as fronteiras, talvez quem sabe, devemos expulsar os migrantes ilegais, estou inclinado para o sim, mas também tenho dúvidas, precisamos de migrantes, não creio.
Precisamos de pensar muito, de reflectir ainda mais, de repensar e de voltar a reflectir, sim sem dúvida, posições extremistas quer dos racistas de extrema-direita e extrema-esquerda quer do liberalismo de porta aberta da esquerda radical, não são boas soluções, o bom senso tem de imperar.
Só uma coisa é verdade, algo tem de ser feito, pois corremos o risco grave de passarmos de espécie ameaça a espécie em vias de extinção.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, junho 18, 2006

Notas de Fim de Semana

Finalmente Portugal ganhou com classe, com esforço e honrando a camisola, gostei, gostei mesmo, após um primeiro jogo da treta, desta acertamos e o Irão foi dar banho ao cágado, Força Portugal.
O plano cretino deste PS cada vez mais neo liberal e menos socialista, contabiliza a primeira vitíma, a parturiente metida dentro de uma ambulância, e despachad à pressa para fazre 50 quilómetros até outro hospital, perdeu o filho, o que doeu mesmo foi a conversa do responsável, relativizando a ocorrência, relativizando a morte e o sofrimento daquela família, issoi dói e muito.
Não escrevo mais vou jantar vemo-nos amanhã
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, junho 16, 2006

Os Parolos e os Labregos

Suponho, que viram a cerimónia de abertura do Mundial, que parolice, aqueles Alemães são do mais piroso que deve existir. Então vão usar a cerimónia de abertura do campeonato do mundo de futebol, cerimónia vista por milhões de pessoas por esse mundo fora, dizia eu, vão abrir a cerimónia com folclore, com gajos vestidos de calções de cabedal a tocar chocalhos e a dançar danças tradicionais da sua cultura, mostrando assim a sua raiz etnográfica e cultural ao mundo, que parolos, que idiotas, se fosse cá em Portugal a coisa seria realmente boa, com uma boa dose de Rap ou hip-hop, à mistura com umas coreografias intrincadas para aguçar o engenho e despertar o sono, ou ainda com uma boa kizomba, que como se sabe é uma música tradicional portuguesa.
Os Alemães são uns parolos de primeira, onde já se viu elevar o Folclore à dimensão de espectáculo cultural, que tristeza, deviam vir a Portugal, nós cá é que sabemos da poda, Folclore vem no fim do cartaz e quando não existe mais nada, serve só para encher e para os velhadas estarem de boca aberta.
Por cá os labregos, voltam a fazer das suas, não saber o hino pode vir a ser factor de não atribuição da nacionalidade portuguesa, caramba vamos perder 9 milhões de almas, a maioria não sabe o hino, num jornal diário, 4 entrevistados, achavam mal esta medida, confessando que dos 4 só 1 sabia o hino nacional, outra novidade que já deu discussão ao mais alto nível, tem sido a questão da bandeira nacional, com o afã nacionalista do mundial, andam aí uns labregos a usar as cores nacionais, para vender publicidade, um ilustre constitucionalista disse, e eu concordo, que isto é uma questão de civismo, não é uma questão criminal.
Numa e noutra situação, fica bem patenteado os labregos que somos, não temos respeito por quem somos, pelo que fomos e muito menos pelo que iremos ser, como diz um amigo meu”Pá se os gajos de valor foram os que se meteram ao mar para ir descobrir outras terras, o que cá ficou foi a escumalha, o que explica bem porque está esta terra como está”.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, junho 14, 2006

Vamos Lá Ver se a Gente se Entende, Porra!

