segunda-feira, novembro 14, 2011

O Estado e a Banca

O governo quer, e bem, meter a banca na ordem, dar-lhes o dinheiro mas manter um olho na massa, não vá ela evaporar em negociatas do «subprime», como aconteceu há muito pouco tempo, é uma atitude corajosa, aliás a própria Europa deveria estar a fazer o mesmo, deveria estar a chamar os senhores especuladores, perdão, os senhores banqueiros e fazer-lhes ver que isto assim não pode continuar, no entanto, infelizmente, a senhora Merkel e o senhor Sarkozy, andam mais preocupados a cozinhar alarvidades e a tentar fazer gato-sapato de todos os tratados assinados pelos 27 até ao momento.

Caso Passos Coelho mantenha a intenção de zelar pelos dinheiros públicos mantendo a banca debaixo de olho, essa será uma extraordinária atitude, gabo-lhe a coragem se o conseguir manter, visto que os banqueiros não se deixaram ficar e já se movimentam pelos tribunais para obviar à tentativa de levarem o freio nas dentuças, se a atitude dos senhores banqueiros não espanta, afinal estão a defender a continuação das suas actividades, muitas vezes a roçar o criminoso, senão pelo menos de carácter dúbio.

Já a atitude de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, estando contra a proposta do governo deixa-me desconcertado, cada vez que abre a boca Sua Excelência o Senhor Presidente da República, diz uma barbaridade, mas Sua Excelência o Senhor Presidente da República é um homem honrado, afinal ganha apenas duas pequenas reformas que perfazem dez mil Euros, estará Sua Excelência o Senhor Presidente da República a pagar algum favor à banca? Creio que não, pois Sua Excelência o Senhor Presidente da República é um homem honrado, aquela alegada negociata das acções do BPN não passou de um «fait diver». Espantou-me também a posição do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que ao que parece também não concorda com a proposta do Governo, isto vindo de um organismo, que não viu o BPN, ignorou o BPP e por aí adiante, um verdadeiro mistério esta rapaziada do BdP.

Em suma, uma boa medida do Governo, provando que nem tudo o que fazem é trampa, é quase tudo, mas algumas coisas conseguem acertar, vemos essa medida minada pelas falas mansas e presunçosas de alguém que tão pessimamente cuidou deste país enquanto foi chefe do governo, a essa figura devemos o «Monstro», devemos a destruição da economia portuguesa e devemos muito do estado actual deste país, com amigos assim Passos Coelho não precisa seguramente de inimigos.

Uma nota final, para aquela tirada do senhor ministro da economia, decretando o fim da crise, uma tirada a Manuel Pinho o saudoso responsável pelo economato do governo de Sócrates, estou bem em crer que temos outro Pinho a caminho, com este senhor professor catedrático que parece viver num outro Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

1 comentário:

Luis Bento disse...

Esta rapaziada do Banco de Portugal...umas boas bengaladas como no tempo do Eça de Queiroz e resolvia-se o problema...passavam a ver melhor!