A actual ministra da “Educação”, que, diga-se en passant revela muito pouco da mesma, é mais uma personagem na já longa e infeliz lista de ministros dessa pasta que pontuando por uma diarreia legislativa sem par, acabam sempre por destruir ainda mais o ensino em Portugal, cada acto legislativo, cada proposta e projecto mirabolante são apresentados como a salvação da pátria, como o bálsamo que salvará esse cada vez mais moribundo doente a que chamamos “Educação”, entre as várias declarações que em nada abonaram em favor da Educação, pego numa que não recordo quem proferiu em que se declarava que a manifestação dos professores era ridícula.
Deixe que lhe diga senhora Ministra o que é ridículo nesta “Educação”, é ridículo que vejamos pelas ruas crianças carregadas de mochilas pesadas cheias e canhenhos inúteis, crianças que engrossarão a longa lista de adultos com problemas na coluna, problemas de postura e demais maleitas que mais irão sobrecarregar a também quase cadáver Saúde Pública, ridículo é que a senhora Ministra e os seus colegas sempre tão lestos em copiar todas as modinhas parvas que vêem na estranja não copiem ou adaptem ideias inteligentes.
Ridículo é ver as mesmas crianças, carregadas de sacos e saquinhos e mochilas, porque as escolas que deveriam ter armários e cacifos para todas as crianças, para que lá pudessem guardar os seus equipamentos e livros, tenham de andar sempre com a casa às costas, no entanto até percebo, porque assim as crianças vão já treinando, para quando forem adultas e tiverem uma profissão do tipo, professor, enfermeiro ou polícia, terem de andar constantemente com a casa às costas, claro se forem Juízes ou médicos isso já não sucederá, mas esses podem e mandam!
Ridículo é ver que mesmo existindo uma lei de transporte de crianças, elas continuem a ser transportadas em carrinhas e carretas que não dispõem das mais elementares regras de segurança obrigatórias pela mesma Lei que a mim me pune se o meu filho andar de carro sem cadeirinha e sem cinto, ridículo é ninguém fazer nada quanto a situações desta natureza, ridículo é quando algo acontece a culpa é do Diabo, indo todos em procissão por velinhas a Fátima, porque fazer alguma coisa, ninguém parece fazer.
Ridículo é ver paizinhos a reclamar porque os professores pedem dinheiro para material, sem se preocuparem em saber se as verbas que vem do Ministério e dos Municípios, chegam, ridículas são as verbas que esse seu Ministério atribui às escolas, tão ridículas que muitas vezes são os professores a meter dinheiro do seu bolso para poder trabalhar.
Ridículo é ver as escolas com ementas completamente desadequadas, escolas que deveriam ter cozinhas próprias e refeitórios próprios, que são servidas por empresas de cariz duvidoso com comida rasca e completamente desadequada para as crianças, empresas que vivem destes tachos e de outros “tachos” quando entram nos tais concursos, haja misericórdia para aturar tanta cretinice.
Ridículo é cada vez mais perceber que as escolas que deveriam ser locais seguros, são ao invés antros de selvajaria, pejados de cretinos e imbecis que roubam, maltratam e desrespeitam os outros, sem que haja pingo de disciplina, e não é com imbecilidades como o “Estatuto do Aluno” e testes e exames a pedido para satisfazer os papás que a coisa melhora.
Ridículo, é ver fechar escolas, num país de analfabrutos, cada vez mais analfabetos e imbecis, concentrando tudo em centros escolares que nada vão resolver, a não ser centralizar a carneirada, obrigando as crianças a fazer 50 e mais quilómetros diários e depois queixarem do insucesso escolar.
Ridículo é perceber que quem nos governa não percebe patavina do que anda a fazer, que estão mais preocupados com continhas de merceeiro cortando onde não devem para esbanjar em alarvidades, ridículo é perceber que para a senhora Ministra a “Educação” são estatísticas para apresentar em Bruxelas e brilhar muito, escondendo para baixo do tapete a torpe realidade de um país semi-analfabeto, sem qualificações e sempre a viver acima das suas posses.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Os melhores exemplos do "trabalho-prá-estatística" são os cursos de formação e as novas oportunidades, nos quais quem trabalha são exactamente os professores, porque aos alunos pouco ou nada se exige. Aliás, uma das características deste governo é exigir trabalho ao professores e facilitar a vida aos alunos.
ResponderEliminarAssino por baixo Barão.
ResponderEliminarBom fim de semana
Bj
UM BOM "despejar do saco" em cima dos incompetentes responsáveis pela Educação.
ResponderEliminarE olha que mesmo entre os médicos e os juízes há muitos igualmente "de saca às costas"!
A todo o conjunto de ridículos que enunciaste, atrevo-me ajuntar que é ridículo ver uma ministra da educação, numa escola, a fazer "buuuuu" a meia dúzia de putos que a apupavam ainda lhes dizendo: "Vêem, também sei!"
E mais do que ridículo, é criminoso andar apreparar gerações de semi-analfabetos atirando para cima dos professores a culpa pelo que ela bem sabe que vai acontecer.
Um abraço e bom fim-de-semana.