Sinceramente ainda não percebi o que a malta quer. Quer fazer de conta que vive num país civilizado, ou quer enfrentar os problemas e chamar os bois pelos nomes, deixando-se de cretinices e sentimentos de piedade hipócrita.
A malta adora, poder dormir de consciência tranquila, já deu o saquinho de comida pra África, adora descansar, alguém faz o trabalho sujo, por eles.
No entanto quando a coisa descamba é vê-los irritados até mais não, cheios de verve de reacções de opiniões e de comentários, apetece perguntar, o que faz você meu amigo para mudar a situação?
Sei a resposta, o senhor ou a senhora troca a sua consciência, por dinheiro, corrompe a inteligência e apega-se à moral mesquinha dos pobres de espírito, junta-se à carneirada e bale alegremente até ao altar onde numa longa orgia de sodomia colectiva nos fecundamos uns aos outros, uns mais que outros uns activos, poucos e a maioria em santíssima passividade de quem gosta do rabinho inchado.
As modernices globalizantes, deixaram os nossos neurónios em pó, reduzidos à inércia da actividade básica, do cagar e mijar e pouco mais. Não se pode dizer preto porque é racismo, não se pode bater porque o menino fica traumatizado, não se dá um tiro ao galfarro porque coitadinho é dum bairro problemático, não se diz que o cigano é racista porque racista só eu.
Ora e com perdão da palavra, recorrendo ao vernáculo do meu amigo, Zé Mendes, ilustre homem do Bulhão, “A Puta que os Pariu!”A grande maioria das alimárias desta terra não sabe o que anda cá a fazer. Limita-se a carneirar e a mandar bitaites. Abram os olhos, reajam.
Hoje é quarta-feira estou a trabalhar, amanhã também, em casa, sexta e sábado vou estar a trabalhar, não tenho tempo para pontes, e não me estou a queixar, estou simplesmente a fazer algo para que esta porcaria melhore.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 13, 2006

Começou a Avaliação

Uma Professora é agredida por familiares de aluno. A escola em questão fica no Lumiar perto de Lisboa, numa zona problemática, onde habitam alguns espécimes da etnia Cigana, criaturas que primam pelo respeito pelos outros e respeito pela Democracia e Estado de Direito.
O móbil da agressão, teve que ver com a chapada que a Professora deu ao fedelho ignorante que se portou mal. Que o imbecileco tenha feito porcaria acredito, que a professora lhe tenha dado uma merecida chapadona nas fuças não.
Não acredito, porque só quem não sabe o que é dar aulas em sítios destes, é que pensa que um professor se passa da cabeça e ferra uma chapada num cretino mal-educado daqueles. Isso nunca acontece porque o professor sabe muito bem se dá a merecida chapada ao cigano tem o baile armado, porque o resto da ciganada em menos de 5 minutos invade a escola e bate em toda a gente, chegando a polícia 30 minutos depois para varrer os vidros tomar conta da ocorrência, registar que não há queixa pois por medo ninguém se queixa e este é o Estado de Direito desta terra.
Verdade seja dita, que os ciganos não são a única espécie protegida que envereda por este tipo de comportamento troglodita, existem outras espécies a fazer o mesmo e assim vai andando o ensino em Portugal.
A escola desta vez uniu-se, auxiliares e professores fecharam a escola, em protesto, é pena que não se perceba que situações destas acontecem todos os dias, por esse país fora, verdade que nalguns sítios as pessoas apesar da etnia até já conseguem ter atitudes civilizadas, mas o normal é o trogloditismo símio do mais baixo grau, revelando a intolerância o desrespeito e o racismo dessas gentes. Claro que isto ninguém diz, claro que se varre para debaixo do tapete como se não existisse, na situação desta Professora a DREL tentou abafar o caso, é sempre assim, desta vez a união fez a força e a união de todos chamou a atenção para algo de muito grave que há muito tempo mina esta terra, sem que ninguém pareça querer fazer nada.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, junho 12, 2006

Notas Soltas

Esteve bem Sua Excelência o Sr. Presidente da Republica, no discurso do 10 de Junho, sabe Deus que não tenho grande consideração pelo homem, mas tenho de dar a mão à palmatória, esteve bem. Não deu as atoardas do costume, proferiu um discursinho honesto e escorreito, sem papalvices, que adora, sem mensagens encapotadas, verdade seja dita que o que disse foram uma série de lugares comuns estafados mas antes isso que as barbaridades discursivas do 25 de Abril. Esteve bem em dar relevância às FA de Portugal, existem aqueles maldosos que querem ver nesse facto um desafio ao Governo, não é a minha leitura, mas quem sabe!

O desfile militar foi uma excelente oportunidade para mostrar que urge, reformar as FA, redimensiona-las. Sócrates, respondendo à pergunta sobre o estado do material dizia, que não senhora que quem visse a parada hoje e há 10 anos notava a diferença do investimento feito.
Sócrates filho acorda, a malta não anda a dormir há 10 anos estavam lá os mesmos M60 com 40 anos, um até avariou, grande barraca, os mesmos M113 com 40 anos. As GMC e Berliet do tempo da Guerra Colonial, enfim a sucata do costume.

Ganhamos a Angola, sem convencer, tristes e bisonhos a selecção lá cumpriu, gostei de Angola jogo aberto sem medo a jogar e deixar jogar pena que do outro lado a Lusa malta estivesse meio a dormir, Costinha e Maniche são duas nódoas de grama que se arrastam pelo relvado, Mister Scolari. Abre a porra dos olhos, oh mula brazuca.


Zarquawi levou uma morteirada e tá fazer tijolo. Perdeu-se pouco, menos um imbecil à face da terra, não muda nada até porque o Rei dos labregos continua a presidir à Land of the brave. Home of the free! E o disparate vai continuar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, junho 09, 2006

Introspecções

Esta história da extrema-direita, deixa-me um amargo de boca muito grande, por si só é reveladora da incompetência dos governos e dos governantes em realmente fazer desta terra o Estado de Direito que ele deveria ser e não é.
Posso definir-me como um celta-ibero-greco-fenício-romano-arabe-visigotico-galo-inglês, naquilo a que se convencionou chamar Português, não preciso de ser mais multicultural, apesar de ser moda enfiar pelas goelas abaixo do povinho imbecil a multi-culturalidade como sinónimo de salvação e remédio de todos os males, a esse respeito acho completamente absurdo e triste que existam enchentes de imbecis que pagam para aprender kizombas, capoeiras e tolices desse género e quase não exista gente para dança Fandango ou Baile Mandado sem ter de pagar nada.
Sou laico republicano e humanista, trabalho pago impostos e só desejo respeitar e ser respeitado pelos outros, em relação a ser respeitado pelos outros estamos conversados, em Portugal grassa a cultura do desrespeito.
Para mim, pretos, brancos, azuis ou cor-de-rosa são todos iguais, excepto aqueles que me desrespeitam esses abomino, seja qual for a sua cor. Gente incivilizada e cretina, podem ser ciganos, pretos, brancos ou qualquer outro tipo de gentalha que faz da estupidez da intolerância do roubo e do sistemático abandalhamento a sua regra de vida.
Tenho o direito de não gostar de quem ou do que quer que seja, direito esse que me é garantido por uma constituição, que ninguém parece querer cumprir, por muito que me digam que não devo ser isto ou aqueloutro, eu tenho o direito de não gostar de pretos de brancos de ciganos de árabes de ingleses de franceses ou até de baluchis, tenho esse direito e ponto final, tenho também o dever de não atentar contra esses indivíduos e de respeita-los, mesmo quando eles não demonstram por mim qualquer respeito.
Gosto de Toiradas, excepto o toureio a pé que não me cativa muito, gosto de caçar javalis, alias a única coisa que gosto de caçar, gosto de fumar isso irá matar-me mas esse é um direito que me assiste, detesto o politicamente correcto, inócuo e limpinho que percorre uma sociedade podre como esta.
É por isso que quando o rapazeco da extrema-direita fala em estar preparado para se defender da escumalha eu concordo com ele, eu e milhares de Portugueses de todas as cores, que fazem da honestidade a sua lei, que trabalham, que pagam impostos e que desbragadamente são esburgados do esforço do seu suor por todo o tipo de escumalha.
Esse facto incomodou-me, eu concordo com aquele cavalheiro, um pobre diabo alucinado, mas nesse ponto cheio de razão, incomoda-me o faz de conta em que este país se tornou, incomoda-me que em geral a etnia Cigana, escarneça de mim e me roube, usando o dinheiro que eu ganho, sendo racista desprezando aquilo que eu sou, incomoda-me que na Cova da Moura e similares, exista gente que pensa que está em África, que sejam racistas até mais não, que me roubem que vivam com os subsídios vindos do dinheiro que EU, ganho. Incomoda-me que para dar dinheiro a toda esta escumalha existam pessoas como a minha Avó que com 85 anos ganha 15 contos de reis de reforma, isto incomoda-me, incomoda-me que se deixem estas pessoas fechadas em guetos, incomoda-me que não os eduquem nem que seja a toque de murro e pontapé, incomoda-me sobretudo pensar na trampa de terra onde tive o egoísmo supremo de fazer nascer o meu filho.
Incomoda-me um Estado que é incapaz de manter a ordem, um Estado que mente, um Estado que é incompetente, que nos deixa a sofrer, vítimas da escumalha e vítimas da elite política, nós os pobres papalvos respeitadores, trabalhadores e pagadores de impostos, somos o meio termo, somos o cordeiro a sacrificar, a escumalha rouba-nos para que os senhores do poder possam descansar e nós trabalhamos para dar os subsídios à escumalha e os ordenados aos senhores do poleiro e o seu descanso. Incomoda-me esta moda de não dizer aquilo que se pensa só porque não é politica mente correcto, aquele badameco pseudo nazi idiota, limitou-se a dizer aquilo que muita gente pensa, temos de desculpa-lo, pois é um cretino, mas no meio de todos aqueles disparates está uma verdade, que não aceita desmentidos, este país está podre, sem rumo e sem governo.
Um dia quando a malta estiver cansada desta farra como vai ser?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, junho 07, 2006

As coisas que eles dizem!

Em mais uma absoluta demonstração do estado calamitoso a que chegou a qualidade de quem nos governa, os protagonistas, um Secretário de Estado e um Ministro, revelaram a absoluta falta de tino e o completo desnorte que vai naquelas cabeças.
A propósito do incêndio na povoação de Fragoso Concelho de Barcelos, instado a esclarecer o atraso na utilização dos meios aéreos, quem muito teriam ajudado a reduzir a progressão do incêndio, o senhor Secretário de Estado, declarou que os meios aéreos não eram de todo necessários e que o combate principal se faz com os meios terrestres.
Pergunto eu, afinal os meios aéreos servem para quê? Já que a apresentação do novo modelo de utilização de meios aéreos decorreu com tanta pompa e alarde, ficamos nós os ignorantes sem saber se afinal os zingarelhos aéreos servem ou não para alguma coisa, pois em Barcelos eles eram de extrema utilidade e nem um por lá passou, quando era mais necessário, em complemento e senhor Ministro da Administração Interna na típica atitude de governante, relativizou a perda que aquelas gentes sofreram. Mais uma vez pergunto eu, como é que alguém que é pago do meu bolso para zelar pelos meus interesses, relativiza e negligencia a minha segurança e os meus bens? Como é que cavalheiros desta igualha chegam a Ministros? Mistério.
Quase de seguida e sem nos dar tempo de respirar, o mesmo Ministro na sequência da prisão, do rapazeco da extrema-direita, vem dizer que o Estado não pode permitir que alguém venha à televisão, mostrar armas e fazer ameaças. Vi a reportagem e o tipo não vez ameaça nenhuma, mas adiante, mostrou a canhota e catrapumba, gaiola com ele.
Creio que a mensagem é bem clara, rapaziada do gamanço e escumalha em geral que trafica armas, que mata e rouba, ficam desde já avisados, nada de ir à televisão e demonstrar que afinal este bananal de nome Portugal é tanto um estado de Direito como eu sou rei da Pérsia, que para quem não sabe, agora se chama Irão, podem continuar descansados a roubar e a matar, que a competente malta do Governo deixa, excepto se forem à televisão mostrar que afinal os senhores das gravatas de seda e fatos Armani, são duma total e atroz incompetência.
Isso não podemos permitir, caramba afinal se toda a gente começa aparecer na televisão, qualquer dia começam a querer que façamos alguma coisa, ao invés de andarmos aqui neste faz de conta que fazemos alguma coisa para deixar tudo ainda pior.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 06, 2006

A Rainha da Sucata

O Governo anda em bolandas com a famosa LPM, a Lei da Programação Militar, esta forma de delírio prevê dotar as FA de Portugal com meios militares credíveis que pssam assegurar um bom desempenho, onde e quando seja necessário enviar as nossas tropas, no entanto mais uma vez, esta LPM, já existiram outras com outros nomes igualmente canhestros e pomposos, irá dar com os burros na água.
O problema aqui é que os cavalheiros que são escolhidos para ministros da defesa, são duma atroz ignorância no que concerne às FA, para além do nosso país continuar a ter e a permitir uma certa megalomania ao meio castrense.
Alias, ministros da defesa com algum tino, nos últimos 30 anos nem rasto deles, como noutras áreas, sucederam-se uns atrás de outros os exemplos de incompetência e a mais completa e triste ignorância, ainda assim, dentro da categoria, o PSD leva vantagem sobre o PS, com a excepção do delírio Portas, pois produziu um ou outro ministro da defesa de qualidade sofrível, o PS parece não acertar, não há um ministro da defesa oriundo de gabinetes PS que tenha prestado.
O anúncio da venda de F16, de Alouettes e de Fragatas, coloca-nos finalmente na situação de termos de assumir a nossa vocação de Sucateiros, até aqui só comprávamos, e mal toda a sucata que os Ianques tinham de sobra, agora vamos também começar a vender essa mesma sucata. Os helicópteros Alouette tem mais de 60 mil horas de voo, não discutindo a sua relativa capacidade operacional, são sucata, datada em alguns exemplares do tempo da Guerra Colonial, as Fragatas da Classe João Belo, são chaços aquáticos com 40 anos, toneladas de ferrugem, tapadas por vinte ou trinta camadas de tinta, por último os F16, avião construído nos finais da década de 70, apesar de ainda ter uma grande capacidade operacional, são também sucata, pois devem ter milhares de horas de voo, são oriundos da Guarda Nacional dos Estados Unidos, que para quem não sabe é para onde vai o melhor da sucata das FA Americanas, são bons mas são sucata.
Resta saber quem compra esta sucata, só países de terceiro mundo, cujo poder de endividamento e a capacidade de pagar devem estar no vermelho, são esses os potenciais clientes, é a isto que estamos reduzidos.
Ressalve-se a coragem do actual Ministro da Defesa, finalmente assumiu a nossa vocação de Sucateiros.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, junho 03, 2006

Ele há dias assim!

Nesta terra, há coisas que nem ao Diabo lembram, num país maltrapilho e sujo, com tendências megalómanas, de quando em vez acontecem coisas que nos deixam de cara à banda, por mais disparatadas que sejam e quando se pensa que pior é impossível alguém nos surpreende, com algo ainda mais ridículo.
Ficamos esta semana a saber que por iniciativa parlamentar, um senhor deputado pegou numa petição envia para a AR por cidadãos com as respectivas 5 o mais mil assinaturas e vai daí que quer ver aprovado por essa câmara a instituição do dia nacional do cão.
Concordo em absoluto com a ideia, até com os argumentos, em especial num país que tem as taxas de abandono de animais mais miseráveis da Europa, no entanto, num país onde existem pessoas que tem reformas de 100 Euro, onde crianças ainda fazem 20 e 30 quilómetros alguns a pé para ir para a escola, onde o analfabetismo é enorme, onde os salários são miseráveis, num país destes, um deputado estar preocupado com o dia nacional do cão é de bradar aos céus.
Não terá essa criatura nada de mais relevante, para ocupar a aparente limitadíssima mente do que uma farçolice destas, não terá o senhor deputado vergonha de gastar o nosso dinheiro numa cretinice deste calibre, pois creio que não tem.
E então que mais iniciativas terá o senhor deputado, que tal o dia nacional do cágado, ou do canário ou talvez do peixinho dourado.
Caramba tenham vergonha na cara.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, junho 01, 2006

A História Repete-se

Timor Lorosae, foi assim que nasceu um país que nunca existiu, cuja existência, está agora ameaçada pelos mesmos que lutaram pela sua independência do jugo do carrasco Indonésio. Recordam-se seguramente que nesses idos tempos, a Austrália, fez o papel de advogado do diabo, não se comprometendo até ter assegurado o negócio do petróleo, o amigo Americano manteve-se ao lado da Indonésia até a Austrália concluir as negociações e ficar com o petróleo Timorense, a partir desse momento, veio então a condenação da Indonésia e o abandono da mesma à sua sorte, a partir desse momento a independência de Timor era uma questão de tempo, como de facto foi.
O Timor Lorosae é uma amálgama de 15 ou 16 grupos étnicos e outras tantas línguas, o passado tem ainda um peso muito importante, pertencer a um determinado grupo étnico ou dentro desse a um determinado clã e a determinada região, implica ódios ancestrais, questiúnculas territoriais e total falta de espírito de país.
Os seus líderes mais mediáticos não são de todo, representantes do típico povo de Timor, Xanana é mestiço tal como Ramos Horta, Alkatiri é do Iémen. No entanto todos tem feito um esforço considerável para criar nos vários povos que habitam aquela parte da ilha, um espírito de identidade nacional, uma dessas tentativas foi o promulgar o Português como língua oficial a par do Tétum, que com o Bahasa Indonésio são uma espécie de línguas francas da população, no entanto esse espírito tarda em se manifestar, ou como dizia Almada, “ … que se manifesta não se manifestando…”.
O recente episódio que envolve militares oriundos de um grupo étnico de uma determinada região, mostrou quão periclitante é o equilíbrio, Timor Lorosae, está ainda muito longe de concretizar o sonho, velho de três décadas, ser um país independente, os velhos fantasmas que levaram à anexação pela Indonésia estão de novo a emergir, hoje não é a diferença ideológica, que em 75 separava a UDT da FRETILIN e lançou o país na guerra civil e propiciou o assalto dos indonésios com a conivência do sempre eterno Mr. Kissinger e do seu governo.
Hoje são as lutas tribais, dos anos de 1500 e 1600 que estão de volta, serão razões talvez mais mesquinhas, no entanto não menos perigosas e mortíferas, a GNR vai para Timor como paliativo de salvação, oxalá seja um bom método de aplacar a sede de violência de uma terra, que ainda sobrevive, entre a mais atroz pobreza e analfabetismo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, maio 31, 2006

Barbárie Escolar

Ontem a RTP realmente prestou serviço público, ao mostrar as imagens e os testemunhos daqueles que sofrem mais do que é exigível, para trabalhar.
Ser professor neste País é como pertencer a um contingente das Nações Unidas que está numa qualquer fronteira sabendo que a sua margem de manobra é exígua e que de um e de outro lado da fronteira está gente ansiosa por lhe dar um tiro.
Na discussão que se seguiu, foi notório que o Sr. Secretário de Estado é mais um lírico igual aos muitos que tem passado por aquele Ministério, cheio de ideias fantasistas e delírios finlandeses.
A verdade nua e crua ficou bem patente, a Escola como está não ensina, não educa, é um mero aviário, na minha curta experiência lectiva, mudei a tempo, constatei por diversas vezes situações similares, agressão física e verbal, coacção, chantagem, assédio, enfim uma falta terrível de respeito.
Entre os meus colegas, existem 5 ou 6 que já tiveram esgotamentos, depressões nevroses, duas delas tiveram de sair do ensino a conselho médico. E porque se passa isto, porque é que a Escola que deveria ajudar a formar cidadãos capazes e educados, está a formar analfabetos violentos.
As raízes radicam fundo, começam logo por uma anedótica formação dos professores, o que leva a que eles saiam para as escolas sem o mínimo de traquejo para enfrentar uma turma de pequenos aspirantes a Áttila.
Depois há uns anos todo o gato-sapato, ia dar aulas e ser professor, rapaziada sem réstia de formação, junte-se a isso a loucura libertária das novas correntes educacionais, que só funcionam em sociedades culturalmente evoluídas e mesmo aí tem tido alguns problemas, juntem-se também os explosivos bairros degradados de lixo branco de pretos e ciganos, em especial os últimos, gente que continua a viver como se estivesse noutra dimensão e obtemos esta situação, que recordando uma expressão vernácula dos meus tempos de tropa é “uma real cagada em três actos”.
A Escola está podre porque nós enquanto país estamos podres, a reportagem de ontem deveria ter servido para alertar os lorpas, que estavam com certeza demasiado ocupados a papar as noveluchas da ordem.
Isto é tudo tão mau, que mete dó, viver numa terra destas, a frase de Salgueiro Maia, faz cada vez mais sentido, “… o estado a que isto chegou…”

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 29, 2006

É só Rir!

De quando em vez, mais vezes do que seria desejável, a nossa Justiça brinda-nos com verdadeiras pérolas de genialidade, que nos deixam de queixo caído. Numa edição recente de um diário nacional, apareceu um artigo que sucintamente passo a transcrever.
O caso ocorreu algures no Norte, uma mulher, rouba 4 queijos de vaca de um supermercado, uma daquelas embalagens, de 4 queijitos, pouco maiores que um ovo, vai daí é apanhada e enviada a Tribunal, o Juiz desse Tribunal, arquiva o caso por achar que o caso é por demais irrelevante, até porque o supermercado havia desistido da queixa e perdoado a mulher.
Num assumo de probidade e defesa do interesse nacional o Delegado do Ministério Público resolve recorrer, perante o perigo de reincidência dessa criminosa empedernida, essa vil ladra de inocentes queijos industriais de sabor duvidoso, o caso acaba no Tribunal da Relação do Porto, onde num processo que impressionou pela celeridade os senhores Juízes Desembargadores, num acórdão de três páginas, reabrem o caso, pedindo a reabertura do processo, solicitando a substituição do Juiz que arquivara o caso por um outro que efectivamente o julgue, declarando também que os 4 queijos em causa são claramente demais para quem simplesmente só quer matar a fome (sic), incorrendo a arguida numa pena de até 3 anos de prisão.
Temo bem que os tribunais, venham a ficar muito mais congestionados, ao que parece os senhores Juízes são também detentores de formação na área do Nutricionismo, podendo também ser úteis na obtenção de conselhos sobre o que comer e como matar a fome, nesta altura de Verão com toda a gente a querer queimar os excessos do Inverno, creio que as bichas de gente frente aos tribunais para que os senhores Juízes prescrevam uma dietazita, vão ser enormes.
Num país, em que a corrupção é o que é, onde mega processos, tipo Casa Pia, Apito Dourado e por aí adiante, acabam em águas de bacalhau, num país onde os verdadeiros ladrões nunca são importunados, três Juízes Desembargadores perdem tempo a julgar o roubo de 4 queijos e ainda se arrogam o direito de emitir opiniões sobre o que é ou deixa de ser próprio para matar a fome. Por amor de Deus!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, maio 19, 2006

A Vã Glória

A nossa imprensa escrita, falada, televisiva e radiodifundida, é má, é péssima, os jornalistas são maus, as reportagens são cretinas, a informação digna desse nome é incipiente, ressalvem algumas poucas excepções.
Os supostos programas de informação, “Prós e Contras” e quejandos, são de uma atroz pobreza franciscana, apresentados por criaturas, medianas para ser simpático, intumescidas de pó de arroz ou lá que raio usam para se maquiarem, os convidados são sempre os mesmos e a falar de si próprios, enfim uma tremenda pepineira de dar sono ao noctívago mais militante.
Os jornalistas estão presos das teias de conhecimentos, que eles próprios criaram, atascados alguns na trampa até às orelhas, fazendo parte dos grupelhos de desinformação, que constantemente se arvoram em fazedores da opinião pública, coniventes com a situação ou demasiado cegos por serem da oposição a maioria dos jornalistas voga num limbo de ambiguidade decadente, donde não exsuda nada de bom.
Os lorpas que ainda lêem jornais, ficam de boca aberta, com tanto disparate e cretinice, claro que os governos vão ajudando a criar várias leis da rolha, que previnem o descobrir da careca das suas galfarrices e dos seus acólitos.
Onde está o grande jornalismo de investigação, onde estar a pesquisa, onde está mostrar a este país a podridão que por aqui vai, mas de forma objectiva e equidistante, não de forma sectária, como vemos publicado e dito.
Onde está o jornalismo político sério e desinteressado, sem direito a ter um qualquer cargozito de assessoria em Londres ou noutro sítio qualquer, por troca de artigos a favor de governos incompetentes. Onde pára o jornalismo isento e objectivo?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 15, 2006

Ao Deus Dará!

È assim que anda este país. Também não é de hoje, já andamos assim, há imenso tempo; perdidos e em total desnorte. O fecho das maternidades é um daqueles assuntos que nos deveria fazer pensar no que andam estes senhores políticos a fazer a esta terra.
O argumento do senhor Ministro prende-se com razões do foro da segurança dos nascituros e das parturientes, com a falta de condições que existem em muitas destas maternidades. Ora esse seria um argumento inteiramente compreensível, se nós não soubéssemos que a real preocupação é economicista e estatística.
Mas para além desse fecho, que não é de todo o mais importante da questão importa perceber porque é que esses blocos de partos não tem as tais ditas condições e porque é tem tão poucos partos.
Esta onda cega de encerramentos, é mais uma prova cabal da incúria dos senhores do poder, da sua inépcia e laxismo, estes encerramentos, ocorrem porque o interior foi assassinado, pelos mesmos que em altura de eleições lá vão derramar lágrimas de crocodilo, sucessivos governos de ineptos propiciaram o abandono do interior do país, esqueceram-no, desleixaram as suas instituições e o seu desenvolvimento, eximiram-se a cumprir aquilo para que são eleitos.
Claro que é muito mais fácil encerrar do que organizar um plano sério de desenvolvimento do interior, claro que é mais fácil encerrar do que afrontar a poderosa Ordem dos Médicos, claro que à boa maneira Lusa, se opta pelo mais fácil e que dê menos trabalho, assim perde o interior e perdemos todos.
Perdemos mais uma oportunidade de revelar que conseguimos ser melhores que conseguimos singrar, tornar-nos mais modernos, olhar para as pessoas e para as suas reais necessidades.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, maio 05, 2006

VOLUNTÁRIOS PRECISAM-SE

Amigos,

Uma vez mais a Rarissimas necessita da vossa ajuda.

Fomos autorizados a colocar uma banca para venda da nossa mascote - O Trevinho - no Mundo Abreu (Feira de Viagens das Agencias Abreu) que se realiza este fim de semana na Sala Tejo do Pavilhão Atlantico em Lisboa.

Assim necessitamos de voluntários para ajudar a vender a nossa mascote.

Os turnos são:

Dias 6 7

11 - 14H
14 - 17H
17 - 20H
20 - 22H

Os interessados podem contactar a Rarissimas através do e-mail: info@rarissimas.org e inscrever-se nos turnos que quiserem ou preferirem. Posteriormente serão contactados para confirmação.

A Rarissimas agradece a ajuda de todos os que contribuirem para mais uma acção que irá contribuir para pôr de pé a nossa "Casa dos Marcos"

Um abraço deste, vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, maio 03, 2006

Uma no Cravo Outra na Ferradura

Estas comemorações da Revolução de Abril ficam marcadas pela polémica, alias polémica essa, de todo disparatada. Ao invés de nos centrarmos em coisas concretas, em reafirmar os valores de Abril, numa altura onde apesar de tão pouco tempo passado, tanta gente se esqueceu do “tempo da outra senhora”.
A questão principal girou em torno do “cravo”, do seu uso ou não. O cravo ficou como um símbolo da pseudo Revolução de Abril, é um símbolo da paz, um símbolo que calou as armas, é um símbolo do povo, pois foi o povo que o sancionou. Que uma certa esquerda trauliteira se tenha apropriado desse símbolo está errado, do mesmo modo está errado que uma certa direita mentecapta não faça uso desse símbolo, assim como assim com ou sem cravo Abril é um iniludível momento da nossa história contemporânea, que lançou as bases da nossa ainda incipiente Democracia.
Sua Excelência o Presidente da Republica arengou um discurso parecido consigo próprio, sem imaginação, cinzento e de pouco alcance, sem se comprometer falou aquelas coisas que ficam bem ao mais alto magistrado da Nação, coisas essas que enquanto governante nunca colocou em prática, mas adiante.
Falar de Abril é falar de esperança, é crer num país que por demais dolente tarda em se cumprir. É falar no esbater de desigualdades, é promover a educação como única arma de combater a exclusão a pobreza e estupidez militante deste povo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, abril 18, 2006

A Quarta-feira Antes do Fim do Mundo

Os deputados também são filhos de Deus, caramba. Então se milhares de pategos fugiram do trânsito caótico da capital e se foram encafuar no trânsito caótico da A2, da Via do Infante e da Nacional 125, porque não poderiam os senhores deputados dar um saltinho a Cancún, à Serra Nevada ou à Praia dos Tomates, que diacho, afinal esses senhores são o espelho da Nação, representam a Nação são a nossa elite.
Pela qualidade da elite se pode ver como será o restante do pagode, a bem da Nação os senhores deputados atiraram o trabalho às malvas e ala que se faz tarde arrancaram direitinhos às bejecas e às mariscadas, coitadinhos, que bem merecem, afinal aquele extenuante trabalho de receber 3000 Euro para dormitar no plenário é com certeza uma grande e esgotante tarefa
Pobres daqueles que agora não conseguirem justificar a falta, os malvados do Parlamento vão multa-los em 200 Euro, está mal, tadinhos dos senhores. Afinal quem se dedica de alma e coração ao interesse pátrio, não está a coberto destas vis incursões da Administração, sim porque os senhores deputados faltaram porque foram trabalhar para outro lado, o amor à camisola da Pátria é nestes cavalheiros uma verdadeira profissão de fé, faz dos senhores deputados uma espécie de cavaleiros monges da nossa era.
Uma nota final para a rapaziada do Vaticano, pá, vocês estão como o resto já não sabem que mais hão de inventar, os pecados novos ligados às informáticas e à leitura são tiradas brilhantes, aconselho portanto a beatificarem 60% dos Portugueses, pois são o protótipo do fiel que vossas excelências pretendem, não usam os computadores e nunca leram um livro, são um belo exemplo do devoto católico, analfabeto, bruto e cego, daí até os convencerem a fazer-se explodir para ir para o céu é um passo, eu topo-vos, mas fiquem a saber que a inveja é pecado, pelo menos é o que apregoam os vossos manuais técnicos, invejosos, lá porque os colegas do Crescente tem uma equipazita de suicidários explosivos os meus amigos também querem, coisa feia a inveja.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia